domingo, 17 de abril de 2016

BRASIL: País Que Tem Jeito!

Claro que o Brasil tem jeito. Infelizmente, criamos um jeito brasileiro de "fazer política". Não construindo consensos, mas cada grupo querendo construir a sua hegemonia, o seu projeto de poder. Aí reside o problema.
Ricos não são maus nem pobres são b
ons. Ricos não são bons nem pobres são maus.
As famílias não são mais responsáveis por seus filhos. Há um pensamento, que se quer hegemônico, que afirma que tudo podemos, mas não aceitamos as consequências. Passamos a ser vítimas de tudo: somos mulheres, homossexuais, negros, deficientes, e agora temos os políticos vitimizados (tudo é golpe). Então, tudo o que nos acontece é em virtude de sermos mais fracos perante uma sociedade machista, branca, elitizada, racista. Será que é tão simples?
Quero beber, dirigir, matar, mas não quero ser punida tampouco reparar meu erro. Fácil, não? Estou sendo correta com os demais? Devo me furtar aos meus compromissos, pois não quero responder por eles?
Como os políticos são eleitos? Através de golpes? Por que o voto é obrigatório? Por que não há recall de voto? Por que votei em alguém, tentando acertar, devo aceitar que o politico me esfole até o fim do mandato? Devo aceitar tudo porque é pretensamente democrático e/ ou politicamente correto.
Defendo a liberdade de expressão em todos os sentidos, mas defendo a responsabilização e reparação pelas faltas cometidas.
Não exijo dos outros o que não faço.
Precisamos amadurecer para entendermos que não é bom porque apenas me favorece. Será bom quando verdadeiramente a maioria for alcançada por direitos, e que esses direitos não sejam moedas de troca a cada eleição.

quinta-feira, 31 de março de 2016

Minhas Considerações: 40 Anos Depois

#SomosTodosBananas
#MinhaIdeologiaÉaHonestidade

Em 4 décadas já vi de tudo um pouco.
Nasci no ano em que a Ditadura civil-militar brasileira estava no auge.
Cresci, acreditando que o Brasil era o "país do futuro"; que estudar "dava futuro"; que, para conseguir o que quisesse, deveria trabalhar; que ser honesta era uma obrigação e não um mérito....
Pude apreciar grandes artistas: músicos, atores, atrizes, cantores, cantoras. Gente que parecia ter alma, que parecia desejar a Liberdade.
Os estudantes lutavam pela melhoria da Educação, demonstravam ter e ser a esperança de mudança do país.
Os pensadores não eram fanáticos-ideológicos. Havia esperança nas ideias e nos posicionamentos.
Tenho a sensação de ter passado muitos anos em coma, talvez após diversas abduções, realizadas por alienígenas. Vai saber!
Hoje, "despertando", observo que aqueles pensadores, antes combatentes da liberdade, os anti-ditadura e pela democracia, são defensores de outro tipo de ditadura e de um modelo bem peculiar de democracia.
Os artistas seguem a mesma cartilha dos pensadores. Falam o que lhes interessa sem compromisso com a moralidade e a legalidade. Interessados em incentivos públicos para suas medíocres produções "artísticas" não podem se posicionar contra quem lhes financia.
Mais triste é ver o papel limitado, empobrecido e mercenário dos estudantes brasileiros. Hoje, são meros capachos do governo.
O que será que aconteceu? Eles mudaram ou a minha ilusão morreu?
Pensadores, artistas e estudantes deveriam sempre, por definição, serem oposição ao instituído, ao engessamento, às instituições. Deveriam ser o contraponto, a vida que flui, que oxigena e alimenta a vida social.
Que o melhor aconteça!