sábado, 29 de outubro de 2016

Minhas Considerações: Eleições 2016 - 2o Turno/ RJ

#MeuVotoÉnulo
#MartelosNão
#OvotoNãoDeveSerObrigatório
#VotemComSuasConsciências

Não ligo mesmo se concordam, ou não, comigo. Não tento convencer ninguém a nada.
Não significa que não me importe com as pessoas. Longe disso.
No máximo, apresento meus argumentos, quando acho que o papo vai render algumas risadas e/ou reflexões.
Fora isso, me reservo à reflexão pessoal, após leitura sobre determinado assunto.
Mas devo confessar: tem horas que esse exercício é bem difícil.
A parte boa é que, não entrando mais em discussões infrutíferas, que apenas produzem mal-estar geral, amadureci.
Acredito que cada um deve seguir o seu próprio caminho e encontrar as suas verdades (e ser feliz).
Da mesma forma, entendo que apenas devo satisfações à minha consciência, pois, em última análise, "cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é". E, particularmente, eu sou muito legal!

A MINHA verdade: Não quero nenhum dos dois "Martelos".  O atual cenário político carioca me leva a seguinte questão: Com qual "Martelo" quero ser golpeada, com o da "igreja" ou com o do populismo malandrinho?
NENHUM DOS DOIS!!!!

Na tentativa de convencimento pelo medo, um candidato quer mostrar o quanto o outro é mais pilantra que ele mesmo. Ambas as campanhas me enojam (já me enojavam desde o 1o turno). Alguém se lembra da lixeira que foi a campanha para Presidência da República de 2014?
No entanto, eles só se esquecem de dizer a que vieram. O que trazem de novo?
Sem erro, respondo: absolutamente NADA!
São os mesmos discursos pobres em verdade, mas que se aproveitam da dura realidade (essa bem real e doída) para "jogarem para as suas galeras" (asseclas e simpatizantes) e tentar garantir mais um voto de algum indeciso ou desnorteado.
Outra forma de apavorar, é a afirmação de que o voto NULO é improdutivo. De fato é, mas para os candidatos. O que é mais interessante, ser eleito com 1 milhão de votos ou com 2 votos? Para o candidato, tanto faz, pois ele conseguiu o que queria: ser eleito. Agora, como fica a legitimidade desse mandato?
A dona Dilma (cassada e impichada) adorava vomitar que foi eleita com 54 milhões de votos e isso garantia legitimidade ao seu (des)governo. Será mesmo?
Façam as contas dos votos "brancos e nulos" somados aos votos dados aos adversários, e vejam a bela soma.
O voto nulo demonstra o quanto estamos descontentes com todos os que estão aí.
Ora, que Democracia é essa e que direito é esse?  Se mesmo não concordando com os candidatos apresentados, sou obrigada a comprovar meu comparecimento à seção eleitoral, e nem posso votar como bem entender?
Chega dessa falácia de votar "no menos pior". Redução de danos não cabe para eleições.
Qualquer "Martelo" que ganhar essa eleição fará o que a população permitir que ele faça, pois ele será prefeito da cidade toda.
Mas, conforme afirmei de saída, essa é a minha verdade.
Vivam e votem de acordo com suas consciências. Cada um deve satisfação apenas (e sobretudo) à própria consciência.

domingo, 19 de junho de 2016

Basta de Rótulos!

Sejamos livres!
Um dos vídeos mais perfeitos que já assisti.
É tão bom ver a síntese de meus pensamentos e convicções expressos em uma obra tão bonita.
Cada um com sua diferença, mas fazendo parte do todo, somando para o progresso do mundo.
Gratidão!


domingo, 17 de abril de 2016

BRASIL: País Que Tem Jeito!

Claro que o Brasil tem jeito. Infelizmente, criamos um jeito brasileiro de "fazer política". Não construindo consensos, mas cada grupo querendo construir a sua hegemonia, o seu projeto de poder. Aí reside o problema.
Ricos não são maus nem pobres são b
ons. Ricos não são bons nem pobres são maus.
As famílias não são mais responsáveis por seus filhos. Há um pensamento, que se quer hegemônico, que afirma que tudo podemos, mas não aceitamos as consequências. Passamos a ser vítimas de tudo: somos mulheres, homossexuais, negros, deficientes, e agora temos os políticos vitimizados (tudo é golpe). Então, tudo o que nos acontece é em virtude de sermos mais fracos perante uma sociedade machista, branca, elitizada, racista. Será que é tão simples?
Quero beber, dirigir, matar, mas não quero ser punida tampouco reparar meu erro. Fácil, não? Estou sendo correta com os demais? Devo me furtar aos meus compromissos, pois não quero responder por eles?
Como os políticos são eleitos? Através de golpes? Por que o voto é obrigatório? Por que não há recall de voto? Por que votei em alguém, tentando acertar, devo aceitar que o politico me esfole até o fim do mandato? Devo aceitar tudo porque é pretensamente democrático e/ ou politicamente correto.
Defendo a liberdade de expressão em todos os sentidos, mas defendo a responsabilização e reparação pelas faltas cometidas.
Não exijo dos outros o que não faço.
Precisamos amadurecer para entendermos que não é bom porque apenas me favorece. Será bom quando verdadeiramente a maioria for alcançada por direitos, e que esses direitos não sejam moedas de troca a cada eleição.

quinta-feira, 31 de março de 2016

Minhas Considerações: 40 Anos Depois

#SomosTodosBananas
#MinhaIdeologiaÉaHonestidade

Em 4 décadas já vi de tudo um pouco.
Nasci no ano em que a Ditadura civil-militar brasileira estava no auge.
Cresci, acreditando que o Brasil era o "país do futuro"; que estudar "dava futuro"; que, para conseguir o que quisesse, deveria trabalhar; que ser honesta era uma obrigação e não um mérito....
Pude apreciar grandes artistas: músicos, atores, atrizes, cantores, cantoras. Gente que parecia ter alma, que parecia desejar a Liberdade.
Os estudantes lutavam pela melhoria da Educação, demonstravam ter e ser a esperança de mudança do país.
Os pensadores não eram fanáticos-ideológicos. Havia esperança nas ideias e nos posicionamentos.
Tenho a sensação de ter passado muitos anos em coma, talvez após diversas abduções, realizadas por alienígenas. Vai saber!
Hoje, "despertando", observo que aqueles pensadores, antes combatentes da liberdade, os anti-ditadura e pela democracia, são defensores de outro tipo de ditadura e de um modelo bem peculiar de democracia.
Os artistas seguem a mesma cartilha dos pensadores. Falam o que lhes interessa sem compromisso com a moralidade e a legalidade. Interessados em incentivos públicos para suas medíocres produções "artísticas" não podem se posicionar contra quem lhes financia.
Mais triste é ver o papel limitado, empobrecido e mercenário dos estudantes brasileiros. Hoje, são meros capachos do governo.
O que será que aconteceu? Eles mudaram ou a minha ilusão morreu?
Pensadores, artistas e estudantes deveriam sempre, por definição, serem oposição ao instituído, ao engessamento, às instituições. Deveriam ser o contraponto, a vida que flui, que oxigena e alimenta a vida social.
Que o melhor aconteça!

sábado, 22 de agosto de 2015

Minhas Considerações: "Conectados" ou Mal-educados?

PRECISAMOS ESTAR "CONECTADOS" TODO O TEMPO OU SOMOS APENAS MAL-EDUCADOS?
 
Nos dias de hoje, as pessoas vivem conectadas aos seus aparelhos de celular e não às pessoas.
Não há nada mais desagradável que estar presente e ser descartado apenas porque a outra pessoa acha mais interessante atender o celular ou algum aplicativo que transmite incessantemente mensagens imbecis de pessoas muito imbecis. Fora o fato de ser um comportamento de tremendo desrespeito e má educação.
Tem uns trouxas que adoram registrar tudo que fazem.
Todos precisam saber que o debiloide estava comendo e/ou defecando. Haja selfie!
No entanto, quantos desses sem-noção viveram de verdade o momento, sentindo o vento no rosto, o calor do sol, ouviu a música no show, saborearam o alimento servido, aproveitaram a companhia e fizeram um comentário sobre o filme assistido? Será que conseguem contar o enredo do filme, cantar a canção?
Por que as pessoas estão perdendo o sentido entre "público" e "privado"?
Por que todos devem saber o que todos fazem?
Fruto da má educação para a vida, esse modo de subjetivação já está patologizado. Na verdade, é mais uma variação das compulsões tão exploradas pela Psicanálise e Psiquiatria.
O que deveria servir para conectar pessoas, serve para alienar. Não adianta culpar a tecnologia.
Muito triste.
Assistam o vídeo que mostra como é ser ignorado pelo mundo eternamente "conectado".
 
Fonte do vídeo: www.equilibriovida.com

domingo, 9 de agosto de 2015

Brasileiros, uni-vos!


Carta de Tancredo Neves Dirigida à Nação Brasileira psicografada pelo Médium Robson Pinheiro
 
Momento grave, o que o Brasil atravessa. Infelizmente os egos, os interesses pessoais e os projetos de poder têm se sobreposto aos interesses maiores do país.
É mais que necessário ter serenidade e cautela na leitura desse texto, para não se deixar levar pelas convicções pessoais.
O texto é muito intenso, passa a dimensão do problema que atravessamos, e a convocação à oração e ao equilíbrio é mais que necessária.
Compartilharei o texto, pois é muito importante que mais pessoas tenham acesso.

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Minhas Considerações: Capitalismo X Materialismo

Essa proposta de "investimento em Will" é o espírito do Capitalismo (cliquem no link).
O Capitalismo não é o responsável pelas mazelas do mundo. Por favor, não joguem pedras por enquanto.
O Materialismo é que é o responsável pelas mazelas do mundo.
As pessoas que exploram pessoas e tudo o que existe são responsáveis pelas mazelas do mundo.
O dinheiro é uma forma de produzir mais riqueza sim. Porém, riqueza para todos.
Quem faz as pessoas se tornarem gananciosas? É o Capitalismo ou apego ao dinheiro e aos bens materiais?
O problema não é a existência de pobres. Por que "pobreza" se tornou sinônimo de desassistência, miséria, indigência? Por que a pobreza passou a justificar crimes hediondos?
O problema reside na exploração da pobreza por parte de elites políticas, econômicas e sociais. E isso não é uma prerrogativa do Capitalismo. As elites populistas e demagógicas estão em todos os regimes políticos.
As desigualdades serão reduzidas a partir do momento em que os humanos entenderem que o dinheiro é para produzir riquezas para todos e não para aprisionar; não é para ser acumulado e guardado, mas ser multiplicado e repartido.
O Materialismo é que torna o Capitalismo cruel e predatório. O apego às coisas torna as pessoas frias e sem empatia, sejam elas detentoras de bens materiais ou não, passando a justificar as maiores atrocidades.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Minhas Considerações: Redução da Maioridade Penal


"Direita" e "Esquerda": Faces da mesma moeda
#SomosTodosBananas
PARA MINIMIZAR O PROBLEMA DA DELINQUÊNCIA JUVENIL, SABEMOS QUE É URGENTE INVESTIR EM EDUCAÇÃO AMPLA E VARIADA, ALÉM DE INCENTIVAR A INSERÇÃO PROFISSIONAL DOS JOVENS.
No entanto, sabe qual é o maior problema? Ninguém é responsável por coisa alguma nesse país. Os pais não são responsáveis, os educadores não são responsáveis, os políticos não responsáveis...
Vamos parar de brigar entre nós. A desorganização da população e a separação em grupos antagônicos ("direita" e "esquerda", "pobres X elite") é tudo que os representantes do Estado brasileiro, em especial os governos vigentes, querem. Existem causas em comum que não podem ser reduzidas a discussões banais do "sou contra" X "sou a favor".
A redução da maioridade penal é mais um meio utilizado pelos políticos (da "direita" e da "esquerda") para desviar a atenção da população e agradarem os seus partidários, mas sem mexer na causa do problema.
A violência está sendo fabricada pelos políticos que nada fazem além de nos roubar. Como podemos cobrar desses criminosos de colarinho-branco se estamos amedrontados com a bagunça que eles produzem, incentivam e legitimam?
Ao Brasil, não faltam recursos para investir em Educação, Saúde, Segurança e todos os outros direitos garantidos na Constituição Federal. Ao Brasil, sobram ladrões que se travestem de políticos de "direita" e de "esquerda" para nos roubar e nos manter sob o império do terror.
Se esses marginais de colarinho-branco, que entendem que o voto deve ser obrigatório e que vivem de nossos suor e sangue, trabalhassem em prol da sociedade (em especial em favor dos mais pobres) não haveria o debate sobre redução da maioridade penal. Esse debate não ocorreria pelo simples fato de que as desigualdades seriam minimizadas, a população cumpriria seus deveres e exigiria dos políticos seus direitos, recebendo retorno positivo pelos impostos pagos.
Reduzir a maioridade por reduzir apenas, de fato, nada resolve: nem educa os delinquentes nem minimiza a violência. No entanto, é difícil acreditar que o ECA não seja apenas uma fantasia de alguém "bem-intencionado" semelhante à Lei Maria da Penha. Algo precisar feito, pois, do jeito que está, não dá mais.
A proposta de reduzir a maioridade pela gravidade do crime é a que me parece mais racional. O crime é que define o criminoso. Só há assassinato se alguém mata. É necessário também acabar com os eufemismos legislativos contidos no ECA. Assassinato resulta em morte? Sim. Então, não é possível continuar com a fantasia da terminologia "ato infracional análogo a homicídio".  Até entendo que a filigrana da terminologia seja mantida para ocorrências de menor potencial ofensivo ou que apenas causem dano material sem atentado à vida.
Somente os políticos lucram com esses debates inócuos do "sou contra" e do "sou a favor". Nesse terreno fértil de insanidade, das "torcidas organizadas de futebol", apenas imperam a discórdia e a falta de bom senso.
As pessoas estão sem rumo e desesperadas. Terreno fértil para ideias tenebrosas. Assim temos os pedidos de intervenção/golpe militar e outras bobagens que em nada fazem avançar o debate.
A população deve se mobilizar pela democracia, deve deixar de lado a ilusão de que aparecerá um político "salvador da pátria" que nos redimirá.

terça-feira, 30 de junho de 2015

ADMITO: ERREI AO VOTAR NO PSOL

#SomosTodosBananas
ERRAR É HUMANO.
INSISTIR NO ERRO É ESTUPIDEZ.
 
Acreditei no PSOL como via alternativa aos absurdos que vemos na política brasileira.
No entanto, isso não se confirmou nas últimas eleições nacionais (outubro/ 2014).
No 1o turno, se eu soubesse que o PSOL apoiaria o PT, jamais teria votado no PSOL. Teria sim votado NULO, conforme fiz no 2o turno.
Para ser oposição, o PSOL não precisava apoiar o PT. O "voto crítico" é apenas uma falácia, mero discurso para agradar militantes, tal acadêmicos em bancas avaliadoras. O velho jogo de compadres: você fala bem de mim, que eu falo bem de você.
Ao tomar a decisão de apoiar o PT, depois de ter afirmado que não o faria, o PSOL provou ser parte da "velha política", a qual dizia se opor. Não existe "esquerda" coerente. Existem eleições apenas para manutenção do circo da "política" brasileira.
Percebo que essa polarização "esquerda" X "direita" não cabe mais no Brasil, pois não é mais possível ver diferenças entre os dois lados (corruptos, fascistas, desonestos, mentirosos, chantagistas, pois tudo vale para se manter no poder). Conforme pudemos observar, o PT se dizia "esquerda" até alcançar a Presidência da República. Depois, tornou-se aliado dos mais fascistas e canalhas representantes da tão combatida "direita". Eles (PT) eram melhor na oposição.
Entendo que, para a maioria da população, pouco importa se quem governa é da "direita" ou da "esquerda", não importa a ideologia. E, de fato, isso não deveria importar.
Infelizmente, na farsa democrática brasileira, o voto ainda é uma obrigação. Por ser do interesse dos políticos, insistem que o voto é primordialmente um direito. MENTIRA!
Se sou obrigada a comparecer às eleições para votar (em algum candidato, em branco ou nulo), deveria também poder me manifestar e tirá-los de lá. Voto obrigatório, proporcionalidade, financiamento empresarial de grandiosas campanhas e urnas fraudadas: como acreditar no processo eleitoral brasileiro?
Políticos deveriam se comportar como servidores públicos que são, e não como donos de almas, acima do bem e do mal. Deveriam trabalhar para atender às necessidades da população, em especial as necessidades dos mais pobres.
Quero algo melhor do que essa pretensa democracia à brasileira. Nem "direita" nem "esquerda", pois ambas são apenas ideologias para garantir privilégios para suas próprias elites e escravizar a população.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

ELEIÇÕES 2014 - Coerência e Consciência

#SomosTodosBananas
Após a divulgação da nota do PSOL sobre não apoiar nenhuma das candidaturas à Presidência da República (PSDB X PT), muita discussão está rolando solta na rede.
Aliado a isso, os representantes mais conhecidos do partido se posicionaram individualmente sobre como votariam. Marcelo Freixo já declarou voto na dona Dilma.
A polêmica cresce, pois muita gente acha que o PSOL deveria apoiar o PT, porque acreditam que a "esquerda" deveria se unir para não deixar a "direita" vencer. Muitos estão ofendidos com o posicionamento do partido.
A meu ver, a posição do PSOL é coerente com o discurso que professa desde sua fundação.
Coerência. Poucos entendem que não apoiar as candidaturas apresentadas não significa "neutralidade", até porque ninguém é neutro.
Toda escolha é um ato político, que pode ser coerente com o discurso ou não.
Discurso sem prática é falácia, é jogar para a torcida, é o eterno FLA X FLU político. Sempre quem perde é o Brasil.
Eu percebo que essa polarização "esquerda" X "direita" não cabe mais no Brasil, pois não é mais possível ver diferenças entre os dois lados (corruptos, fascistas, desonestos, mentirosos, chantagistas, pois tudo vale para se manter no poder). Conforme pudemos observar, o PT se dizia "esquerda" até alcançar a Presidência da República. Depois, tornou-se aliado dos mais fascistas e canalhas representantes da tão combatida "direita". Eles eram melhor na oposição.
Entendo que, para a maioria da população, pouco importa se quem governa é da "direita" ou da "esquerda", não importa a ideologia. E, de fato, isso não deveria importar.
Por outro lado, as manifestações de junho de 2013, apareceram de outra forma nas urnas. Impressiona o número de pessoas que anulou, se absteve e votou em branco (38.797.280 votos).
Cada um deve assumir a sua posição individual. O PSOL foi coerente com esse posicionamento de não apoiar nenhuma das candidaturas e indicar para que os partidários não votem no Aécio. Que cada um assuma um posicionamento. O eleitor precisa mostrar maturidade. Se quiser votar na Dilma, que vote. Se quiser, votar nulo ou em branco, que vote. O voto deve ser consciente, só não pode ser de cabresto. Afinal, estamos exercitando a democracia ou não?
O PSOL demonstra coerência entre discurso e prática.
O PSOL me representa.
Ambos projetos políticos (PSDB e PT) são falaciosos e, por isso, não me representam.
Votarei 50 novamente. Em outras palavras, meu VOTO É NULO! E consciente.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Existirá Luz no Fim do Túnel?

Nenhuma guerra é justa.
Israel não abre mão de matar civis.
Não vemos os países mais poderosos querendo ver o fim desse conflito. São muitos interesses políticos e econômicos.
Uma ofensiva tão violenta e desmedida, como a empreendida por Israel contra Gaza, demonstra a total falta de vontade em buscar a paz.
Importante deixar claro que o motivo inicial da atual ofensiva provou ser uma falácia: a suposta morte de 3 adolescentes israelenses pelo Hamas. Os supostos adolescentes eram soldados israelenses. Não houve nenhuma investigação para se apurar os fatos:
1. Por que dizer que soldados eram adolescentes?
2. Por que não investigar o ocorrido com a ajuda da ONU?
3. Por que atacar casas, escolas e hospitais da ONU, onde apenas se encontram civis, mesmo sabendo da localização dessas instalações?
4. Se os ataques do Hamas são tão letais, por que morrem mais crianças palestinas do que soldados israelenses?
O Hamas lança contra Israel foguetes de pouco poder ofensivo. Por outro lado, Israel possui uma proteção que intercepta e destrói tais foguetes, e revida com misseis teleguiados, direcionados a bairros populares, escolas e hospitais.
O Povo Palestino não é o Hamas.
Que os governantes israelenses ponham a mão na consciência e trabalhem arduamente em prol do fim desse massacre.
Deem uma chance à Paz!

sexta-feira, 13 de junho de 2014

UM MOMENTO DE IRONIA

PATRIOTAS DE COPA DO MUNDO, ALIENADOS EM TEMPO INTEGRAL

Ufa, acabou!

Pensei que dessa vez o Brasil fosse decepcionar.

Somos campeões! Eu não. Eles!

Graças a Deus, a dona Dilma, aliados e demais políticos canalhas já podem ficar mais tranquilos. O susto já passou. Imagina o risco que estavam correndo com uma possível derrota do fantástico "Esquadrão Brasileiro" para a toda-poderosa e temida "Fúria"? Imagina o povo (tadinho) cabisbaixo porque o Neymala não "salvou a pátria de chuteiras"? O povo ficaria decepcionado e triste.

Nessas horas, duas músicas não me saem da cabeça. A primeira é "Perfeição", da Legião Urbana, espelha bem momento mágico da "nação brasileira" (clique para ver o vídeo e a letra da música).

A outra também mostra como a vida é fácil para os políticos canalhas do Brasil (maioria esmagadora dos eleitos): Se as coisas ficarem difíceis podem contar com o "escrete canarinho" para resolver qualquer turbulência popular. Estou falando de "Pra frente Brasil", um clássico da Ditadura.

"Noventa milhões em ação/ Pra frente Brasil/ Do meu coração
Todos juntos vamos/ Pra frente Brasil/ Salve a Seleção
De repente é aquela corrente pra frente/ Parece que todo o Brasil deu a mão
Todos ligados na mesma emoção/Tudo é um só coração!
Todos juntos vamos/ Pra frente Brasil, Brasil/ Salve a Seleção"

Enquanto "Pra Frente Brasil" ecoava pelo país, os grupos que gestaram o golpe civil-militar de 1964 exerciam o seu direito de matar em nome da "nação brasileira".

Não estou fazendo uma transposição histórica, até porque a história não se repete. Mas, alguma semelhança com todo aquele momento político-social?

O que dizer dos incalculáveis gastos, realizados pelo poder público, para garantir os megaeventos (Copas FIFA e Olimpíadas) de caráter privado?

O que dizer do Estado de exceção (perímetro FIFA e outras arbitrariedades) estabelecido pela FIFA (entidade privada) dentro do Estado brasileiro à revelia da própria Constituição Federal?

O que dizer sobre a violenta e desumana repressão exercida sobre a população pobre que vem sendo expulsa de suas casas para dar lugar a empreendimentos imobiliários lucrativos em nome dos megaeventos (Copas FIFA e Olímpiadas)?

O que dizer da repressão exercida pela polícia sobre os que protestam contra a dilapidação dos recursos públicos em prol desses mesmos especuladores imobiliários, dos cartéis das empresas de comunicação e financiamentos de estádios (arenas) para clubes de futebol. Desse último aspecto, o exemplo mais escandaloso é o "Itaquerão", estádio do Corinthians, financiado a juros baixíssimos com dinheiro público, a perder de vista e com isenção total dos impostos dos materiais de construção utilizados na obra. Adivinha o motivo de tanta "caridade"?: o ex-presidente da república de bananas Brasil, conhecido por Lula, é "cúrintiânu".

Mas, quem se importa com essas besteiras se a seleção brasileira de futebol sempre aparece na hora certa para aliviar as dores, as derrotas e frustrações cotidianas, bem como pagar nossas contas e impostos?

Vamos comemorar: O BRASIL É CAMPEÃO! Mas não só no futebol.

Não podemos esquecer que o Brasil é campeão em desigualdade e injustiça sociais, corrupção, em arrecadação de impostos sem retorno social, em analfabetismo, em miséria, em desrespeito aos Direitos Humanos, entre outras mazelas.

De que adianta cantar o hino nacional com a mão no peito mesmo depois que a execução oficial se encerra, se o brasileiro não entendeu que aquela foi apenas mais uma partida de futebol e não a vida real? De que adianta todo esse patriotismo de Copa do Mundo, se a maioria da população não vai ter acesso aos novos estádios, em virtude dos altos valores cobrados pelos ingressos? De que adianta toda essa bosta de Copa 2014 e Olimpíadas, se os avanços sociais não são prioridade e continuarão faltando saúde, educação, segurança, moradia/habitação e demais direitos básicos, garantidos pela Constituição Federal brasileira, para a maior parte da população?

Até quando a "anestesia" do futebol vai aliviar a dor do brasileiro?

Se eu sou contra o futebol? JAMAIS! Sou apaixonada por esportes, mas o futebol é o meu preferido. Contudo, sei que o futebol é apenas uma diversão e não a razão da minha existência. Ele não me aliena do mundo. Se o brasileiro aprendesse mais sobre o futebol, acredito que seria mais participativo no que diz respeito à Política nacional.

Em 2014, haverá eleições para presidente da república, deputado estadual, deputado federal e governo do estado. Se quisermos que as coisas mudem para melhor, é preciso votar com consciência. A escolha do candidato deve ser baseada em análise de currículo, antecedentes criminais e políticos.

Não vote só pela pretensa beleza do candidato ou carinho que te desperta. Vote pela melhoria do Brasil!

A eleição não termina depois do voto. É mais que necessário acompanhar o mandato de quem foi eleito para cobrar o que não foi cumprido e o que não está sendo respeitado. 

quarta-feira, 7 de maio de 2014

#SomosTodosBananas

#SomosTodosBananas

Dado que os animais merecem todo respeito, cuidados e proteção;
Dada a onda de campanhas publicitárias babacas para encher o bolso de celebridades, mas sem mudar a realidade;
Dadas as lastimáveis e desnecessárias declarações do "rei" da imbecilidade, Edson Arantes do Nascimento, o Pelé (espero que não digam que sou racista).
Dada a decisão do STF que inocentou Fenando Collor de Melo de boa parte de seus crimes contra o Brasil;
Dadas as declarações do Fenando Collor sobre a decisão do STF;
Dadas as confirmações das candidaturas de Eduardo Campos e Marina Silva, de dona Dilma e Temer (é para temer muito mesmo), de Aecinho "garoto do Leblon", o playboy mineiro, e de algum outro canalha como vice;
Dados os gastos astronômicos para realização de uma Copa do Mundo que apenas servirá para os ricos ficarem mais ricos, para os pobres ficarem mais pobres e para os alienados ficarem mais alienados;
Dada a "bondade" eleitoreira da dona Dilma ao anunciar a ridícula correção da tabela do IRPF e o reajuste da "bolsa-esmola-do-eleitor-da-donaDilma" (também conhecida como Bolsa Família) ;
Dados os nossos recordes negativos em Educação, Saúde, Segurança, respeito aos Direitos Humanos e vergonha na cara;
Gostaria de convidá-los, senhoras e senhoras, para compartilhar a #SomosTodosBananas.
Toma vergonha, brasileiro!

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

R.I.P - Aqui jaz, futebol brasileiro!

R.I.P
Aqui jaz, futebol brasileiro!
 
Brasil, o país do futebol e da impunidade.
Os debates sobre a punição à Lusa e ao Flamengo chegaram a ser ridículos. Em nenhum momento, os comentaristas profissionais se deram ao trabalho de pensar em algo além da punição máxima (perda de pontos) por parte dos infratores. Aliado a isso, restringiram-se ao "bairrismo", à tosca guerra Rio X SP.

Ora, relembremos o caso:
Lusa, Flamengo e Cruzeiro (esse último campeão brasileiro com 4 rodadas de vantagem), cada um a sua forma, escalaram jogadores de forma irregular. Pelo regulamento, deveriam ser punidos pela infração. Acontece que a punição deve ser graduada de acordo com a gravidade da infração.
Ok. O Cruzeiro foi punido com multa. O assunto não chegou a ser problema nem foi aventada a perda de pontos, pelo menos, à época da punição.
No caso de Lusa e Flamengo, a coisa ficou complicada. A punição com multa já não era mais suficiente, pois outros interesses estavam em jogo. Interesses de outro clube tradicional, conhecido pelas "viradas de mesa".
Desde o início da discussão, em nenhum momento, os representantes do STJD aventavam a possibilidade de outra punição senão a perda de pontos por parte dos infratores.
Pensando alto:
1. Imaginem se o Flamengo não fosse punido com a perda de pontos, como justificar punições diferentes por infrações idênticas?
2. Imaginem se o Vasco consegue a anulação do jogo contra o Atlético Paranaense (outra aberração tipicamente nacional), será que o Flamengo seria punido com a perda de pontos e consequente rebaixamento?
3. Imaginem se a perda de pontos tirasse o campeonato do Cruzeiro, será que a perda de pontos seria aplicada nos casos da Lusa e do Flamengo?
4. Por que as punições são diferentes se as infrações são as mesmas?

Entendo que, se há infração da regra, deve haver punição. Só não consigo entender o motivo de as punições serem aplicadas pela cara do infrator e não pela gravidade da infração.
No fim das contas, quem é punido é quem aprecia o futebol, pois os cartolas querem mais é botar dinheiro no bolso.

sábado, 7 de dezembro de 2013

Minhas Considerações: INDIGNAÇÃO


Lula não sabia que seus comparsas eram bandidos corruptos mensaleiros. E ficou indignado.
Dona Dilma não sabia que era espionada nem que o Brasil espionava. Demonstrou muito dó dos amigos mensaleiros encarcerados, mas não tem um mínimo de dó da população que a elegeu e que morre nas filas do serviço público de saúde. E ficou indignada com tudo isso.
Os partidários do PSBD e do DEM não sabiam que seus comparsas eram bandidos corruptos mensaleiros. E ficaram indignados.
O deputado Perrela não sabia que seu helicóptero fazia frete de coisa ilícita. E ficou indignado.
Os mensaleiros petistas entendem que sofrem perseguição política porque estão sendo punidos por seus crimes. Eles acreditam que têm todo o direito de cometer crimes, não serem punidos e receberem privilégios, pois têm uma "história de lutas sociais e militância política". E ficaram indignados.
Os criminosos menores de idade não cometem crimes, cometem infrações. Assim, assassinatos, estupros, roubos, cometidos por eles são chamados pela ridícula legislação de "atos análogos". Pobreza e adversidades não podem ser justificativa para crimes bárbaros contra a vida. Quando perguntados por que mataram? Acham graça e se sentem indignados.
Homens adultos violentam de todas as formas mulheres e crianças. A Lei "Maria da Penha" e o ECA são farsas que apenas protegem os algozes. No entanto, são os violentadores que ficam indignados.
Bêbados e drogados ficam doidões, pegam seus carros velozes e furiosos, atropelam, ferem, matam. Muitos fogem sem ao menos prestar socorro às vítimas. Outros, quando pegos, recusam-se a assoprar o "bafômetro", pois "não podem fazer provas contra si mesmos". Podem matar e mutilar, mas não querem reparar os seus erros. E ficam indignados. A erroneamente denominada "lei seca" é uma farsa, não educa, não obriga a reparação do criminoso apenas incentiva o livre exercício da morte.
Pessoas maltratam, torturam e matam animais por prazer e/ou falta de humanidade. Mas, se são pegos, e, apesar de não serem levados à reparação do erro, se sentem indignados.
Os eleitores de políticos bandidos repetem seus votos a cada nova eleição. Mas não se sentem responsáveis pelo efeito disso. Eles sabem que votam em marginais perigosos, que colocam suas vidas, a de seus familiares e de toda a população em risco. Mas não se importam e ficam indignados.
No Brasil, matar, roubar, corromper, lesar, estuprar, destruir, são verbos naturalizados. "Sempre foi assim" é o que mais escutamos nas conversas nas ruas. Ninguém é chamado a reparar seus erros.
O Estado brasileiro é o maior criminoso, pois é composto por pessoas dissociadas da realidade, sem compromisso com a garantia de direitos constitucionais, é o primeiro a matar de fome, de sede, de dor. São pessoas preocupadas apenas com a garantia de seus privilégios e benefícios.
Antes, era "pão e circo para o povo". Hoje, não precisa mais de pão, pois o circo por mais bizarro que seja (quanto mais bizarro melhor) já satisfaz a massa nem um pouco crítica, mas extremamente servil.
Quanto a mim, nem sei porque perdi tempo escrevendo tudo isso. Não adianta mesmo, não é?
 
Sempre foi assim!

domingo, 25 de agosto de 2013

Minhas Considerações:Programa Mais Médicos, Mais Mentiras

Um bando de "politizados de boteco" não para de exaltar a grandeza dos médicos cubanos que dizem que não trabalham por dinheiro, mas por amor. Adoram falar que a "burguesia" racista está sofrendo com a vinda de médicos cubanos, negros, que vão atender a população "carente". Sempre me pergunto o que é "burguesia" nos dias de hoje e por que pobre é sempre "população carente"?

Fico quase comovida com tanta bobagem dos "politizados", cujo maior orgulho é não assistir a Rede Globo. Na minha época isso tinha outro nome.

A realidade é que a burguesia racista está cagando e andando para os médicos cubanos, para a saúde pública, para os pobres desassistidos

Acorda! Discurso chato e inócuo.

Tanta democracia e respeito aos pretos e pobres: Por que os médicos cubanos não podem receber integralmente o salário pago pelo governo brasileiro? Por que o tio Fidel decide quanto eles vão receber?

Trabalhar sem receber é escravidão. Qual é a diferença se for médico ou faxineiro? Ou seria rufianismo mesmo? Ambas as práticas são crime no Brasil.

Por que os governos brasileiro e cubano podem desrespeitar a legislação trabalhista vigente no Brasil? Democracia? Ou a culpa é do Obama. Por que tudo que é merda relacionada aos desmandos arbitrários de Cuba é culpa do embargo dos EUA.

Aos "politizados de botequim", a "burguesia" tem dinheiro para pagar médico particular e não é pelo plano de saúde. Vai para o Albert Einstein, Sírio-Libanês, não usa o SUS. As pessoas precisam entender que o SUS é nosso, é público e precisa ser respeitado. Pagamos pelo SUS. Não falta dinheiro, o que falta é gestão e controle dos desvios de recursos financeiros. A Saúde Pública é maior do que a Medicina. Saúde Pública implica em saneamento básico e garantia dos direitos previstos na Constituição Federal. A vinda de médicos estrangeiros não vai melhorar a formação dos médicos brasileiros, não vai resolver o sucateamento nem a roubalheira no setor público de saúde. É tudo cortina de fumaça para o tempo passar e garantir as eleições.

DAS REIVINDICAÇÕES POPULARES QUE SE DESENROLAM DESDE JUNHO/2013, O QUE O GOVERNO DA DONA DILMA COLOCOU EM PRÁTICA?

NADA, ABSOLUTAMENTE NADA!

A REFORMA POLÍTCA FOI ENGAVETADA E A ROUBALHEIRA CONTINUA.
NENHUM MENSALEIRO FOI PARA CADEIA OU SEQUER DEVOLVEU O QUE ROUBOU.

A SAÚDE E A EDUCAÇÃO PÚBLICAS CONTINUAM ABANDONADAS.

VIVA A DEMOCRACIA À BRASILEIRA! Ela fede à Ditadura CorruPTa.

sábado, 22 de junho de 2013

Minhas Considerações: Divergências Político-Ideológicas

SERÁ QUE DIVERGIR AGORA É CRIME?

No Brasil, parece que divergir de qualquer coisa é praticamente um crime. Um exemplo é quando se trata de Política.

Em primeiro lugar, há uma confusão entre Política e Partido. A Política é inerente à condição humana, faz parte de todas as relações que se estabelecem entre as pessoas. Não é um privilégio dos "políticos profissionais", dentro de um partido formal e eleitos por voto. Quando cumprimentamos (ou não) um vizinho, um funcionário do local em que moramos ou trabalhamos, estamos fazendo política.

O Partido é uma das formas organizadas de se exercer Política. Um grêmio estudantil não é um partido. Um condomínio não é um partido. Uma passeata não é um partido. Mas todos são exemplos de organizações, onde políticas são debatidas e estabelecidas com objetivos, em certa medida, comuns. Então, ser "apartidário" não é ser apolítico. Importante ressaltar que a diversidade de pensamentos, representada por organizações sociais denominadas partidos, são fundamentais para a manutenção e o desenvolvimento dos valores democráticos em um país.
 
Outro grande equívoco é a divisão moral da política em "direita" e "esquerda". É como se fosse o "bem" contra "mal" não necessariamente nessa ordem.  Cada um se posiciona no lado que lhe convém considerar ser o do "bem" e detona o outro que passa a ser considerado do "mal". Será que precisa ser assim?

A coisa chegou a tal ponto que, se você não se posicionar nesses extremos, é capaz de ser execrado em praça pública e assado na fogueira "adversária". Digo "adversária" porque a situação é de quem é o melhor na disputa, vira uma questão passional mesmo.  É a política vista como torcida de futebol: "o meu é melhor que o seu", "aqui tem corrupto, mas no seu também tem", "O meu rouba, mas faz". Não importa mais se há ou não coerência entre discurso e prática. A meu ver, a paixão não é uma boa medida quando se trata de se fazer política. A ponderação e coerência sim são boas medidas.

Quando o seu time preferido perde um jogo, perdem apenas o seu time, você e os demais torcedores. Quando uma política de Estado falha, quando um partido que assume cargos no poder público e trai os seus compromissos com seus partidários, todos perdem, independente de serem partidários ou não daquela organização política.

Eu assisti um vídeo do PC Siqueira que tratava das manifestações populares das últimas semanas de junho/2013. Numa parte do vídeo, os narradores traçam o perfil da "Direita" e da "Esquerda" nos moldes das enquetes sobre "as possibilidades daquele gatinho estar a fim de você". Apresentam uma ideia e afirmam: "Eu sou de direita" ou "Eu sou de esquerda". E acrescentam que as suas ideias e crenças é que determinam se você é de direita ou de esquerda, independente da sua vontade. Pergunto: onde ficam as minhas práticas nisso tudo? Então, basta se dizer de "direita" ou de "esquerda" que se define uma posição política? Discurso sem prática, ou melhor, descolado da prática, é uma grande falácia, um embuste.

Devo dizer que, apesar de concordar com o ideário, classificado pelos narradores como sendo de "esquerda", não me considero de "esquerda". Até porque há pontos defendidos (mas não apresentados no vídeo) pelos de "esquerda" com os quais não encontro afinidade alguma. No entanto, cabe-me apenas respeitar, mas sem perder as minhas convicções de vista. Acredito no debate das ideias. Também não tenho pudor algum em mudar de ideia, pois, se eu não tiver a humildade de refletir sobre os efeitos do meu discurso nas minhas práticas, eu estarei traindo a mim mesma, o meu ideário. É no confronto das ideias que o conhecimento se constrói e se transforma. Se os seus argumentos são mais coerentes que os meus, não temerei a reflexão e posso mesmo mudar as minhas convicções. Por isso, não entendo essa necessidade de enquadrar pessoas nas categorias "esquerda" e "direita".

É sua forma de fazer política que te conduz, são as suas práticas que falam por você, e não o seu enquadramento ideológico.

Voltando à questão dos partidos, quantos partidos políticos se dizem de "esquerda", mas se comportam como se de "direita" fossem? O nosso exemplo mais atual é o PT. Já discuti muito com partidários petistas que mostram toda a sua cega paixão pelo PT, Lula e a agora pela dona Dilma. "Cegos de paixão" é a melhor definição, pois não conseguem ver que o sonho virou pesadelo. Quando os argumentos se esvaem começam a atacar os partidos que antecederam a dinastia petista como se fosse um alento para a traição que sofreram (ou não).

Afirmo, uma vez mais, que não me enquadro na "direita" nem na "esquerda", admiro algumas pessoas que se elegeram para cargos políticos por serem coerentes e defenderem agendas coletivas para redução das desigualdades sociais, mas não estou cega para o que elas fazem no exercício dos mandatos. Entendo que corrupto não tem partido, mas tem ideologia: "Farinha pouca, meu pirão primeiro". Todos os que roubam o dinheiro público independente de partido ou denominação ideológica devem ter os bens confiscados e devolvidos aos cofres públicos, enjaulados e obrigados a trabalhar para seu próprio sustento.

Ano que vem tem eleição de novo. Pensem muito antes de votar. Não pense somente nos aspectos que beneficiem você e a sua família, mas pense na melhoria de todo o país. Apesar do que dizem sobre a redução das desigualdades, ainda existe muita gente sem acesso aos direitos básicos constitucionais.

domingo, 2 de setembro de 2012

Eleições 2012, Liberdade de Expressão e Babacas

Se expresso alguma opinião, somente posso fazê-lo pautada em algum autor consagrado. Caso contrário, aparecerá algum babaca me acusando de radical, neoliberal, "de direita" e coisas do gênero.

Já fui da academia. Achei que apenas lá eu deveria ter de citar o autor para que meu pensamento tivesse valor. Para quem não sabe como funciona a academia, a coisa é mais ou menos assim: não pense muito por conta própria, tente achar alguma fonte que se pareça com o seu pensamento.

O fato de eu não apoiar determinado modo de viver e pensar dos outros não significa que concordo com o pensamento oposto àquele. Eu explico.

Se não concordo cegamente com as convicções da dita esquerda ou da dita direita (aqui apenas tratarei como "canhotos" e "destros", pois, a meu ver, são farinha do mesmo saco, vinho da mesma pipa), vai ter sempre algum babaca dizendo que sou neoliberal ou "de direita" seja lá o que isso signifique.

Para alguns babacas canhotos, admiradores de Fidel, Chávez, Lula, Dilma e todo tipo de populista supostamente revolucionário, o fato de eu criticar as atrocidades cometidas por eles me faz uma neoliberal.

Por que devo bater palmas para o Fidel quando ele não passa de um ditador decadente? Um babaca me disse que houve avanços em Cuba e que antes da Revolução as coisas eram piores. Putz, entendi!

Então, por que antes era pior, devo entender que, pelo fato de Cuba ter avançado em alguns aspectos sociais e apesar de Fidel ter se tornado um ditador, ter feito do governo um cabide empregos para familiares e partidários e se aproveitar do poder para impedir a livre expressão da população, bem como perseguir os opositores, Cuba é um paraíso e Fidel é um santo. Ah, entendi!

Porque discordo dessa lógica, o mesmo babaca disse que eu era neoliberal, que usava o discurso da direita, o discurso do Estado mínimo. O pior é que o babaca nem me deu a oportunidade de debate, ele me deletou dos seus contatos do Facebook (diga-se de passagem, eu gostei muito de não mais fazer parte dos contatos de um boçal como ele). Babaca e covarde. O babaca falou que o post era dele e que, se eu quisesse, eu abrisse um post meu. Há coisa mais babaca que publicar uma coisa e só querer que escrevam comentários concordando?

Não questiono os avanços sociais em Cuba. Mas isso não era o objetivo da Revolución? Ou o objetivo era trocar o ditador? “Melhor mesmo é ser ferrado por um ditador da nossa classe, do povo.” É a mesma história do “rouba, mas faz”, “Ele é ladrão, mas é meu amigo”.

Esclareço que o fato de não em considerar "destra" ou "canhota" não me faz uma "ambidestra" (centrista). Apenas entendo que há lutas legítimas e acima de tudo JUSTAS, que merecem investimento. Política e eleição não são jogos onde uns ganham e outros perdem. Na política e nas eleições, o eleitor deveria ter mais consciência de seu voto, pois não é só a sua vida que está em jogo, é a vida de toda a sociedade. Quando a JUSTIÇA SOCIAL perde, TODOS perdem.

Promessas esfarrapadas de políticos que estão aí há séculos deveriam ser consideradas com muita cautela pelo eleitor.

Por que há figuras que se perpetuam no cenário político brasileiro? Porque a população, em certa medida, se acostumou com isso. Tem sempre um infeliz que vai dizer: "Ele rouba, mas faz". Faz o quê, infeliz? Rouba, te ferra e me ferra junto!

Dirão os intelectuais: "falta educação à população que é carente". Carente é o cacete! O termo mais adequado é "população desassistida pelo poder público". O termo é longo, mas é o mais adequado para definir uma população paga altíssimos impostos, mas não recebe nenhum investimento do poder público como retorno e continua votando nos mesmos bandidos de sempre. Pior, acha que é favor quando algum safado joga um "pó-de-pedra" por cima da lama e do esgoto que correm a céu aberto pela rua onde moram ou dão o “Bolsa-Família” (eu chamo de esmola estatal ou oficial).

Será que é somente a escola, a educação formal (precarizada por todos os governos destros e canhotos) que forma uma população mais politizada? Entendo que é apenas um dos espaços de politização.

Faz tempo que a Medicina e o Estado tiraram das famílias esse aspecto formador, promotor de valores e princípios. Se a família não dá conta, manda para o médico ou para a escola; não podemos nos esquecer dos psicólogos também.

Por que as famílias não conversam mais? Por que a vizinhança se tornou a ameaça em potencial? Há uma série de teorias que explicam isso. A mudança dos papéis sociais dos gêneros, as novas tecnologias, a globalização e tantos outros problemas de pesquisas. É inegável que, para analisar essas transformações, é preciso considerar o contexto socio-histórico. Mais que disso, é necessário fazer algo com os resultados das análises. Sair do discurso e implementar práticas transformadoras de fato. Do adianta identificar o problema, mas não propor soluções práticas? A academia, a Universidade, tem papel primordial nisso, pois lá se produz conhecimento (ou deveria produzir).

A Universidade deve ser o espaço da excelência, do mérito, da produção de conhecimento com vistas à melhoria das condições de vida da população. Infelizmente, não é isso que temos visto. A Universidade brasileira tem sido entendida pelos governos destros e canhotos, como espaço que deve atender ao mercado e/ou como moeda de troca política (caso das cotas raciais ou da vergonha). Falar em raça em pleno século XXI, só no Brasil, a vanguarda do atraso. Ainda bem que eu passei no vestibular e concluí o curso superior sem ter de passar por essa vergonha.

Sobre as cotas, ficam algumas perguntas: Os que se consideram negros são pobres? A categoria dos pobres engloba os que se consideram negros? A categoria dos pobres engloba os que se consideram brancos? A categoria dos pobres engloba os indígenas? No Brasil, é possível afirmar que há brancos e negros? Como é feita essa classificação?

No frigir dos ovos, acabamos voltando para o ponto de partida. Será que posso expressar minhas ideias e opiniões sem ter que ancorá-los em autores consagrados?

Entendo que o pensamento deve ser livre, bem como sua expressão. A sua construção se dá no cotidiano, na escola, no trabalho, em toda parte. É no convívio, no embate das ideias.

Democracia é mais que “ter o direito de votar”, conforme propaganda falaciosa do TSE. Democracia é igualdade de direitos, é a expressão máxima da justiça social. Se o Brasil fosse uma democracia de fato, o voto não seria obrigatório, pois, se fosse apenas um direito não poderia ser imposto a quem quer que seja.

PENSEM BEM ANTES VOTAR!

Seu ato trará consequências para sua vida, da sua família e da sociedade como um todo.

Converse com sua família, com seus amigos e vizinhos. Pensem sobre a sua realidade local, o que gostaria de ver melhorar na vida do bairro, da cidade em que moram.

Vote com o propósito de fazer aquilo que você gostaria que fosse feito por você.

domingo, 27 de maio de 2012

Boa Notícia ou Imprudência?

Anvisa registra remédio que pode prevenir infecção pelo HIV
25/5/2012 11:31:00

O remédio Truvada, que recebeu o aval da comissão consultora da agência sanitária dos Estados Unidos (FDA) para ser usado na prevenção de infecção pelo HIV, foi registrado no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Com isso, sua comercialização está autorizada no país.

No início do mês, uma comissão ligada ao FDA recomendou a indicação do uso da droga, uma combinação de tenofovir com emtricitabina, na prevenção da Aids. Se a recomendação for acatada pela a agência, pessoas não contaminadas teoricamente poderiam manter relações com soropositivos sem usar preservativo.

Isso não significa, porém, que a droga passará automaticamente a ser usada no Brasil para tratamento de pacientes com HIV ou indicada antes de relações sexuais desprotegidas com parceiros soropositivos ou com situação sorológica desconhecida.

O Departamento de DST Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde afirmou que o registro da Anvisa não vai modificar, no momento, a estratégia brasileira de combate à doença. Embora alguns estudos mostrem que o remédio exerce um papel protetor, ainda não está claro para o departamento como isso seria aplicado em uma ação de saúde pública.

Fonte: Agência Estado / Prontuário de Notícias.

sábado, 5 de maio de 2012

Minhas Considerações: Uso de Drogas

É fácil culpar a substância, mas assumir os erros e repará-los é que são elas...

Por que o problema é a substância, seja lícita ou ilícita? Quem consome é que não tem controle sobre suas ações, e acaba culpando a substância por tudo de bom ou mau que lhe acontece.

Qual seria a solução se já sabemos que há substâncias que usadas sem critério causam danos à saúde física, psíquica e social das pessoas? Proibir? Liberar geral?

A única solução é Educação.

Educação para a vida real. Educação para que as pessoas entendam que um prazer momentâneo pode gerar dissabores por muito tempo.

Educação para que as pessoas sejam responsáveis por seus atos.

Não é a substância que mata. É o mau uso e o abuso que matam. É a dose que torna algo remédio ou veneno.

Por que o atropelador alcoolizado ou sob efeito de qualquer outra substância não recebe punição por seu ato? Porque se entende que o efeito da substância se sobrepõe ao ato do indivíduo.

Beber, cheirar, fumar são direitos de cada indivíduo. O problema é que, quando algo sai do controle - e a tendência é essa, pois, geralmente o uso é abusivo - o usuário não é responsabilizado.

Tratamento para os que precisam (e querem), mas, se houve dano a outra pessoa, entendo que esse deve ser reparado.

O usuário não pode ser colocado como coitado. Ele é responsável pelo que faz. Se tem problemas, pois que se trate, assuma e repare seus erros.

"Você é livre para fazer suas escolhas, mas é prisioneiro das consequências" (Pablo Neruda).