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sábado, 7 de abril de 2012

AIDS: Vacina Experimental

Teste com vacina da Aids dá respostas sobre sistema imune
6/4/2012 11:18:00

O primeiro teste clínico com uma vacina experimental da Aids, feito na Tailândia, forneceu informações importantes sobre as respostas do sistema imunológico, revelou um estudo publicado nesta quarta-feira (4) nos Estados Unidos.

Segundo estimativas divulgadas em 2009, 31,2% dos participantes no estudo vacinados com este produto batizado RV144 tinham claramente menos risco de ser infectados pelo HIV do que o grupo tratado com placebo.

Os cientistas examinaram amostras de sangue dos participantes vacinados com o RV144 para analisar suas respostas imunológicas e descobriram que os diferentes tipos de respostas dos anticorpos estavam relacionados com o nível de infecção do HIV.

Os resultados do teste clínico da vacina, do qual participaram mais de 16 mil adultos na Tailândia, foram publicados em outubro de 2009 no "New England Journal of Medicine", a mesma revista médica que publica este novo estudo em sua edição de 5 de abril.

"Ao estudar aqueles que foram infectados em comparação com os participantes que não foram, pensamos ter descoberto indícios muito importantes sobre a forma como funciona a vacina", explicou Barton Haynes, professor de medicina da Universidade de Duke (Carolina do Norte, sudeste), encarregado de fazer a análise.

"Aparentemente, a proteção neste teste clínico foi principalmente atribuída aos anticorpos e todos os anticorpos estudados isolados da vacina RV144", destacou.

"Os diferentes efeitos protetores destes anticorpos - induzidos pela vacina - serão testados em primatas para ver se poderiam impedir uma infecção por HIV", acrescentou o médico.

A principal descoberta se baseia no fato de que anticorpos específicos de uma zona que envolve o vírus, chamada V1V2, estão vinculados ao nível de infecção mais frágeis no caso dos vacinados, explicaram os pesquisadores.

Os anticorpos são proteínas produzidas pelo organismo para se defender de agentes infecciosos como vírus ou bactérias.

Segundo a hipótese antecipada pelos virologistas, os anticorpos aderem à zona V1V2 do invólucro do vírus, o que impediria a infecção, ao bloquear sua reprodução.

Fonte: AFP / Prontuário de Notícias.

domingo, 18 de março de 2012

HIV: "Vacina Terapêutica"

Vacina anti-HIV é feita com células do próprio voluntário
1/3/2012 09:44:00

Cientistas belgas testaram uma nova "vacina terapêutica" contra o HIV em voluntários humanos. A novidade é que os voluntários foram vacinados com suas próprias células.

Os cientistas filtraram determinados glóbulos brancos do sangue dos participantes, "carregaram-nos" com células dendríticas de pacientes soropositivos, e reaplicaram-nas de volta nos voluntários.

O resultado mostrou que o sistema imunológico dos voluntários aumentou a capacidade de atacar e eliminar o HIV. Mas a vacina ainda não é capaz de curar a doença.

Pacientes infectados com HIV passaram a ter uma vida praticamente normal depois do desenvolvimento do chamado coquetel de drogas antirretrovirais.

Contudo, esses medicamentos não eliminam o vírus do corpo - se o paciente parar com a medicação, o HIV volta a atacar o organismo.

Os cientistas acreditam saber porque isso acontece: o problema são as células CD8, as "forças especiais" do nosso sistema imunológico, que não conseguem recrutar "soldados" suficientes, as células dendríticas, para combater o ataque.

As células dendríticas apresentam em seu exterior partes típicas do vírus a ser atacado.

Contudo, as células dendríticas humanas não são boas em coletar informações do HIV.

O que os cientistas belgas fizeram foi inserir as células dendríticas de pacientes soropositivos nas células de pacientes saudáveis, incluindo as instruções para montagem das proteínas do HIV - informações genéticas na forma de RNA mensageiro.

Uma vez no corpo, as células carregadas executam as instruções, passando a apresentar uma parte típica do HIV em sua superfície, o que ativa as células de defesa.

Os voluntários receberam uma pequena quantidade de suas próprias células dendríticas retrabalhadas, em quatro doses, com intervalos de quatro semanas.

Após cada vacinação, suas células CD8 passaram a reconhecer o HIV cada vez melhor - os testes foram feitos coletando amostras do sangue dos voluntários e submetendo-a ao HIV em tubos de ensaio.

A vacinação não mostrou qualquer efeito colateral para os voluntários.

Mas o HIV se mostra um inimigo difícil: ele continua sendo capaz de mudar suas proteínas rápido o suficiente para que alguns deles escapem das células retrabalhadas introduzidas pela vacina.

Fonte: Diário da Saúde / Prontuário de Saúde.

sábado, 3 de setembro de 2011

Estratégia Logística do HIV

Estudo revela como HIV foge de drogas
30/8/2011 10:05:00

HIV


O HIV está conseguindo escapar da ação de drogas antirretrovirais porque é capaz de passar diretamente de uma célula para outra. A conclusão é de um novo estudo do laboratório do biólogo David Baltimore, ganhador do prêmio Nobel de Medicina em 1975.

Realizando experimentos com culturas de células no Instituto de Tecnologia da Califórnia, o grupo do cientista explica por qual motivo o coquetel anti-Aids reduz o número de vírus nos soropositivos, mas não cura a infecção.

Em geral, uma célula infectada se rompe e libera HIVs soltos no plasma sanguíneo. Esses vírus vagam pelo sangue até encontrar outro linfócito T CD4+, a célula do sistema imune que o HIV ataca. É quando os vírus estão soltos que a droga age.

Os cientistas mostraram que uma parcela menor da transmissão ocorre diretamente, de célula para célula, quando dois linfócitos entram em contato no sangue.

É nesses casos que os antirretrovirais falham. A infecção célula a célula não é tão freqüente, mas, quando ocorre, a quantidade de vírus transferida é grande.

Explorando essa brecha de segurança, o vírus consegue sobreviver como um reservatório latente dentro das células, mesmo quando o sangue está repleto de antirretroviral.

De acordo com os cientistas, a descoberta é também uma má notícia para a criação de uma vacina terapêutica contra o vírus da AIDS.

Fonte: Reuters / Prontuário de Notícias

domingo, 28 de agosto de 2011

HIV Pela Saúde


A Natureza é fantástica mesmo. Mais uma vez, aparecem provas de que a diferença entre o veneno e o remédio é apenas a dose. Os cientistas conseguem tirar proveito do HIV para tratamento de diferentes tipos de câncer.

HIV é usado na luta contra a leucemia e outros tumores
26/8/2011 10:25:00

O HIV pode se tornar o mais novo aliado da medicina na luta contra o câncer. Uma versão inerte do vírus da Aids foi usada com sucesso por cientistas norte-americanos para modificar geneticamente células de defesa do organismo e tratar pacientes com leucemia. O procedimento foi descrito nesta semana pelas revistas médicas New England Journal of Medicine e Science Translational Medicine.

O tratamento inédito consiste em retirar os linfócitos T - importantes agentes de defesa do corpo - e transferir novos genes para elas. A mudança as torna capazes de destruir as células cancerosas que causam a leucemia e, assim, fazem com que o tratamento tenha sucesso.

A transferência de genes para a célula é feita normalmente por um vírus, e é nessa fase que o HIV é usado; foi com ele que os pesquisadores da Universidade da Pensilvânia conseguiram modificar geneticamente as células de defesa.

"Dentro de três semanas, os tumores tinham sido destruídos de um modo muito mais violento do que poderíamos esperar", reconheceu Carl June, que conduziu a pesquisa. "Funcionou muito melhor que imaginávamos".

"Além de terem uma grande capacidade de se reproduzirem, as células T infundidas são 'serial killers'. Em média cada uma levou à morte de milhares de células do tumor e, ao todo, destruíram pelo menos cerca de 1 kg em cada paciente", completou o pesquisador.
A nova técnica foi aplicada em três pacientes com leucemia linfóide crônica que já não tinham muitas opções de tratamento. Sem ela, eles seriam submetidos ao transplante de medula óssea, no qual o risco de morte é de pelo menos 20% e a chance de cura não supera os 50%.

Agora, a equipe planeja usar o mesmo procedimento em tumores parecidos, como o linfoma não Hodgkin e a leucemia linfóide aguda. Eles também querem experimentar o tratamento em crianças que não reagiram bem ao tratamento convencional. No futuro, a ideia é adaptar a técnica para combater cânceres no ovário e no pâncreas.

Fonte: G1 / Prontuário de Notícias