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sábado, 11 de junho de 2011

Analfabeto se Forma na Escola Pública

O considerado “Kit-gay” foi duramente criticado e vetado pela presidente com a desculpa de que não faremos “propaganda de opções sexuais”. Agora, o “Kit-analfabeto”, elaborado pelo MEC (Ministério do Energúmeno Cabotino)*, recebe até elogios dos considerados “especialistas”, que tratam essa excrescência do “nós pega o peixe” como sendo diversidade. Vamos agora fazer propaganda do analfabetismo?

Ensinar em escolas públicas a escrever e a falar errado é um desrespeito com a população. É reforçar a ideia de que pobre não tem o direito de conhecer o seu idioma. A quem interessa que a maior parte da população continue analfabeta?

Enquanto o Poder Público não respeitar a Constituição Federal e democratizar a Educação, o Brasil continuará sendo atrasado, desigual e injusto.

Uma coisa é respeitar o discurso popular, suas ideias, práticas, costumes e tradições. Isso enriquece a Sociedade como um todo. Outra bem diferente é incentivar o analfabetismo dentro das escolas públicas.

É com essa lógica do “deixa falar e escrever errado porque é popular” – discurso fascista, mas com ar de democrático e inclusivo –, que os defensores das cotas da vergonha se sustentam. O que esses farsantes não apontam é que a Educação, há décadas, vem sendo desmontada, com a precarização das escolas e dos professores. Continuam insistindo que o problema da Educação nacional é o racismo apenas.

Por certo, o racismo existe no Brasil, mas não é apenas referido à cor da pele, tampouco apenas exercido por indivíduos ou grupos isolados. O racismo no Brasil é contra os pobres, que apenas são lembrados em época de eleição e somente servem aos infames interesses dos que pretendem se manter no poder a qualquer preço. A meu ver, a palavra mais adequada para representar essa mazela é SEGREGACIONISMO. Em nosso país, o maior racista, segregacionista, quase genocida, é o Estado brasileiro.

O verdadeiro desenvolvimento do Brasil não se dará por meio da oferta de esmolas e de assistencialismo que servem apenas para garantir mais 4 anos de permanência no poder. Nosso país só conseguirá crescer quando o Poder Público for composto por gente que respeite o povo, que entenda as suas necessidades e as coloque em primeiro lugar. O brasileiro merece respeito de seus governantes.

Respeitar as diferenças não é incentivar a desigualdade entre as pessoas. Respeitar as diferenças é pôr em prática o que está na Lei Magna desse país e que deveria ser a cartilha do Poder Público: Educação (pública e de qualidade) para TODOS que estão sob a proteção do Estado brasileiro, independentemente de cor de pele, posição social, ascendência ou descendência.

NOTA:
 
* Será que preciso citar nomes?

domingo, 6 de março de 2011

Princípios do Fórum em Defesa da Escola Pública

Os 10 princípios do Fórum em Defesa da Escola Pública, documento lançado, em 23 de fevereiro de 2011, no Rio de Janeiro, englobam todas as questões pertinentes aos profissionais de ensino e ao setor. Eu Apoio. Apoie você também.

Repasse esses princípios para a sua rede de contatos e divulgue a importância da Educação de pública e de qualidade para todos. Quando a Educação pública for de qualidade, não haverá mais desculpas para a criação de cotas de vergonha. Todos são capazes de progredir, apenas precisam encontrar as condições adequadas.


Os 10 princípios do Fórum em Defesa da Escola Pública

1- Defender a educação pública gratuita, laica, democrática e de qualidade social, em todos os níveis, como um direito social universal e dever do estado.
2 - Exigir do poder público a garantia de acesso e de permanência, assegurando efetiva assistência estudantil (moradia, transporte, meia-entrada nos eventos culturais, bolsa de manutenção, etc.).
3 - Defender a organização de um efetivo Sistema Nacional de Educação que articule e garanta o cumprimento das responsabilidades educacionais dos diferentes entes federais.
4 - Defender a aplicação imediata de montante equivalente a, pelo menos, 10% do PIB na educação pública em todos os níveis e que as verbas públicas sejam destinadas somente para as escolas públicas.
5 - Combater todas as formas de mercantilização da educação e a introdução de critérios produtivistas no trabalho dos profissionais de educação e na avaliação das instituições e dos estudantes.
6 - Exigir controle social sobre a educação privada, como concessão do poder público. É função do Estado regulamentar e fiscalizar seu funcionamento, observando a garantia de carreira digna aos seus trabalhadores e a autonomia didático-científica diante de suas mantenedoras.
7 - Articular a luta em prol da qualidade com a defesa da garantia pelo Estado das condições de trabalho dos profissionais da educação, incluindo a valorização salarial e a autonomia didático-cientifíca.
8 - Exigir que a gestão democrática das instituições e sistemas educacionais seja realizada por meio de órgãos colegiados democráticos.
9 - Defender a formação inicial e continuada, pública e gratuita, presencial e de qualidade de todos os trabalhadores em educação, em todos os níveis e modalidades educacionais.
10 - Ampliar o debate com os movimentos sociais e populares e entidades acadêmicas com o objetivo de reconstruir o Fórum Nacional em Defesa da Escola Pública e fortalecer a luta pela elaboração coletiva e democrática do Plano Nacional de Educação: proposta da sociedade brasileira.