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domingo, 27 de maio de 2012

Boa Notícia ou Imprudência?

Anvisa registra remédio que pode prevenir infecção pelo HIV
25/5/2012 11:31:00

O remédio Truvada, que recebeu o aval da comissão consultora da agência sanitária dos Estados Unidos (FDA) para ser usado na prevenção de infecção pelo HIV, foi registrado no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Com isso, sua comercialização está autorizada no país.

No início do mês, uma comissão ligada ao FDA recomendou a indicação do uso da droga, uma combinação de tenofovir com emtricitabina, na prevenção da Aids. Se a recomendação for acatada pela a agência, pessoas não contaminadas teoricamente poderiam manter relações com soropositivos sem usar preservativo.

Isso não significa, porém, que a droga passará automaticamente a ser usada no Brasil para tratamento de pacientes com HIV ou indicada antes de relações sexuais desprotegidas com parceiros soropositivos ou com situação sorológica desconhecida.

O Departamento de DST Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde afirmou que o registro da Anvisa não vai modificar, no momento, a estratégia brasileira de combate à doença. Embora alguns estudos mostrem que o remédio exerce um papel protetor, ainda não está claro para o departamento como isso seria aplicado em uma ação de saúde pública.

Fonte: Agência Estado / Prontuário de Notícias.

domingo, 18 de março de 2012

HIV: "Vacina Terapêutica"

Vacina anti-HIV é feita com células do próprio voluntário
1/3/2012 09:44:00

Cientistas belgas testaram uma nova "vacina terapêutica" contra o HIV em voluntários humanos. A novidade é que os voluntários foram vacinados com suas próprias células.

Os cientistas filtraram determinados glóbulos brancos do sangue dos participantes, "carregaram-nos" com células dendríticas de pacientes soropositivos, e reaplicaram-nas de volta nos voluntários.

O resultado mostrou que o sistema imunológico dos voluntários aumentou a capacidade de atacar e eliminar o HIV. Mas a vacina ainda não é capaz de curar a doença.

Pacientes infectados com HIV passaram a ter uma vida praticamente normal depois do desenvolvimento do chamado coquetel de drogas antirretrovirais.

Contudo, esses medicamentos não eliminam o vírus do corpo - se o paciente parar com a medicação, o HIV volta a atacar o organismo.

Os cientistas acreditam saber porque isso acontece: o problema são as células CD8, as "forças especiais" do nosso sistema imunológico, que não conseguem recrutar "soldados" suficientes, as células dendríticas, para combater o ataque.

As células dendríticas apresentam em seu exterior partes típicas do vírus a ser atacado.

Contudo, as células dendríticas humanas não são boas em coletar informações do HIV.

O que os cientistas belgas fizeram foi inserir as células dendríticas de pacientes soropositivos nas células de pacientes saudáveis, incluindo as instruções para montagem das proteínas do HIV - informações genéticas na forma de RNA mensageiro.

Uma vez no corpo, as células carregadas executam as instruções, passando a apresentar uma parte típica do HIV em sua superfície, o que ativa as células de defesa.

Os voluntários receberam uma pequena quantidade de suas próprias células dendríticas retrabalhadas, em quatro doses, com intervalos de quatro semanas.

Após cada vacinação, suas células CD8 passaram a reconhecer o HIV cada vez melhor - os testes foram feitos coletando amostras do sangue dos voluntários e submetendo-a ao HIV em tubos de ensaio.

A vacinação não mostrou qualquer efeito colateral para os voluntários.

Mas o HIV se mostra um inimigo difícil: ele continua sendo capaz de mudar suas proteínas rápido o suficiente para que alguns deles escapem das células retrabalhadas introduzidas pela vacina.

Fonte: Diário da Saúde / Prontuário de Saúde.

domingo, 11 de março de 2012

Era só o que faltava!

Timidez pode ser classificada como doença
16/2/2012 09:54:00

Agora, comportamentos tímidos, de luto ou excêntricos podem ser classificados como doenças mentais, deixando milhões de pessoas com o risco de serem diagnosticadas com distúrbios psicológicos. A quinta edição do Manual de Diagnósticos e Estatísticas (MDE) de Doenças Mentais pode também incluir o vício pela internet e jogo como problema médico.

Apesar do guia ser destinado aos Estados Unidos, especialistas temem que isso afete outros países. "Nós precisamos ter muito cuidado antes de exportar definições de doenças e distúrbios", comenta Simon Wessely, psiquiatra de Londres.

"Em 1840, o censo dos Estados Unidos incluía apenas uma categoria de doença mental. Em 1917, a Associação de Psiquiatria Americana reconheceu 59, subindo para 128 em 1959, 227 em 1980, e 347 na última revisão. Nós precisamos mesmo de todas essas definições?", indaga.

Provavelmente não. E há um grande perigo da timidez virar uma fobia social. Peter Kinderman, da Universidade de Liverpool, afirma não ser "humano" descrever pessoas tímidas ou em estado de luto como mentalmente doentes.

Algumas associações e psicólogos britânicos já se pronunciaram contra as mudanças. Uma petição para tentar parar a publicação do manual atingiu 11 mil assinaturas de psicólogos.

Há o medo de que as novas classificações sejam influenciadas por companhias de medicamentos que esperam ganhar muito dinheiro com um maior número de doenças, já que o sistema privado de saúde americano exige um diagnóstico reconhecido pelo manual.

"O MDE5 vai expandir radicalmente as fronteiras da psiquiatria. Milhões vão receber diagnósticos e tratamentos inapropriados", afirma Allen Frances, da Universidade Duke, na Califórnia do Norte.

Fonte: Telegraph / Prontuário de Notícias.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Orceína: Corante Natural vs Alzheimer

Corante natural obtido de liquens pode combater Mal de Alzheimer
30/1/2012 09:30:00

Um corante vermelho extraído de liquens é usado há séculos para colorir roupas e até alimentos.

Agora, cientistas alemães descobriram que esse corante natural, chamado orceína, tem a capacidade de reduzir agregados tóxicos de proteínas que caracterizam o Mal de Alzheimer.

A orceína, juntamente com uma substância relacionada, chamada O4, ligam-se aos pequenos agregados de beta-amiloide que são considerados tóxicos e causadores das disfunções neurais e dos danos à memória que caracterizam o Alzheimer.

O que a equipe liderada pelo Dr. Jan Bieschke, do Instituto Max Planck, descobriu agora é que a orceína e o O4 convertem os agregados de beta-amiloide em placas maiores e mais maduras. E essas placas maiores não são tóxicas para o sistema nervoso.

Problemas no dobramento das proteínas são considerados as principais causas não apenas do Alzheimer, mas também das doenças de Parkinson e Huntington.

As proteínas defeituosas acabam se acumulando em placas intra e extra-celulares.

Os pesquisadores assumem que essas pequenas placas são tóxicas para as células nervosas. Contudo, quando elas se aglomeram em placas maduras, bem maiores, esse efeito deixa de existir.

A orceína é extraída de um líquen que cresce principalmente nas Ilhas Canárias, e é explorado há séculos para uso como corante.

Há alguns anos, o Dr. Erich Wanker, outro membro da equipe, descobriu que um composto químico natural encontrado no chá verde, chamado EGCG (Epigalocatequina-3-galato), é capaz de desativar a toxicidade dos aglomerados de proteínas.

Com a orceína e o O4, eles agora descobriram um outro mecanismo que, em vez de destruir as placas, faz com que elas se aglomerem, perdendo a toxicidade.

Outros pesquisadores já estão testando um outro corante, chamado azul de metileno, com o mesmo objetivo.

Fonte: Diário da Saúde / Prontuário de Notícias.

sábado, 3 de setembro de 2011

Estratégia Logística do HIV

Estudo revela como HIV foge de drogas
30/8/2011 10:05:00

HIV


O HIV está conseguindo escapar da ação de drogas antirretrovirais porque é capaz de passar diretamente de uma célula para outra. A conclusão é de um novo estudo do laboratório do biólogo David Baltimore, ganhador do prêmio Nobel de Medicina em 1975.

Realizando experimentos com culturas de células no Instituto de Tecnologia da Califórnia, o grupo do cientista explica por qual motivo o coquetel anti-Aids reduz o número de vírus nos soropositivos, mas não cura a infecção.

Em geral, uma célula infectada se rompe e libera HIVs soltos no plasma sanguíneo. Esses vírus vagam pelo sangue até encontrar outro linfócito T CD4+, a célula do sistema imune que o HIV ataca. É quando os vírus estão soltos que a droga age.

Os cientistas mostraram que uma parcela menor da transmissão ocorre diretamente, de célula para célula, quando dois linfócitos entram em contato no sangue.

É nesses casos que os antirretrovirais falham. A infecção célula a célula não é tão freqüente, mas, quando ocorre, a quantidade de vírus transferida é grande.

Explorando essa brecha de segurança, o vírus consegue sobreviver como um reservatório latente dentro das células, mesmo quando o sangue está repleto de antirretroviral.

De acordo com os cientistas, a descoberta é também uma má notícia para a criação de uma vacina terapêutica contra o vírus da AIDS.

Fonte: Reuters / Prontuário de Notícias

domingo, 28 de agosto de 2011

HIV Pela Saúde


A Natureza é fantástica mesmo. Mais uma vez, aparecem provas de que a diferença entre o veneno e o remédio é apenas a dose. Os cientistas conseguem tirar proveito do HIV para tratamento de diferentes tipos de câncer.

HIV é usado na luta contra a leucemia e outros tumores
26/8/2011 10:25:00

O HIV pode se tornar o mais novo aliado da medicina na luta contra o câncer. Uma versão inerte do vírus da Aids foi usada com sucesso por cientistas norte-americanos para modificar geneticamente células de defesa do organismo e tratar pacientes com leucemia. O procedimento foi descrito nesta semana pelas revistas médicas New England Journal of Medicine e Science Translational Medicine.

O tratamento inédito consiste em retirar os linfócitos T - importantes agentes de defesa do corpo - e transferir novos genes para elas. A mudança as torna capazes de destruir as células cancerosas que causam a leucemia e, assim, fazem com que o tratamento tenha sucesso.

A transferência de genes para a célula é feita normalmente por um vírus, e é nessa fase que o HIV é usado; foi com ele que os pesquisadores da Universidade da Pensilvânia conseguiram modificar geneticamente as células de defesa.

"Dentro de três semanas, os tumores tinham sido destruídos de um modo muito mais violento do que poderíamos esperar", reconheceu Carl June, que conduziu a pesquisa. "Funcionou muito melhor que imaginávamos".

"Além de terem uma grande capacidade de se reproduzirem, as células T infundidas são 'serial killers'. Em média cada uma levou à morte de milhares de células do tumor e, ao todo, destruíram pelo menos cerca de 1 kg em cada paciente", completou o pesquisador.
A nova técnica foi aplicada em três pacientes com leucemia linfóide crônica que já não tinham muitas opções de tratamento. Sem ela, eles seriam submetidos ao transplante de medula óssea, no qual o risco de morte é de pelo menos 20% e a chance de cura não supera os 50%.

Agora, a equipe planeja usar o mesmo procedimento em tumores parecidos, como o linfoma não Hodgkin e a leucemia linfóide aguda. Eles também querem experimentar o tratamento em crianças que não reagiram bem ao tratamento convencional. No futuro, a ideia é adaptar a técnica para combater cânceres no ovário e no pâncreas.

Fonte: G1 / Prontuário de Notícias

Consequências da Contaminação por HIV


Esse artigo é um alerta para aqueles que ainda não entenderam que a contaminação pelo HIV é algo muito grave e danoso. Muitos acreditam que, com o advento dos "coquetéis de drogas" para tratamento das manifestações clínicas da AIDS, as coisas estavam resolvidas, não sendo mais necessário adotar os cuidados essenciais para evitar a contaminação. Fora o fato de o "coquetel de medicamentos" causar muitos efeitos colaterais, há todo o desgaste do organismo em tentar se manter em equilíbrio mesmo sob ataque do vírus. Use camisinha sempre e boa leitura. 

Médicos alertam que efeitos ortopédicos da AIDS estão de multiplicando
23/8/2011 10:06:00

O aumento da expectativa da vida dos pacientes que convivem com HIV e mesmo dos pacientes que já registram manifestações clínicas da AIDS levou ao aparecimento de problemas ortopédicos decorrentes tanto da doença, como de efeitos colaterais do chamado "coquetel de drogas". Entre os efeitos mais comuns estão a osteoporose, até mesmo num nível em que ocorrem fraturas espontâneas, sem que tenha havido queda e também necrose dos ossos, a osteonecrose dos joelhos e do fêmur, que exigem a colocação de próteses.

O alerta para que os médicos que atendem esse grupo de pacientes se preocupem com as alterações osteoarticulares relacionadas ao HIV foi publicado na Revista Brasileira de Ortopedia – RBO da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia – SBOT e está inserido numa pesquisa da equipe da infectologista Ana Lúcia Munhoz Lima, que chefia o Serviço de Infecção da Ortopedia do Hospital das Clínicas, da USP.

Ana Lúcia explica que, quando a epidemia surgiu, a sobrevida dos contaminados era relativamente curta, dificilmente chegando há dois anos. Depois de 1996, entretanto, com o surgimento de novas drogas antirretrovirais, "a sobrevida de um paciente que convive com HIV fica em aberto, desde que haja acompanhamento periódico e uso regular da medicação". A própria Ana Lúcia tem pacientes contaminados há mais de 20 anos e que continuam com boa qualidade de vida, graças ao tratamento que mantém reduzida a quantidade de vírus no organismo, impedindo que o paciente perca sua imunidade.

O que tem ocorrido, explica a médica, é que com o vírus há muitos anos no organismo e o consumo também prolongado dos medicamentos provoca, com o tempo, efeitos colaterais que variam de paciente para paciente. Associado a alterações metabólicas, podem ocorrer alterações osteoarticulares, osteopenia e eventualmente osteoporose, o que significa que os ossos ficam mais porosos, a massa óssea se reduz e podem ocorrer fraturas. Também é frequente a necrose, isto é, a morte do tecido ósseo do joelho e do fêmur. Foi registrada também a síndrome do túnel do carpo e a capsulite adesiva glenoumeral.

O alerta da médica é que, como esses efeitos começaram a ser estudados mais recentemente, muitos médicos ainda não valorizam as queixas osteoarticulares dos pacientes, retardando a investigação do quadro ortopédico e é importante que o façam, insiste. "A Medicina tem várias armas para impedir ou retardar o agravamento de tais alterações, mas, para tal, precisam ser diagnosticadas precocemente". No caso da osteopenia e osteoporose, o aumento da ingestão de cálcio, de vitamina D, o uso de medicamentos já utilizados nas mulheres menopausadas e o exercício físico são a recomendação e, quando ocorre a osteonecrose, presente em 12% dos casos estudados pela equipe médica, a solução em graus avançados pode ser a colocação de uma prótese.

Os problemas têm solução, se diagnosticados no início, insiste Ana Lúcia, mas no Brasil, em áreas mais distantes dos grandes centros, ainda ocorrem casos de AIDS que demoram a ser diagnosticados e os pacientes só chegam aos centros que podem tratá-los quando já imunodeprimidos e com problemas que com o tempo se agravaram. A recomendação é que nesses casos, principalmente, não se deixe de pesquisar efeitos ortopédicos e, se necessário, que o paciente seja encaminhado a um ortopedista ou a um reumatologista.

Fonte: SOB / Prontuário de Notícias

sábado, 13 de agosto de 2011

Mais uma Arma Contra o Câncer

Descoberta da astronomia poderia levar a tratamento eficaz de câncer
10/8/2011 09:59:00

O que astronomia e medicina têm em comum? Aparentemente, a possível cura para uma das piores doenças que já existiram. Astrônomos fizeram uma descoberta no estudo de estrelas e buracos negros que pode levar a tratamentos mais seguros e efetivos de câncer no futuro.

Os cientistas notaram que metais pesados emitem elétrons de baixa energia quando expostos a raios-X com energias específicas. Isso levanta a possibilidade de que implantes feitos de ouro ou platina poderiam permitir aos médicos destruir tumores com elétrons de baixa energia, expondo o tecido saudável à radiação muito menor do que é possível hoje.

Simulações de computador sugerem que atingir um único átomo de ouro ou platina com uma pequena dose de raios-X em uma estreita faixa de frequências produz uma avalanche de mais de 20 elétrons de baixa energia.

Os cientistas explicam que esses elétrons ejetados podem matar o câncer, destruindo seu DNA. Assim, os médicos podem incorporar muitas nanopartículas de metal pesado dentro e ao redor de tumores e, em seguida, atingir-lhes com radiação adaptada.

O chuveiro de elétrons resultante poderia destruir um tumor, e o processo reduziria grandemente a exposição à radiação do paciente, em comparação com métodos de tratamento mais atuais de radiação.

A equipe construiu um protótipo que mostra que frequências específicas de raios-X podem liberar elétrons de baixa energia a partir de nanopartículas de metais pesados. Enquanto a máquina ainda precisa ser desenvolvida, já existe prova de que a técnica tem potencial para o tratamento do câncer.

Em resumo, o estudo poderá eventualmente levar a uma combinação de radioterapia com quimioterapia, com a platina sendo o agente ativo.

Esse potencial novo tratamento surgiu com o estudo dos céus. Especificamente, os pesquisadores estavam tentando entender do que diferentes estrelas são feitas, com base em como a radiação flui através e emana delas.

A equipe construiu modelos de computador complexos para simular esses processos. Os modelos deram pistas de como metais pesados, como o ferro, se comportam quando absorvem diferentes tipos de radiação.

O ferro desempenha um papel dominante no controle do fluxo de radiação através de estrelas. Mas também é observado em alguns ambientes como buracos negros, que produzem alguns tipos de raios-X que podem ser detectados da Terra.

Foi quando eles perceberam que as implicações iam além da astrofísica atômica: raios-X são usados o tempo todo em tratamentos de radiação e de imagem, bem como metais pesados. Se fosse possível alvejar nanopartículas de metais pesados em certos locais do corpo, seria possível também reduzir a exposição à radiação e ser muito mais preciso.

"Como astrônomos, aplicamos física e química básicas para compreender o que está acontecendo nas estrelas. Estamos muito animados em aplicar o mesmo conhecimento para tratar o câncer", disse o astrônomo Sultana Nahar.

Fonte : LiveScience / Prontuário de Notícias

sábado, 5 de março de 2011

Acredite ou Não

5 coisas bizarras que - não parecem - mas fazem bem para a saúde
4/3/2011 09:28:00

Se você acha que sanguessuga é coisa do passado, saiba que eles estão sendo usados na medicina moderna para curar feridas. Outras ideias malucas também estão ganhando aceitação. Confira:

1) Plataformas de exercícios vibratórios
A vibração costumava ser desacreditada, mas hoje é um ramo forte na área da atividade física. A ideia é que alguns minutos em uma plataforma de vibração antes de fazer exercícios lhe ajuda a ir mais rápido, mais alto, mais fundo, ou qualquer outro adjetivo que você esteja buscando. Ninguém sabe por quê. Ainda mais intrigante é que as máquinas de vibração podem ajudar os músculos a se curarem mais rápido, e em pessoas idosas com osteoporose, aumentar a densidade dos ossos. As evidências que faltam é sobre a "dose" adequada, ou seja, a força e a duração adequadas das vibrações. Porém, vibrar pode ser muito caro: uma máquina custa em torno de 3.330 reais.

2) Raspagem de língua
Se você cresceu na Índia, já ouviu sua mãe dizer: "Não se esqueça de raspar sua língua". Lá, o raspador de língua é um ritual diário. A prática implica a colocação de algo que se parece com uma pequena escova de vaso sanitário na boca, e esfregar sua língua durante vários minutos. Pode doer um pouco, especialmente no começo. O cheiro também não é muito agradável. Mas há uma recompensa: dezenas de estudos demonstram que este é um dos meios mais eficazes para curar o mau hálito. O raspador de língua também reduz as chances de desenvolver cárie dentária, doença gengival e até mesmo resfriados. PS: Não que o ritual seja feito por esses motivos na Índia.

3) Correr descalço
Na cidade, você seria meio louco de correr descalço dependendo da quantidade de vidros quebrados em seu caminho. Mas a noção de correr descalço, em si, não é absurda. Na verdade, poderia ser melhor para suas pernas, joelhos, quadris e costas. Os seres humanos correram assim centenas de milhares de anos, e os pré-humanos, por um milhão de anos anteriores a estes. Os estudos não são conclusivos, mas a questão é que o tênis de corrida, desde a sua estréia na década de 1960, pode ter alterado a forma como o corpo humano corre, forçando o calcanhar ao dedo do pé. O tênis envia um choque às pernas que é praticamente inexistente quando se corre descalço, e o impacto se espalha. Porém, o debate sobre esta questão é acirrado; nenhuma surpresa, já que atinge uma indústria de bilhões de dólares.

4) Cura através de parasitas
Você pode tratar sua alergia com um coquetel convencional de comprimidos e inalantes, ou pode obter a cura se infectando com vermes. E aí, vai o quê? Pesquisadores surgiram com a noção de que as infecções por parasitas intestinais protegem contra alergias, e talvez até mesmo contra esclerose múltipla e doença de Crohn. A ausência desses parasitas nos países industrializados de fato poderia explicar as taxas altas de alergias graves. Alguns pacientes têm sido curados de alergias ingerindo propositalmente parasitas, como ancilostomídeos, ou andando descalços na lama para pegar algo (nojento). Se você não está ok com o fato de ter uma "minhoca" se remexendo em seu estômago, cientistas estão tentando entender o que essas criaturas fazem no sistema imunológico humano para poder imitar essa ação com uma droga. Note, no entanto, que milhares de pessoas morrem anualmente de ancilostomose, ou amarelão; a morte pode não ser o alívio da alergia que você procura.

5) Transplantes fecais
Transplantes fecais, nos quais os médicos injetam colheres de chá de amostras de fezes frescas no intestino de uma pessoa através de um tubo no nariz, são uma cura bastante eficaz para infecção por Clostridium difficile, responsável por doenças gastrointestinais associadas a antibióticos, que variam desde diarréia até colite pseudomembranosa. Momento de reflexão: como os médicos descobriram que "cocô" era bom para a doença? A prática também é conhecida como bacterioterapia fecal e está relacionada com probióticos, a infusão de bactérias "saudáveis" no intestino. Médicos estão de olho nessa técnica para reverter os sintomas da doença de Parkinson e diabetes.

Fonte : LiveScience / Prontuário de Notícias

domingo, 14 de novembro de 2010

Utilidade Pública


Hemácias
Normal / Falciforme

Doença falciforme afeta cerca de 50 mil brasileiros
8/11/2010 10:14:00

O primeiro caso de uma das doenças genéticas mais comuns em todo o mundo foi descoberto há 100 anos. Hoje, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 300 mil bebês nascem com a doença falciforme a cada ano.

Enfermidade herdada da África é causada pela mutação de genes que produzem as hemoglobinas, responsável por transportar oxigênio para órgãos e tecidos do corpo. Essa malformação enrijece as hemoglobinas, prejudicando a circulação sanguínea e provocando muitas dores.

Desde o primeiro diagnóstico da enfermidade, os tratamentos evoluíram muito e já é possível conviver bem com a doença falciforme. A enfermidade hereditária mais comum no Brasil é tratada como um problema de saúde pública. Dados do Ministério da Saúde mostram que 3,5 mil crianças brasileiras nascem com a doença a cada ano. Outras 200 mil nascem com o traço falciforme, gene que pode transmitir a doença para as próximas gerações.

O diagnóstico precoce e a vacinação eficiente são a chave para o sucesso no tratamento, garantem os especialistas. Mas, para eles, ainda é preciso falar mais sobre a doença. Clarisse Lobo, da Associação Brasileira de Hematologia e Hemoterapia (ABHH), afirma que as políticas públicas adotadas hoje no País são eficazes, especialmente na triagem. O famoso "Teste do Pezinho", exame feito na primeira semana de vida do recém-nascido, é a garantia de reconhecimento precoce da doença falciforme e está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) a todas as crianças.

"O País tem trabalhado para garantir políticas eficientes para o tratamento da doença. A triagem é importante porque apresenta o tamanho do problema. Mas acho que ainda podemos desenvolver ações que descentralizem o atendimento para que as pessoas não precisem se deslocar aos grandes centros para serem tratadas com qualidade. É preciso treinar os profissionais de saúde para que conheçam mais a enfermidade", diz a hematologista, que também é diretora do Hemorio.

Os exames feitos com os recém-nascidos brasileiros ao longo dos anos mostraram que a Bahia é o Estado brasileiro com a maior incidência da doença, até por causa da concentração de afrodescendentes. Em cada 650 nascimentos, um bebê nasce doente e um em cada 17 possui o traço falciforme. A detecção do traço é importante para que os casais recebam aconselhamento genético e conheçam os riscos de ter um bebê com a doença.

A partir do dia 05 de novembro, em Brasília, hematologistas brasileiros e estrangeiros vão discutir as evoluções das doenças do sangue e seus tratamentos no Congresso Brasileiro de Hematologia e Hemoterapia (Hemo 2010). As anemias hereditárias, como a falciforme, também serão tema de debates no evento, que termina no dia 08 de novembro. No caso da doença falciforme, o Ministério da Saúde vai apresentar as políticas adotadas para garantir qualidade de vida aos doentes. A estimativa da associação é que 50 mil brasileiros convivam com a doença hoje.

O SUS oferece o diagnóstico (mesmo adultos podem fazer exames para identificar traço ou a doença) e a medicação necessária para tratar os pacientes. Durante toda a vida, os portadores da doença devem ser acompanhados por equipes multidisciplinares de hematologistas, ortopedistas, nutricionistas e psicólogos, por exemplo.

Para evitar possíveis complicações (dores musculares nas articulações, ossos, tórax, abdômen e costas; icterícia; infecções como pneumonia e anemia crônica), os doentes precisam cuidar da alimentação, ingerir bastante líquido e tomar medicamentos. Além de ácido fólico até os cinco anos de idade, as crianças precisam tomar penicilina. Em casos mais graves da doença, a ingestão de hidroxiuréia também é necessária.

De acordo com Clarisse Lobo, 30% dos pacientes identificados pelo SUS no Brasil possuem a forma mais grave da doença, que exige mais cuidados e aumenta a taxa de mortalidade. A hematologista ressalta que a vacinação contra pneumococos hoje oferecida antes dos seis meses de vida às crianças é fundamental para garantir mais qualidade de vida aos pacientes. "A cobertura vacinal antes dos três anos é um dos nossos desafios porque garante vantagens significativas no tratamento", afirma.

A única possibilidade de cura da doença falciforme é o transplante de medula óssea. Sérgio Barroca Mesiano, hematologista do Hospital Universitário de Brasília, afirma, no entanto, que este tipo de intervenção ainda é polêmico. Primeiro, porque as taxas de mortalidade durante o procedimento são altas. Segundo ele, cerca de 10% dos pacientes que se submetem à cirurgia morrem durante o processo. Por isso, o transplante só é recomendado em poucos - e severos - casos da doença.

Para a ABHH, há casos graves em que o transplante é a única possibilidade de sobrevida de pacientes. Mas essa ainda não é uma realidade defendida pelo SUS. "Os gestores entendem que ainda não temos estudos suficientes que comprovem a eficácia do procedimento", diz Sérgio.

Outro complicador é encontrar medulas compatíveis. Apenas um quatro dos pacientes que precisam de um transplante de medula - por qualquer motivo - consegue uma compatível.

"É preciso entender que os medicamentos salvam vidas e garantem vida normal, exceto em casos extremamente graves. Aí os transplantes são recomendados. Mas essa não é uma abordagem isenta de gravidade. Não podemos tratar todos com transplante porque estaríamos os expondo a um risco desproporcional ao benefício", avalia Clarisse.

Fonte: iG / Prontuário de Notícias

domingo, 7 de novembro de 2010

Utilidade Pública

Psoríase não pega: tire 13 dúvidas sobre a doença
3/11/2010 09:51:00

Acha que a psoríase é contagiosa? Sabe o que a causa, quais são seus sintomas e se existe cura? Tire suas dúvidas sobre a doença com as explicações da dermatologista Daniela Presente Taniguchi de Barros, professora da Faculdade de Medicina do ABC, de São Paulo.

O que é psoríase?
Daniela Presente Taniguchi de Barros - É uma doença inflamatória crônica não-contagiosa (ou seja, não passa de pessoa para pessoa), que afeta a pele e as articulações. Caracteriza-se por lesões de pele descamativas sobre uma pele avermelhada, atingindo principalmente couro cabeludo, joelhos e cotovelos.

O que causa a doença?
O mecanismo que desencadeia as lesões de psoríase é controlado pela imunidade, e a genética influencia na predisposição.

Quais são os sintomas?
Além das lesões, algumas pessoas têm discreta coceira. Quando a psoríase também atinge as articulações, principalmente das mãos e dos pés, pode causar dor e deformidade dos dedos.

Quais são os tipos da doença e como cada um se manifesta?
Os tipos são psoríase vulgar, quadro clássico e mais comum, com lesões que atingem principalmente couro cabeludo, joelhos e cotovelos; psoríase palmoplantar, caracterizada pelo espessamento das palmas e plantas dos pés; psoríase eritrodérmica, com vermelhão e descamação cobrindo o corpo todo; psoríase pustulosa, em forma de pústulas (feridas com pus), atingindo frequentemente plantas e palmas; psoríase gutata, com placas em forma de gotas, principalmente no tronco; psoríase invertida, com lesões nas axilas e virilha; e psoríase artropática, que acomete as articulações, muitas vezes sem lesão de pele.

Atinge especialmente algum grupo de pessoas?
Atinge universalmente e igualmente homens e mulheres. Vale lembrar que o HIV é fator agravante e desencadeante, e a psoríase pode ocorrer no início da infecção.

Costuma aparecer a partir de que idade?
Pode aparecer em qualquer idade, mas tem dois picos: segunda e quinta décadas de vida.

O que desencadeia o seu aparecimento?
Entre os fatores de risco estão abalos emocionais, trauma físico, infecção (de garganta, por exemplo), alguns medicamentos, álcool, tabagismo e HIV.

Como é realizado o diagnóstico?
O diagnóstico é clínico. Às vezes, pode ser necessária biópsia para confirmação da suspeita.

Como é o tratamento?
O tratamento depende do tipo da psoríase, da gravidade do quadro e da resposta a cada tratamento. Pode ser local ou sistêmico (imunomoduladores), auxiliado com fototerapia (radiação ultravioleta).

Exposição ao sol ajuda no tratamento?
A radiação solar tem ação imunomoduladora na psoríase (ajuda a melhorar a inflamação). Porém, a exposição aguda ao sol pode ter efeito contrário: desencadear ou agravar a doença. Portanto, a exposição à radiação ultravioleta deve ser sempre monitorada por médicos.

Se não tratar, o que acontece?
A doença pode ficar estável, piorar ou até melhorar sozinha. Não dá para prever. Mas pode afetar a qualidade de vida do paciente.

Existe cura?
Não. O tratamento busca o controle da doença e melhora da qualidade de vida do paciente.

A enfermidade pede terapia psicológica? Por quê?
Sim, tanto pela melhora da autoestima, como pelo fato do fator emocional ser agravante e desencadeante da doença.

Fonte: Terra / Prontuário de Notícias