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domingo, 18 de março de 2012

HIV: "Vacina Terapêutica"

Vacina anti-HIV é feita com células do próprio voluntário
1/3/2012 09:44:00

Cientistas belgas testaram uma nova "vacina terapêutica" contra o HIV em voluntários humanos. A novidade é que os voluntários foram vacinados com suas próprias células.

Os cientistas filtraram determinados glóbulos brancos do sangue dos participantes, "carregaram-nos" com células dendríticas de pacientes soropositivos, e reaplicaram-nas de volta nos voluntários.

O resultado mostrou que o sistema imunológico dos voluntários aumentou a capacidade de atacar e eliminar o HIV. Mas a vacina ainda não é capaz de curar a doença.

Pacientes infectados com HIV passaram a ter uma vida praticamente normal depois do desenvolvimento do chamado coquetel de drogas antirretrovirais.

Contudo, esses medicamentos não eliminam o vírus do corpo - se o paciente parar com a medicação, o HIV volta a atacar o organismo.

Os cientistas acreditam saber porque isso acontece: o problema são as células CD8, as "forças especiais" do nosso sistema imunológico, que não conseguem recrutar "soldados" suficientes, as células dendríticas, para combater o ataque.

As células dendríticas apresentam em seu exterior partes típicas do vírus a ser atacado.

Contudo, as células dendríticas humanas não são boas em coletar informações do HIV.

O que os cientistas belgas fizeram foi inserir as células dendríticas de pacientes soropositivos nas células de pacientes saudáveis, incluindo as instruções para montagem das proteínas do HIV - informações genéticas na forma de RNA mensageiro.

Uma vez no corpo, as células carregadas executam as instruções, passando a apresentar uma parte típica do HIV em sua superfície, o que ativa as células de defesa.

Os voluntários receberam uma pequena quantidade de suas próprias células dendríticas retrabalhadas, em quatro doses, com intervalos de quatro semanas.

Após cada vacinação, suas células CD8 passaram a reconhecer o HIV cada vez melhor - os testes foram feitos coletando amostras do sangue dos voluntários e submetendo-a ao HIV em tubos de ensaio.

A vacinação não mostrou qualquer efeito colateral para os voluntários.

Mas o HIV se mostra um inimigo difícil: ele continua sendo capaz de mudar suas proteínas rápido o suficiente para que alguns deles escapem das células retrabalhadas introduzidas pela vacina.

Fonte: Diário da Saúde / Prontuário de Saúde.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Avanços Tecnológicos em Prol da Saúde

Cientistas tornam medula espinhal transparente
1/2/2012 10:17:00

Em acidentes que lesionam a medula espinhal, os longos filamentos das células nervosas, chamados axônios, ficam danificados, levando a diversos níveis de paralisia. Há muito tempo os cientistas pesquisam formas de induzir esses axônios a se regenerar, restabelecendo as conexões nervosas, o que poderia devolver os movimentos aos pacientes. Como essas células nervosas se estendem por uma escala de milímetros, a única forma de estudá-las - e tentar estimulá-las à regeneração - era tirando fatias dos tecidos e analisando-as sob o microscópio. Contudo, isso dá aos cientistas apenas uma visão bidimensional dos tecidos - e as células nervosas não crescem em camadas superpostas como se fossem uma pilha de folhas de papel.

Agora, cientistas alemães desenvolveram uma técnica que torna a medula espinhal transparente, permitindo que as células nervosas sejam examinadas em 3D em um tecido intacto. A nova técnica é baseada em um método chamado ultramicroscopia, desenvolvida por Hans Ulrich Dodt, da Universidade Técnica de Viena (Áustria). Frank Bradke e seus colegas do Instituto Max Planck (Alemanha) fizeram um upgrade na técnica original, permitindo que a medula espinhal se tornasse transparente.

O princípio é relativamente simples. O tecido da medula espinhal é opaco porque a água e as proteínas contidas nele refratam a luz de forma diferente. Os cientistas então removeram a água de uma amostra de tecido da medula espinhal, substituindo-a por uma emulsão que refrata a luz exatamente da mesma forma que as proteínas. Isto criou uma amostra de tecido intacta, mas totalmente transparente.

"É o mesmo que aconteceria se você espalhasse mel sobre um vidro texturizado," explica Ali Ertürk, principal autor do estudo. Neste caso, o vidro quase opaco se torna claro como um cristal porque o mel compensa as irregularidades da superfície. "O que é realmente importante nesta pesquisa é que a nova técnica pode ser aplicada a outros tipos de tecido," diz o Dr. Bradke.

Por isso ele afirma que o trabalho é um verdadeiro salto evolutivo para as pesquisas no campo da medicina regenerativa e de vários outros. Por exemplo, os cientistas poderão ver, pela primeira vez, como um tumor se incorpora nos tecidos sadios ao seu redor, tudo em 3D.

A medula espinhal é rota mais importante para a troca de informações entre a pele, os músculos e as juntas e o cérebro. Danos às células nervosas nessa região resultam em paralisia e perdas de sensação irreversíveis. Diversas tentativas têm sido feitas para regenerar essas células danificadas.

Uma das maiores dificuldades, contudo, é observar as próprias células, para ver se as terapias em desenvolvimento estão dando resultados ou não, o que demonstra a importância desta nova técnica.

Fonte: Diário da Saúde / Prontuário de Notícias.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Mito – O corpo humano realmente se renova completamente a cada 7 anos?
14/1/2012 14:18:00

Você já deve ter ouvido essa história: como nossas células morrem e são substituídas, a cada 7 anos nosso corpo seria completamente "diferente", apesar de idêntico. Mas será que isso é verdade?

É verdade que as células, individualmente, possuem uma determinada 'expectativa de vida' e, quando morrem, são substituídas por novas células. Há cerca de 50 trilhões de células que formam seu corpo.

Cada tipo de célula tem uma expectativa de vida diferente. Hemácias, por exemplo, vivem cerca de quatro meses, enquanto os leucócitos podem viver um ano. Células do cólon vivem apenas quatro dias e neurônios duram uma vida inteira.

Ou seja - não há como você ser inteiramente substituído, ainda mais em um prazo de sete anos. Não se sabe como esse mito dos sete anos começou, mas acredita-se que alguém fez a média do tempo de vida das células e chegou a esse número.

Agora fica a questão: se você fosse substituído mesmo a cada sete anos, permaneceria a mesma pessoa? É o mesmo paradoxo de um barco velho que, aos poucos, vai sendo arrumado com novas peças, até que alguém resolve pegar as peças velhas e construir um barco com elas. Qual seria o barco original? O novo de peças velhas ou o velho de peças novas?

Fonte : LifesLittleMysteries / Prontuário de Notícias

sábado, 3 de setembro de 2011

Estratégia Logística do HIV

Estudo revela como HIV foge de drogas
30/8/2011 10:05:00

HIV


O HIV está conseguindo escapar da ação de drogas antirretrovirais porque é capaz de passar diretamente de uma célula para outra. A conclusão é de um novo estudo do laboratório do biólogo David Baltimore, ganhador do prêmio Nobel de Medicina em 1975.

Realizando experimentos com culturas de células no Instituto de Tecnologia da Califórnia, o grupo do cientista explica por qual motivo o coquetel anti-Aids reduz o número de vírus nos soropositivos, mas não cura a infecção.

Em geral, uma célula infectada se rompe e libera HIVs soltos no plasma sanguíneo. Esses vírus vagam pelo sangue até encontrar outro linfócito T CD4+, a célula do sistema imune que o HIV ataca. É quando os vírus estão soltos que a droga age.

Os cientistas mostraram que uma parcela menor da transmissão ocorre diretamente, de célula para célula, quando dois linfócitos entram em contato no sangue.

É nesses casos que os antirretrovirais falham. A infecção célula a célula não é tão freqüente, mas, quando ocorre, a quantidade de vírus transferida é grande.

Explorando essa brecha de segurança, o vírus consegue sobreviver como um reservatório latente dentro das células, mesmo quando o sangue está repleto de antirretroviral.

De acordo com os cientistas, a descoberta é também uma má notícia para a criação de uma vacina terapêutica contra o vírus da AIDS.

Fonte: Reuters / Prontuário de Notícias

Bom Apetite!

Entenda porquê cedemos à gula e saiba evitar às tentações
27/8/2011 17:31:00

Quando cair em tentação e devorar aquele pedaço de bolo de chocolate, não culpe mais seu estômago, afinal, cientistas descobriram que a gula está mais ligada ao cérebro do que ao corpo e afirmam que é possível controlá-la, segundo noticiou o site australiano Body+Soul.

O apetite é um sistema complexo que os pesquisadores ainda não são capazes de entender por completo, mas sabe-se que 30 minutos a mais de sono diariamente ajuda a pessoa a fazer escolhas mais saudáveis até o fim do dia. "O apetite é feito por dois sistemas. Um deles, mais longo, mede a quantidade de gorduras no corpo pelo nível de leptina, um hormônio secretado pelas células de gordura; o sistema menor nos diz há quanto tempo comemos pela última vez pelo conteúdo do estômago, intestinos e cólon", explicou Victor Zammit, professor de bioquímica metabólica da Escola de Medicina Warwick, no Reino Unido.

Assim, o burburinho do estômago é apenas um sinal de que ele está contraindo e está vazio, mas também pode ser um indício de outros problemas que levam à fome. A necessidade de comer ou parar de comer varia de pessoa para pessoa. "Tem gente que se sentem saciadas rapidamente e para elas é fácil se manter magras", explicou Jane Wardle, professora de psicologia clínica da Universidade College London.

Stephen O'Rahilly, professor de bioquímica clínica e medicina da Universidade de Cambridge, disse que geralmente as pessoas gordas estão acima do peso porque seus cérebros agem de maneira diferente, fazendo com que sintam fome o tempo todo. "E é difícil ignorar seu apetite quando ele é insistente", disse.

Variações no apetite têm ligação genética e podem ser medidas até em bebês. Um defeito genético chamado melanocortina-4 envolve a deficiência de um receptor que faz o cérebro não receber sinais de saciedade e tem sido estudado por cientistas.

Muitas vezes a vontade de comer está mais relacionada ao prazer de ingerir um alimento do que à necessidade de nutrição. Isso porque alguns alimentos são ligados às emoções e sensações de recompensa. Zammit explicou que tais impulsos vêm do cérebro e é por isso que há pessoas que esquecem de comer ou comem demais quando estão preocupadas.

Outra questão emocional é que comemos mais quando estamos acompanhados e não nos concentramos no alimento, como quando assistimos TV durante a refeição, já que dessa forma não ouvimos os sinais internos de saciedade. Se você não presta atenção no sabor do alimento na boca, demora mais para que o cérebro registre a sensação de saciedade.

Podemos nascer com uma predisposição genética a ter um grande apetite, mas podemos treinar o cérebro para comer de maneira inteligente e em pequenas porções, dispensando os lanchinhos. Requer esforço, é difícil, mas com o passar dos dias o cérebro passa a entender melhor essas novas conexões. Se servir de pequenas porções e se livrar das sobras o quanto antes ajudam a manter as tentações distantes.

Outra dica dos especialistas é consumir alimentos ricos em água, pois eles têm menor densidade e maior capacidade de saciar o apetite. Alimentos com baixo índice glicêmico mantêm os níveis de insulina estáveis evitando a fome. A proteína também ajuda a induzir um hormônio anti-fome e é um aliado contra a gula.

Fonte : UOL / Prontuário de Notícias

domingo, 28 de agosto de 2011

HIV Pela Saúde


A Natureza é fantástica mesmo. Mais uma vez, aparecem provas de que a diferença entre o veneno e o remédio é apenas a dose. Os cientistas conseguem tirar proveito do HIV para tratamento de diferentes tipos de câncer.

HIV é usado na luta contra a leucemia e outros tumores
26/8/2011 10:25:00

O HIV pode se tornar o mais novo aliado da medicina na luta contra o câncer. Uma versão inerte do vírus da Aids foi usada com sucesso por cientistas norte-americanos para modificar geneticamente células de defesa do organismo e tratar pacientes com leucemia. O procedimento foi descrito nesta semana pelas revistas médicas New England Journal of Medicine e Science Translational Medicine.

O tratamento inédito consiste em retirar os linfócitos T - importantes agentes de defesa do corpo - e transferir novos genes para elas. A mudança as torna capazes de destruir as células cancerosas que causam a leucemia e, assim, fazem com que o tratamento tenha sucesso.

A transferência de genes para a célula é feita normalmente por um vírus, e é nessa fase que o HIV é usado; foi com ele que os pesquisadores da Universidade da Pensilvânia conseguiram modificar geneticamente as células de defesa.

"Dentro de três semanas, os tumores tinham sido destruídos de um modo muito mais violento do que poderíamos esperar", reconheceu Carl June, que conduziu a pesquisa. "Funcionou muito melhor que imaginávamos".

"Além de terem uma grande capacidade de se reproduzirem, as células T infundidas são 'serial killers'. Em média cada uma levou à morte de milhares de células do tumor e, ao todo, destruíram pelo menos cerca de 1 kg em cada paciente", completou o pesquisador.
A nova técnica foi aplicada em três pacientes com leucemia linfóide crônica que já não tinham muitas opções de tratamento. Sem ela, eles seriam submetidos ao transplante de medula óssea, no qual o risco de morte é de pelo menos 20% e a chance de cura não supera os 50%.

Agora, a equipe planeja usar o mesmo procedimento em tumores parecidos, como o linfoma não Hodgkin e a leucemia linfóide aguda. Eles também querem experimentar o tratamento em crianças que não reagiram bem ao tratamento convencional. No futuro, a ideia é adaptar a técnica para combater cânceres no ovário e no pâncreas.

Fonte: G1 / Prontuário de Notícias

Consequências da Contaminação por HIV


Esse artigo é um alerta para aqueles que ainda não entenderam que a contaminação pelo HIV é algo muito grave e danoso. Muitos acreditam que, com o advento dos "coquetéis de drogas" para tratamento das manifestações clínicas da AIDS, as coisas estavam resolvidas, não sendo mais necessário adotar os cuidados essenciais para evitar a contaminação. Fora o fato de o "coquetel de medicamentos" causar muitos efeitos colaterais, há todo o desgaste do organismo em tentar se manter em equilíbrio mesmo sob ataque do vírus. Use camisinha sempre e boa leitura. 

Médicos alertam que efeitos ortopédicos da AIDS estão de multiplicando
23/8/2011 10:06:00

O aumento da expectativa da vida dos pacientes que convivem com HIV e mesmo dos pacientes que já registram manifestações clínicas da AIDS levou ao aparecimento de problemas ortopédicos decorrentes tanto da doença, como de efeitos colaterais do chamado "coquetel de drogas". Entre os efeitos mais comuns estão a osteoporose, até mesmo num nível em que ocorrem fraturas espontâneas, sem que tenha havido queda e também necrose dos ossos, a osteonecrose dos joelhos e do fêmur, que exigem a colocação de próteses.

O alerta para que os médicos que atendem esse grupo de pacientes se preocupem com as alterações osteoarticulares relacionadas ao HIV foi publicado na Revista Brasileira de Ortopedia – RBO da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia – SBOT e está inserido numa pesquisa da equipe da infectologista Ana Lúcia Munhoz Lima, que chefia o Serviço de Infecção da Ortopedia do Hospital das Clínicas, da USP.

Ana Lúcia explica que, quando a epidemia surgiu, a sobrevida dos contaminados era relativamente curta, dificilmente chegando há dois anos. Depois de 1996, entretanto, com o surgimento de novas drogas antirretrovirais, "a sobrevida de um paciente que convive com HIV fica em aberto, desde que haja acompanhamento periódico e uso regular da medicação". A própria Ana Lúcia tem pacientes contaminados há mais de 20 anos e que continuam com boa qualidade de vida, graças ao tratamento que mantém reduzida a quantidade de vírus no organismo, impedindo que o paciente perca sua imunidade.

O que tem ocorrido, explica a médica, é que com o vírus há muitos anos no organismo e o consumo também prolongado dos medicamentos provoca, com o tempo, efeitos colaterais que variam de paciente para paciente. Associado a alterações metabólicas, podem ocorrer alterações osteoarticulares, osteopenia e eventualmente osteoporose, o que significa que os ossos ficam mais porosos, a massa óssea se reduz e podem ocorrer fraturas. Também é frequente a necrose, isto é, a morte do tecido ósseo do joelho e do fêmur. Foi registrada também a síndrome do túnel do carpo e a capsulite adesiva glenoumeral.

O alerta da médica é que, como esses efeitos começaram a ser estudados mais recentemente, muitos médicos ainda não valorizam as queixas osteoarticulares dos pacientes, retardando a investigação do quadro ortopédico e é importante que o façam, insiste. "A Medicina tem várias armas para impedir ou retardar o agravamento de tais alterações, mas, para tal, precisam ser diagnosticadas precocemente". No caso da osteopenia e osteoporose, o aumento da ingestão de cálcio, de vitamina D, o uso de medicamentos já utilizados nas mulheres menopausadas e o exercício físico são a recomendação e, quando ocorre a osteonecrose, presente em 12% dos casos estudados pela equipe médica, a solução em graus avançados pode ser a colocação de uma prótese.

Os problemas têm solução, se diagnosticados no início, insiste Ana Lúcia, mas no Brasil, em áreas mais distantes dos grandes centros, ainda ocorrem casos de AIDS que demoram a ser diagnosticados e os pacientes só chegam aos centros que podem tratá-los quando já imunodeprimidos e com problemas que com o tempo se agravaram. A recomendação é que nesses casos, principalmente, não se deixe de pesquisar efeitos ortopédicos e, se necessário, que o paciente seja encaminhado a um ortopedista ou a um reumatologista.

Fonte: SOB / Prontuário de Notícias

sábado, 13 de agosto de 2011

Motivo do fracasso no regime está nos neurônios
12/8/2011 10:24:00

Cientistas descobriram o motivo que explica o fato de ser tão difícil emagrecer e ele está todo no cérebro. Em testes feitos em ratos, os pesquisadores perceberam que a privação de alimento induz um processo nos neurônios chamado de Autofagia – as células do hipotálamo comem as reservas de gordura de outras células. O processo representa um sinal de alerta da fome. A sensação de fome é justamente a maior dificuldade durante uma dieta, o bloqueio deste sinal evitaria a necessidade do indivíduo ter de se controlar para não comer.

Como resolução dos problemas dos regimes malsucedidos, os pesquisadores da Escola de Medicina Albert Einstein, em Nova York, conseguiram bloquear a autofagia e por consequência o alerta de fome. Com isto, eles descobriram também uma nova maneira de modular o apetite e o peso corporal em abrir caminho para, no futuro, desenvolver um novo remédio para o emagrecimento.

Para bloquear o canibalismo entre os neurônios, os pesquisadores descobriram o gene responsável pelo processo de autofagia, o atg7 e o retiraram. "No entanto isto foi feito apenas de forma experimental. Por enquanto, só estão disponíveis neste momento agentes farmacológicos experimentais que podem ser usados para inibir ou ativar o processo de autofagia nas células de roedores", disse Rajat Singh, autor do estudo publicado no periódico científico Cell.

O pesquisador joga um banho de água fria nos ávidos pelo emagrecimento mais fácil. Ele afirma que ainda vai demorar alguns anos para que o novo remédio seja fabricado. Mas a expectativa é que estudos futuros consigam desenvolver novas drogas que possam ser usadas por humanos. "Nossas descobertas ainda precisam ser testadas em humanos, o que é a nossa meta de longo prazo", disse.

A autofagia é um processo comum em diversas células do corpo de animais e humanos. “O grupo de pesquisadores começou, inclusive, a pesquisa estudando a autofagia como forma de diminuir o estoque lipídico em órgãos como o fígado. E aí ficamos interessados em testar isto em neurônios do hipotálamo", disse.

Sigh explica que a perda nos estoques de gordura ocorre de maneira muito sutil. "Elas ocorrem apenas em momentos breves quando os ratos estão famintos. Quando o alimento é ingerido o estoque de gordura cresce rapidamente nos neurônios", disse Sight, explicando que a perda de gordura não afetou os neurônios dos ratos. Nos testes, também não foi observado nenhum efeito neurológico negativo nos animais quando a autofagia foi bloqueada nos neurônios.

A descoberta de como controlar o sistema de alerta de fome tem outro lado além daquele de facilitar o regime, como reduzir as taxas de obesidade e de diabetes pelo sobrepeso. Sigh conta que também será possível ajudar idosos que têm redução de apetite.

Fonte : IG / Prontuário de Notícias

Mais uma Arma Contra o Câncer

Descoberta da astronomia poderia levar a tratamento eficaz de câncer
10/8/2011 09:59:00

O que astronomia e medicina têm em comum? Aparentemente, a possível cura para uma das piores doenças que já existiram. Astrônomos fizeram uma descoberta no estudo de estrelas e buracos negros que pode levar a tratamentos mais seguros e efetivos de câncer no futuro.

Os cientistas notaram que metais pesados emitem elétrons de baixa energia quando expostos a raios-X com energias específicas. Isso levanta a possibilidade de que implantes feitos de ouro ou platina poderiam permitir aos médicos destruir tumores com elétrons de baixa energia, expondo o tecido saudável à radiação muito menor do que é possível hoje.

Simulações de computador sugerem que atingir um único átomo de ouro ou platina com uma pequena dose de raios-X em uma estreita faixa de frequências produz uma avalanche de mais de 20 elétrons de baixa energia.

Os cientistas explicam que esses elétrons ejetados podem matar o câncer, destruindo seu DNA. Assim, os médicos podem incorporar muitas nanopartículas de metal pesado dentro e ao redor de tumores e, em seguida, atingir-lhes com radiação adaptada.

O chuveiro de elétrons resultante poderia destruir um tumor, e o processo reduziria grandemente a exposição à radiação do paciente, em comparação com métodos de tratamento mais atuais de radiação.

A equipe construiu um protótipo que mostra que frequências específicas de raios-X podem liberar elétrons de baixa energia a partir de nanopartículas de metais pesados. Enquanto a máquina ainda precisa ser desenvolvida, já existe prova de que a técnica tem potencial para o tratamento do câncer.

Em resumo, o estudo poderá eventualmente levar a uma combinação de radioterapia com quimioterapia, com a platina sendo o agente ativo.

Esse potencial novo tratamento surgiu com o estudo dos céus. Especificamente, os pesquisadores estavam tentando entender do que diferentes estrelas são feitas, com base em como a radiação flui através e emana delas.

A equipe construiu modelos de computador complexos para simular esses processos. Os modelos deram pistas de como metais pesados, como o ferro, se comportam quando absorvem diferentes tipos de radiação.

O ferro desempenha um papel dominante no controle do fluxo de radiação através de estrelas. Mas também é observado em alguns ambientes como buracos negros, que produzem alguns tipos de raios-X que podem ser detectados da Terra.

Foi quando eles perceberam que as implicações iam além da astrofísica atômica: raios-X são usados o tempo todo em tratamentos de radiação e de imagem, bem como metais pesados. Se fosse possível alvejar nanopartículas de metais pesados em certos locais do corpo, seria possível também reduzir a exposição à radiação e ser muito mais preciso.

"Como astrônomos, aplicamos física e química básicas para compreender o que está acontecendo nas estrelas. Estamos muito animados em aplicar o mesmo conhecimento para tratar o câncer", disse o astrônomo Sultana Nahar.

Fonte : LiveScience / Prontuário de Notícias

sábado, 5 de março de 2011

Acredite ou Não

5 coisas bizarras que - não parecem - mas fazem bem para a saúde
4/3/2011 09:28:00

Se você acha que sanguessuga é coisa do passado, saiba que eles estão sendo usados na medicina moderna para curar feridas. Outras ideias malucas também estão ganhando aceitação. Confira:

1) Plataformas de exercícios vibratórios
A vibração costumava ser desacreditada, mas hoje é um ramo forte na área da atividade física. A ideia é que alguns minutos em uma plataforma de vibração antes de fazer exercícios lhe ajuda a ir mais rápido, mais alto, mais fundo, ou qualquer outro adjetivo que você esteja buscando. Ninguém sabe por quê. Ainda mais intrigante é que as máquinas de vibração podem ajudar os músculos a se curarem mais rápido, e em pessoas idosas com osteoporose, aumentar a densidade dos ossos. As evidências que faltam é sobre a "dose" adequada, ou seja, a força e a duração adequadas das vibrações. Porém, vibrar pode ser muito caro: uma máquina custa em torno de 3.330 reais.

2) Raspagem de língua
Se você cresceu na Índia, já ouviu sua mãe dizer: "Não se esqueça de raspar sua língua". Lá, o raspador de língua é um ritual diário. A prática implica a colocação de algo que se parece com uma pequena escova de vaso sanitário na boca, e esfregar sua língua durante vários minutos. Pode doer um pouco, especialmente no começo. O cheiro também não é muito agradável. Mas há uma recompensa: dezenas de estudos demonstram que este é um dos meios mais eficazes para curar o mau hálito. O raspador de língua também reduz as chances de desenvolver cárie dentária, doença gengival e até mesmo resfriados. PS: Não que o ritual seja feito por esses motivos na Índia.

3) Correr descalço
Na cidade, você seria meio louco de correr descalço dependendo da quantidade de vidros quebrados em seu caminho. Mas a noção de correr descalço, em si, não é absurda. Na verdade, poderia ser melhor para suas pernas, joelhos, quadris e costas. Os seres humanos correram assim centenas de milhares de anos, e os pré-humanos, por um milhão de anos anteriores a estes. Os estudos não são conclusivos, mas a questão é que o tênis de corrida, desde a sua estréia na década de 1960, pode ter alterado a forma como o corpo humano corre, forçando o calcanhar ao dedo do pé. O tênis envia um choque às pernas que é praticamente inexistente quando se corre descalço, e o impacto se espalha. Porém, o debate sobre esta questão é acirrado; nenhuma surpresa, já que atinge uma indústria de bilhões de dólares.

4) Cura através de parasitas
Você pode tratar sua alergia com um coquetel convencional de comprimidos e inalantes, ou pode obter a cura se infectando com vermes. E aí, vai o quê? Pesquisadores surgiram com a noção de que as infecções por parasitas intestinais protegem contra alergias, e talvez até mesmo contra esclerose múltipla e doença de Crohn. A ausência desses parasitas nos países industrializados de fato poderia explicar as taxas altas de alergias graves. Alguns pacientes têm sido curados de alergias ingerindo propositalmente parasitas, como ancilostomídeos, ou andando descalços na lama para pegar algo (nojento). Se você não está ok com o fato de ter uma "minhoca" se remexendo em seu estômago, cientistas estão tentando entender o que essas criaturas fazem no sistema imunológico humano para poder imitar essa ação com uma droga. Note, no entanto, que milhares de pessoas morrem anualmente de ancilostomose, ou amarelão; a morte pode não ser o alívio da alergia que você procura.

5) Transplantes fecais
Transplantes fecais, nos quais os médicos injetam colheres de chá de amostras de fezes frescas no intestino de uma pessoa através de um tubo no nariz, são uma cura bastante eficaz para infecção por Clostridium difficile, responsável por doenças gastrointestinais associadas a antibióticos, que variam desde diarréia até colite pseudomembranosa. Momento de reflexão: como os médicos descobriram que "cocô" era bom para a doença? A prática também é conhecida como bacterioterapia fecal e está relacionada com probióticos, a infusão de bactérias "saudáveis" no intestino. Médicos estão de olho nessa técnica para reverter os sintomas da doença de Parkinson e diabetes.

Fonte : LiveScience / Prontuário de Notícias

domingo, 17 de outubro de 2010

Em Nome da Ciência...

 
Assim caminha a Humanidade...

7 Monstruosos experimentos médicos
16/10/2010 16:29:00

Muita gente mata ou morre em nome de Deus ou de alguma religião. Também, muitas vezes, cientistas cometem atitudes bastante antiéticas em nome da medicina – apesar de jurarem que estão fazendo aquilo pelo bem da humanidade. Recentemente, os Estados Unidos se desculparam formalmente à Guatemala por ter realizado lá experimentos nos anos 40 que podem ter infectado prisioneiros e doentes mentais com sífilis. Esse é somente um dos casos médicos horríveis que a história nos pode contar. Confira outros sete:

7) O Estudo Tuskegee
Em 1932, o Serviço Público de Saúde dos EUA lançou um estudo sobre os efeitos da sífilis não tratada na saúde. Eles iludiram 399 homens de descendência africana com a doença afirmando que iriam tratar do seu "sangue ruim" – que era como a sífilis era conhecida na época. Só que os pacientes que estavam sendo "tratados" na verdade não estavam recebendo tratamento nenhum. Eles eram apenas observados enquanto sofriam com a doença. Na verdade, os homens nunca receberam tratamento adequado, mesmo em 1947 quando a penicilina começou a ser usada para tratar a sífilis. Tamanha falta de ética durou 40 anos. Só em 1972, quando um artigo de jornal expôs o estudo ao público que ele foi cancelado.

6) Estudo da sífilis na Guatemala
Esse estudo se tornou popular nesse último mês, com os Estados Unidos se desculpando oficialmente por infectar guatemaltecos com a doença. No estudo de Tuskegee os pacientes não receberam tratamento, mas também não foram infectados de forma arbitrária - que foi exatamente o que aconteceu entre 1946 e 1948 na Guatemala. Os governos dos EUA e da Guatemala co-patrocinaram um estudo sobre sífilis que envolveu a infecção deliberada – e até onde se sabe sem o consentimento - de prisioneiros e pacientes com doenças mentais. O estudo objetivava testar produtos químicos para evitar a propagação da doença. Os pesquisadores tentaram infectar as pessoas pagando-as para terem relações sexuais com prostitutas infectadas ou ferindo a pele de seus pênis e derramando bactérias da sífilis nas feridas. Os doentes receberam penicilina como tratamento.

5) Experimentos cirúrgicos em escravos
O pai da ginecologia moderna, J. Marion Sims, ganhou muito de sua fama fazendo cirurgias experimentais em escravas. Até hoje, ele é uma figura controversa. A doença que ele tratava nas mulheres – fístula vesico-vaginal – causava um sofrimento terrível. Basicamente, as mulheres tinham um "rasgo" entre a vagina e a bexiga, eram incontinentes e, por isso, muitas vezes rejeitadas pela sociedade. Porém, Sims realizava as cirurgias sem anestesia, em parte porque ela só foi descoberta recentemente, em parte porque acreditava que as operações não eram "dolorosas o suficiente para justificar o esforço", como ele disse em uma palestra de 1857. Há também boatos de que as pacientes não tinham autorizado as cirurgias. Embora não haja provas contra ele, especialistas escreveram que Sims manipulava a instituição social da escravidão para realizar experimentações humanas, o que, para qualquer padrão ético, é inaceitável.

4) Os assassinatos de Burke e Hare
Até a década de 1830, os anatomistas só podiam dissecar corpos de assassinos executados. Sendo eles uma raridade, muitos anatomistas compravam corpos através de ladrões de sepultura, ou roubavam cadáveres eles mesmos. O dono de uma pensão, William Hare, e seu amigo William Burke, levaram o negócio mais a sério. Eles mataram mais de uma dúzia de hóspedes da pensão e venderam seus corpos para o anatomista Robert Knox, que disse que não sabia sobre assassinatos. Burke foi posteriormente enforcado por seus crimes, e o caso estimulou o governo britânico a amolecer as restrições à dissecação.

3) O "Estudo Monstro"
Em 1939, fonoaudiólogos da Universidade de Iowa tinham a seguinte teoria: de que a gagueira era um comportamento aprendido, causado pela ansiedade de falar de uma criança. Para provar sua ideia, eles realizaram o que o New York Times, em 2003, chamou de "Estudo Monstro": os estudantes tentaram induzir a gagueira em crianças órfãs, dizendo-lhes que elas estavam condenadas à gagueira. Insinuaram que elas já estavam mostrando sinais de gagueira e que não deviam falar a não ser que tivessem certeza de que iriam falar direito. O experimento não induziu ninguém à gagueira, mas deixou crianças normais ansiosas, retraídas e quietas demais. A universidade foi processada, e em 2007 pagou R$1.558.240.

2) Experimentos japoneses
Ao longo dos anos 1930 e 1940, o Exército Imperial Japonês conduziu experimentos atrozes em civis, principalmente na China. O número de mortes brutais desses experimentos é desconhecido, mas cerca de 200.000 podem ter morrido. Entre as barbaridades estavam contaminações por cólera e febre tifóide, e praga, espalhadas através de pulgas por cidades chinesas inteiras. Alguns prisioneiros também tiveram que enfrentar um clima extremamente gelado para determinar o melhor tratamento para queimaduras de gelo. Outros prisioneiros receberam gás venenoso, foram postos em câmaras de pressão até seus olhos saltarem para fora e depois foram dissecados vivos. Segundo reportagens, após a guerra, o governo dos EUA ajudou a manter os experimentos em segredo, como parte de um plano para fazer do Japão um aliado na Guerra Fria.

1) Experimentos médicos nazistas
Esses talvez sejam os mais famosos experimentos monstruosos. Josef Mengele, um médico alemão, se é que pode ser assim chamado, realizou experimentos horríveis em Auschwitz na esperança de provar as suas teorias da supremacia racial dos arianos. Muitos morreram em suas mãos. Dizem que ele até guardava os olhos de seus pacientes mortos. Ele testava medicamentos e químicos nos prisioneiros, os forçava a ficar em temperaturas congelantes e a entrar em câmaras de baixa pressão para experimentos de aviação, os submetia a procedimentos de esterilização experimental, entre outras atrocidades. Os seios de uma mulher chegaram a ser amarrados para ver quanto tempo seu filho levava para morrer de fome – depois, ela injetou uma dose letal de morfina no bebê para livrá-lo do lento sofrimento. Alguns dos médicos responsáveis pelas barbaridades foram julgados como criminosos de guerra, mas Josef Mengele nunca foi preso. Ele fugiu para a América do Sul e morreu no Brasil em 1979, de derrame.

Fonte: Prontuário de Notícias / LiveScience