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sábado, 3 de setembro de 2011

Estratégia Logística do HIV

Estudo revela como HIV foge de drogas
30/8/2011 10:05:00

HIV


O HIV está conseguindo escapar da ação de drogas antirretrovirais porque é capaz de passar diretamente de uma célula para outra. A conclusão é de um novo estudo do laboratório do biólogo David Baltimore, ganhador do prêmio Nobel de Medicina em 1975.

Realizando experimentos com culturas de células no Instituto de Tecnologia da Califórnia, o grupo do cientista explica por qual motivo o coquetel anti-Aids reduz o número de vírus nos soropositivos, mas não cura a infecção.

Em geral, uma célula infectada se rompe e libera HIVs soltos no plasma sanguíneo. Esses vírus vagam pelo sangue até encontrar outro linfócito T CD4+, a célula do sistema imune que o HIV ataca. É quando os vírus estão soltos que a droga age.

Os cientistas mostraram que uma parcela menor da transmissão ocorre diretamente, de célula para célula, quando dois linfócitos entram em contato no sangue.

É nesses casos que os antirretrovirais falham. A infecção célula a célula não é tão freqüente, mas, quando ocorre, a quantidade de vírus transferida é grande.

Explorando essa brecha de segurança, o vírus consegue sobreviver como um reservatório latente dentro das células, mesmo quando o sangue está repleto de antirretroviral.

De acordo com os cientistas, a descoberta é também uma má notícia para a criação de uma vacina terapêutica contra o vírus da AIDS.

Fonte: Reuters / Prontuário de Notícias

domingo, 28 de agosto de 2011

Consequências da Contaminação por HIV


Esse artigo é um alerta para aqueles que ainda não entenderam que a contaminação pelo HIV é algo muito grave e danoso. Muitos acreditam que, com o advento dos "coquetéis de drogas" para tratamento das manifestações clínicas da AIDS, as coisas estavam resolvidas, não sendo mais necessário adotar os cuidados essenciais para evitar a contaminação. Fora o fato de o "coquetel de medicamentos" causar muitos efeitos colaterais, há todo o desgaste do organismo em tentar se manter em equilíbrio mesmo sob ataque do vírus. Use camisinha sempre e boa leitura. 

Médicos alertam que efeitos ortopédicos da AIDS estão de multiplicando
23/8/2011 10:06:00

O aumento da expectativa da vida dos pacientes que convivem com HIV e mesmo dos pacientes que já registram manifestações clínicas da AIDS levou ao aparecimento de problemas ortopédicos decorrentes tanto da doença, como de efeitos colaterais do chamado "coquetel de drogas". Entre os efeitos mais comuns estão a osteoporose, até mesmo num nível em que ocorrem fraturas espontâneas, sem que tenha havido queda e também necrose dos ossos, a osteonecrose dos joelhos e do fêmur, que exigem a colocação de próteses.

O alerta para que os médicos que atendem esse grupo de pacientes se preocupem com as alterações osteoarticulares relacionadas ao HIV foi publicado na Revista Brasileira de Ortopedia – RBO da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia – SBOT e está inserido numa pesquisa da equipe da infectologista Ana Lúcia Munhoz Lima, que chefia o Serviço de Infecção da Ortopedia do Hospital das Clínicas, da USP.

Ana Lúcia explica que, quando a epidemia surgiu, a sobrevida dos contaminados era relativamente curta, dificilmente chegando há dois anos. Depois de 1996, entretanto, com o surgimento de novas drogas antirretrovirais, "a sobrevida de um paciente que convive com HIV fica em aberto, desde que haja acompanhamento periódico e uso regular da medicação". A própria Ana Lúcia tem pacientes contaminados há mais de 20 anos e que continuam com boa qualidade de vida, graças ao tratamento que mantém reduzida a quantidade de vírus no organismo, impedindo que o paciente perca sua imunidade.

O que tem ocorrido, explica a médica, é que com o vírus há muitos anos no organismo e o consumo também prolongado dos medicamentos provoca, com o tempo, efeitos colaterais que variam de paciente para paciente. Associado a alterações metabólicas, podem ocorrer alterações osteoarticulares, osteopenia e eventualmente osteoporose, o que significa que os ossos ficam mais porosos, a massa óssea se reduz e podem ocorrer fraturas. Também é frequente a necrose, isto é, a morte do tecido ósseo do joelho e do fêmur. Foi registrada também a síndrome do túnel do carpo e a capsulite adesiva glenoumeral.

O alerta da médica é que, como esses efeitos começaram a ser estudados mais recentemente, muitos médicos ainda não valorizam as queixas osteoarticulares dos pacientes, retardando a investigação do quadro ortopédico e é importante que o façam, insiste. "A Medicina tem várias armas para impedir ou retardar o agravamento de tais alterações, mas, para tal, precisam ser diagnosticadas precocemente". No caso da osteopenia e osteoporose, o aumento da ingestão de cálcio, de vitamina D, o uso de medicamentos já utilizados nas mulheres menopausadas e o exercício físico são a recomendação e, quando ocorre a osteonecrose, presente em 12% dos casos estudados pela equipe médica, a solução em graus avançados pode ser a colocação de uma prótese.

Os problemas têm solução, se diagnosticados no início, insiste Ana Lúcia, mas no Brasil, em áreas mais distantes dos grandes centros, ainda ocorrem casos de AIDS que demoram a ser diagnosticados e os pacientes só chegam aos centros que podem tratá-los quando já imunodeprimidos e com problemas que com o tempo se agravaram. A recomendação é que nesses casos, principalmente, não se deixe de pesquisar efeitos ortopédicos e, se necessário, que o paciente seja encaminhado a um ortopedista ou a um reumatologista.

Fonte: SOB / Prontuário de Notícias

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Utilidade Pública

Número de idosos com HIV mais que dobra no Brasil
25/10/2010 09:46:00

Os remédios contra a disfunção erétil prolongaram a vida sexual de homens e mulheres. O problema é que poucos se preocuparam com a transmissão de DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis), pois não costumam usar o preservativo.

É o que mostra uma pesquisa realizada pelo Instituto Emílio Ribas, centro de referência em infectologia, localizado em São Paulo. Segundo o levantamento, nos últimos oito anos, o número de soropositivos com mais de 60 anos mais que dobrou. A maioria é casada e contraiu o vírus HIV em relacionamentos extraconjugais.

A esse grupo os médicos deram o nome de pré-Aids, ou seja, pessoas com mais de 50 anos que não foram ensinadas a usar o preservativo na juventude.

O resultado da falta de informação muita vezes significa famílias destruídas e perda de emprego. Segundo os autores da pesquisa, é preciso investir em campanhas educativas para essa população, caso contrário, mais da metade dos portadores de HIV terá mais de 50 anos até 2015.

Fonte : R7 / Prontuário de Notícias

domingo, 17 de outubro de 2010

Portador de DST's tem oito vezes mais chance de contrair HIV, diz especialista
16/10/2010 16:25:00

Palestrando sobre DST's e Antiretrovirais para médicos e acadêmicos de medicina de Rondônia se reuiniram em mais um módulo do Curso de Educação Médica Continuada, do Conselho Regional de Medicina de Rondônia (Cremero), o infectologista amazonense Nelson Barbosa fez um alerta sobre os riscos das Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST's) e recomendou o diagnóstico e o tratamento precoce como forma de evitar que as doenças atinjam uma parcela maior da população.

Segundo Barbosa, o portador de uma DST tem oito vezes mais chance de ser infectado pelo vírus HIV (AIDS). "A palestra foi pensada de forma que alerte para o risco eminente das DST's em relação a AIDS. Se o médico trabalha com o diagnóstico e com o tratamento precoce da DST, há uma grande chance de se evitar que as doenças atinjam um número maior da população, evitando ainda que o doente possa ser um veículo de infecção do HIV", explica.

Sobre a palestra, que foi direcionada principalmente a clínicos gerais, Barbosa diz que procurou trabalhar pouco as questões teóricas, mostrando mais casos práticos, "do dia-a-dia, do ambulatório, do pronto socorro e do consultório médico". A estratégia, segundo ele, é para que os participantes possam aplicar o raciocínio diagnóstico. "Muitas vezes, pelo raciocínio diagnóstico e pela história clínica do paciente, você consegue chegar mais perto do diagnóstico em vez de aplicar tratamentos que podem até mascarar o sintoma da doença, prejudicando mais ainda esse portador de DST".

Aos médicos, o infectologista chamou a atenção para a questão da infecção hospitalar. "No Amazonas tem três profissionais da saúde que se infectaram num acidente ocupacional com pacientes portadores do vírus HIV". Se ocorrer esse tipo de infecção, Barbosa aconselha que, no período de até uma hora, o médico deve procurar o serviço da coordenação estadual de DST e AIDS ou, no hospital onde ele trabalha a comissão de infecção hospitalar, para orientação sobre o que deve ser feito.

"Recomendamos as situações em que deve ser realizada a sorologia no paciente fonte, que ocasionou o acidente, porque, muitas vezes, esse paciente não tem como autorizar o teste. A medida é proibida, mas o MS (Ministério da Saúde) faculta ao médico realizar o teste nesses casos, porque é uma questão de saúde pública, ou seja, eu tenho que aplicar o antiretroviral no profissional de saúde em até uma hora após o acidente. E quando um parente do paciente chegar o médico deve explicar que foi uma situação de emergência, para que fique tudo esclarecido. Esses cuidados são pautados na ética médica".

Segundo Barbosa, a sorologia compulsória é uma questão polêmica, "não é permitida em lugar nenhum". "O MS só autoriza quando é caso de saúde pública e o paciente não pode responder (quando, por exemplo, está entubado, sedado ou no CTI. O acidente ocupacional é um desses casos de risco à saúde pública. Mas o paciente ou parente deve ser avisado sobre o procedimento logo que possível". De acordo com o infectologista, o Ministério da Saúde, várias vezes, entrou na Justiça para evitar que as Forças Armadas peçam a sorologia compulsória dos recrutas. "Então é proibida".

Nelson Barbosa atua em vários centros de saúde, inclusive na Fundação de Medicina Tropical de Manaus, e é professor preceptor no hospital 28 de Agosto.

Sobre a prevenção das DST's e da AIDS, Barbosa diz que só o uso correto da camisinha pode prevenir essas doenças.

Fonte : Revista Fator