Mostrando postagens com marcador política. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador política. Mostrar todas as postagens

domingo, 17 de abril de 2016

BRASIL: País Que Tem Jeito!

Claro que o Brasil tem jeito. Infelizmente, criamos um jeito brasileiro de "fazer política". Não construindo consensos, mas cada grupo querendo construir a sua hegemonia, o seu projeto de poder. Aí reside o problema.
Ricos não são maus nem pobres são b
ons. Ricos não são bons nem pobres são maus.
As famílias não são mais responsáveis por seus filhos. Há um pensamento, que se quer hegemônico, que afirma que tudo podemos, mas não aceitamos as consequências. Passamos a ser vítimas de tudo: somos mulheres, homossexuais, negros, deficientes, e agora temos os políticos vitimizados (tudo é golpe). Então, tudo o que nos acontece é em virtude de sermos mais fracos perante uma sociedade machista, branca, elitizada, racista. Será que é tão simples?
Quero beber, dirigir, matar, mas não quero ser punida tampouco reparar meu erro. Fácil, não? Estou sendo correta com os demais? Devo me furtar aos meus compromissos, pois não quero responder por eles?
Como os políticos são eleitos? Através de golpes? Por que o voto é obrigatório? Por que não há recall de voto? Por que votei em alguém, tentando acertar, devo aceitar que o politico me esfole até o fim do mandato? Devo aceitar tudo porque é pretensamente democrático e/ ou politicamente correto.
Defendo a liberdade de expressão em todos os sentidos, mas defendo a responsabilização e reparação pelas faltas cometidas.
Não exijo dos outros o que não faço.
Precisamos amadurecer para entendermos que não é bom porque apenas me favorece. Será bom quando verdadeiramente a maioria for alcançada por direitos, e que esses direitos não sejam moedas de troca a cada eleição.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Minhas Considerações: Redução da Maioridade Penal


"Direita" e "Esquerda": Faces da mesma moeda
#SomosTodosBananas
PARA MINIMIZAR O PROBLEMA DA DELINQUÊNCIA JUVENIL, SABEMOS QUE É URGENTE INVESTIR EM EDUCAÇÃO AMPLA E VARIADA, ALÉM DE INCENTIVAR A INSERÇÃO PROFISSIONAL DOS JOVENS.
No entanto, sabe qual é o maior problema? Ninguém é responsável por coisa alguma nesse país. Os pais não são responsáveis, os educadores não são responsáveis, os políticos não responsáveis...
Vamos parar de brigar entre nós. A desorganização da população e a separação em grupos antagônicos ("direita" e "esquerda", "pobres X elite") é tudo que os representantes do Estado brasileiro, em especial os governos vigentes, querem. Existem causas em comum que não podem ser reduzidas a discussões banais do "sou contra" X "sou a favor".
A redução da maioridade penal é mais um meio utilizado pelos políticos (da "direita" e da "esquerda") para desviar a atenção da população e agradarem os seus partidários, mas sem mexer na causa do problema.
A violência está sendo fabricada pelos políticos que nada fazem além de nos roubar. Como podemos cobrar desses criminosos de colarinho-branco se estamos amedrontados com a bagunça que eles produzem, incentivam e legitimam?
Ao Brasil, não faltam recursos para investir em Educação, Saúde, Segurança e todos os outros direitos garantidos na Constituição Federal. Ao Brasil, sobram ladrões que se travestem de políticos de "direita" e de "esquerda" para nos roubar e nos manter sob o império do terror.
Se esses marginais de colarinho-branco, que entendem que o voto deve ser obrigatório e que vivem de nossos suor e sangue, trabalhassem em prol da sociedade (em especial em favor dos mais pobres) não haveria o debate sobre redução da maioridade penal. Esse debate não ocorreria pelo simples fato de que as desigualdades seriam minimizadas, a população cumpriria seus deveres e exigiria dos políticos seus direitos, recebendo retorno positivo pelos impostos pagos.
Reduzir a maioridade por reduzir apenas, de fato, nada resolve: nem educa os delinquentes nem minimiza a violência. No entanto, é difícil acreditar que o ECA não seja apenas uma fantasia de alguém "bem-intencionado" semelhante à Lei Maria da Penha. Algo precisar feito, pois, do jeito que está, não dá mais.
A proposta de reduzir a maioridade pela gravidade do crime é a que me parece mais racional. O crime é que define o criminoso. Só há assassinato se alguém mata. É necessário também acabar com os eufemismos legislativos contidos no ECA. Assassinato resulta em morte? Sim. Então, não é possível continuar com a fantasia da terminologia "ato infracional análogo a homicídio".  Até entendo que a filigrana da terminologia seja mantida para ocorrências de menor potencial ofensivo ou que apenas causem dano material sem atentado à vida.
Somente os políticos lucram com esses debates inócuos do "sou contra" e do "sou a favor". Nesse terreno fértil de insanidade, das "torcidas organizadas de futebol", apenas imperam a discórdia e a falta de bom senso.
As pessoas estão sem rumo e desesperadas. Terreno fértil para ideias tenebrosas. Assim temos os pedidos de intervenção/golpe militar e outras bobagens que em nada fazem avançar o debate.
A população deve se mobilizar pela democracia, deve deixar de lado a ilusão de que aparecerá um político "salvador da pátria" que nos redimirá.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

ELEIÇÕES 2014 - Coerência e Consciência

#SomosTodosBananas
Após a divulgação da nota do PSOL sobre não apoiar nenhuma das candidaturas à Presidência da República (PSDB X PT), muita discussão está rolando solta na rede.
Aliado a isso, os representantes mais conhecidos do partido se posicionaram individualmente sobre como votariam. Marcelo Freixo já declarou voto na dona Dilma.
A polêmica cresce, pois muita gente acha que o PSOL deveria apoiar o PT, porque acreditam que a "esquerda" deveria se unir para não deixar a "direita" vencer. Muitos estão ofendidos com o posicionamento do partido.
A meu ver, a posição do PSOL é coerente com o discurso que professa desde sua fundação.
Coerência. Poucos entendem que não apoiar as candidaturas apresentadas não significa "neutralidade", até porque ninguém é neutro.
Toda escolha é um ato político, que pode ser coerente com o discurso ou não.
Discurso sem prática é falácia, é jogar para a torcida, é o eterno FLA X FLU político. Sempre quem perde é o Brasil.
Eu percebo que essa polarização "esquerda" X "direita" não cabe mais no Brasil, pois não é mais possível ver diferenças entre os dois lados (corruptos, fascistas, desonestos, mentirosos, chantagistas, pois tudo vale para se manter no poder). Conforme pudemos observar, o PT se dizia "esquerda" até alcançar a Presidência da República. Depois, tornou-se aliado dos mais fascistas e canalhas representantes da tão combatida "direita". Eles eram melhor na oposição.
Entendo que, para a maioria da população, pouco importa se quem governa é da "direita" ou da "esquerda", não importa a ideologia. E, de fato, isso não deveria importar.
Por outro lado, as manifestações de junho de 2013, apareceram de outra forma nas urnas. Impressiona o número de pessoas que anulou, se absteve e votou em branco (38.797.280 votos).
Cada um deve assumir a sua posição individual. O PSOL foi coerente com esse posicionamento de não apoiar nenhuma das candidaturas e indicar para que os partidários não votem no Aécio. Que cada um assuma um posicionamento. O eleitor precisa mostrar maturidade. Se quiser votar na Dilma, que vote. Se quiser, votar nulo ou em branco, que vote. O voto deve ser consciente, só não pode ser de cabresto. Afinal, estamos exercitando a democracia ou não?
O PSOL demonstra coerência entre discurso e prática.
O PSOL me representa.
Ambos projetos políticos (PSDB e PT) são falaciosos e, por isso, não me representam.
Votarei 50 novamente. Em outras palavras, meu VOTO É NULO! E consciente.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Existirá Luz no Fim do Túnel?

Nenhuma guerra é justa.
Israel não abre mão de matar civis.
Não vemos os países mais poderosos querendo ver o fim desse conflito. São muitos interesses políticos e econômicos.
Uma ofensiva tão violenta e desmedida, como a empreendida por Israel contra Gaza, demonstra a total falta de vontade em buscar a paz.
Importante deixar claro que o motivo inicial da atual ofensiva provou ser uma falácia: a suposta morte de 3 adolescentes israelenses pelo Hamas. Os supostos adolescentes eram soldados israelenses. Não houve nenhuma investigação para se apurar os fatos:
1. Por que dizer que soldados eram adolescentes?
2. Por que não investigar o ocorrido com a ajuda da ONU?
3. Por que atacar casas, escolas e hospitais da ONU, onde apenas se encontram civis, mesmo sabendo da localização dessas instalações?
4. Se os ataques do Hamas são tão letais, por que morrem mais crianças palestinas do que soldados israelenses?
O Hamas lança contra Israel foguetes de pouco poder ofensivo. Por outro lado, Israel possui uma proteção que intercepta e destrói tais foguetes, e revida com misseis teleguiados, direcionados a bairros populares, escolas e hospitais.
O Povo Palestino não é o Hamas.
Que os governantes israelenses ponham a mão na consciência e trabalhem arduamente em prol do fim desse massacre.
Deem uma chance à Paz!

sexta-feira, 13 de junho de 2014

UM MOMENTO DE IRONIA

PATRIOTAS DE COPA DO MUNDO, ALIENADOS EM TEMPO INTEGRAL

Ufa, acabou!

Pensei que dessa vez o Brasil fosse decepcionar.

Somos campeões! Eu não. Eles!

Graças a Deus, a dona Dilma, aliados e demais políticos canalhas já podem ficar mais tranquilos. O susto já passou. Imagina o risco que estavam correndo com uma possível derrota do fantástico "Esquadrão Brasileiro" para a toda-poderosa e temida "Fúria"? Imagina o povo (tadinho) cabisbaixo porque o Neymala não "salvou a pátria de chuteiras"? O povo ficaria decepcionado e triste.

Nessas horas, duas músicas não me saem da cabeça. A primeira é "Perfeição", da Legião Urbana, espelha bem momento mágico da "nação brasileira" (clique para ver o vídeo e a letra da música).

A outra também mostra como a vida é fácil para os políticos canalhas do Brasil (maioria esmagadora dos eleitos): Se as coisas ficarem difíceis podem contar com o "escrete canarinho" para resolver qualquer turbulência popular. Estou falando de "Pra frente Brasil", um clássico da Ditadura.

"Noventa milhões em ação/ Pra frente Brasil/ Do meu coração
Todos juntos vamos/ Pra frente Brasil/ Salve a Seleção
De repente é aquela corrente pra frente/ Parece que todo o Brasil deu a mão
Todos ligados na mesma emoção/Tudo é um só coração!
Todos juntos vamos/ Pra frente Brasil, Brasil/ Salve a Seleção"

Enquanto "Pra Frente Brasil" ecoava pelo país, os grupos que gestaram o golpe civil-militar de 1964 exerciam o seu direito de matar em nome da "nação brasileira".

Não estou fazendo uma transposição histórica, até porque a história não se repete. Mas, alguma semelhança com todo aquele momento político-social?

O que dizer dos incalculáveis gastos, realizados pelo poder público, para garantir os megaeventos (Copas FIFA e Olimpíadas) de caráter privado?

O que dizer do Estado de exceção (perímetro FIFA e outras arbitrariedades) estabelecido pela FIFA (entidade privada) dentro do Estado brasileiro à revelia da própria Constituição Federal?

O que dizer sobre a violenta e desumana repressão exercida sobre a população pobre que vem sendo expulsa de suas casas para dar lugar a empreendimentos imobiliários lucrativos em nome dos megaeventos (Copas FIFA e Olímpiadas)?

O que dizer da repressão exercida pela polícia sobre os que protestam contra a dilapidação dos recursos públicos em prol desses mesmos especuladores imobiliários, dos cartéis das empresas de comunicação e financiamentos de estádios (arenas) para clubes de futebol. Desse último aspecto, o exemplo mais escandaloso é o "Itaquerão", estádio do Corinthians, financiado a juros baixíssimos com dinheiro público, a perder de vista e com isenção total dos impostos dos materiais de construção utilizados na obra. Adivinha o motivo de tanta "caridade"?: o ex-presidente da república de bananas Brasil, conhecido por Lula, é "cúrintiânu".

Mas, quem se importa com essas besteiras se a seleção brasileira de futebol sempre aparece na hora certa para aliviar as dores, as derrotas e frustrações cotidianas, bem como pagar nossas contas e impostos?

Vamos comemorar: O BRASIL É CAMPEÃO! Mas não só no futebol.

Não podemos esquecer que o Brasil é campeão em desigualdade e injustiça sociais, corrupção, em arrecadação de impostos sem retorno social, em analfabetismo, em miséria, em desrespeito aos Direitos Humanos, entre outras mazelas.

De que adianta cantar o hino nacional com a mão no peito mesmo depois que a execução oficial se encerra, se o brasileiro não entendeu que aquela foi apenas mais uma partida de futebol e não a vida real? De que adianta todo esse patriotismo de Copa do Mundo, se a maioria da população não vai ter acesso aos novos estádios, em virtude dos altos valores cobrados pelos ingressos? De que adianta toda essa bosta de Copa 2014 e Olimpíadas, se os avanços sociais não são prioridade e continuarão faltando saúde, educação, segurança, moradia/habitação e demais direitos básicos, garantidos pela Constituição Federal brasileira, para a maior parte da população?

Até quando a "anestesia" do futebol vai aliviar a dor do brasileiro?

Se eu sou contra o futebol? JAMAIS! Sou apaixonada por esportes, mas o futebol é o meu preferido. Contudo, sei que o futebol é apenas uma diversão e não a razão da minha existência. Ele não me aliena do mundo. Se o brasileiro aprendesse mais sobre o futebol, acredito que seria mais participativo no que diz respeito à Política nacional.

Em 2014, haverá eleições para presidente da república, deputado estadual, deputado federal e governo do estado. Se quisermos que as coisas mudem para melhor, é preciso votar com consciência. A escolha do candidato deve ser baseada em análise de currículo, antecedentes criminais e políticos.

Não vote só pela pretensa beleza do candidato ou carinho que te desperta. Vote pela melhoria do Brasil!

A eleição não termina depois do voto. É mais que necessário acompanhar o mandato de quem foi eleito para cobrar o que não foi cumprido e o que não está sendo respeitado. 

sábado, 22 de junho de 2013

Minhas Considerações: Divergências Político-Ideológicas

SERÁ QUE DIVERGIR AGORA É CRIME?

No Brasil, parece que divergir de qualquer coisa é praticamente um crime. Um exemplo é quando se trata de Política.

Em primeiro lugar, há uma confusão entre Política e Partido. A Política é inerente à condição humana, faz parte de todas as relações que se estabelecem entre as pessoas. Não é um privilégio dos "políticos profissionais", dentro de um partido formal e eleitos por voto. Quando cumprimentamos (ou não) um vizinho, um funcionário do local em que moramos ou trabalhamos, estamos fazendo política.

O Partido é uma das formas organizadas de se exercer Política. Um grêmio estudantil não é um partido. Um condomínio não é um partido. Uma passeata não é um partido. Mas todos são exemplos de organizações, onde políticas são debatidas e estabelecidas com objetivos, em certa medida, comuns. Então, ser "apartidário" não é ser apolítico. Importante ressaltar que a diversidade de pensamentos, representada por organizações sociais denominadas partidos, são fundamentais para a manutenção e o desenvolvimento dos valores democráticos em um país.
 
Outro grande equívoco é a divisão moral da política em "direita" e "esquerda". É como se fosse o "bem" contra "mal" não necessariamente nessa ordem.  Cada um se posiciona no lado que lhe convém considerar ser o do "bem" e detona o outro que passa a ser considerado do "mal". Será que precisa ser assim?

A coisa chegou a tal ponto que, se você não se posicionar nesses extremos, é capaz de ser execrado em praça pública e assado na fogueira "adversária". Digo "adversária" porque a situação é de quem é o melhor na disputa, vira uma questão passional mesmo.  É a política vista como torcida de futebol: "o meu é melhor que o seu", "aqui tem corrupto, mas no seu também tem", "O meu rouba, mas faz". Não importa mais se há ou não coerência entre discurso e prática. A meu ver, a paixão não é uma boa medida quando se trata de se fazer política. A ponderação e coerência sim são boas medidas.

Quando o seu time preferido perde um jogo, perdem apenas o seu time, você e os demais torcedores. Quando uma política de Estado falha, quando um partido que assume cargos no poder público e trai os seus compromissos com seus partidários, todos perdem, independente de serem partidários ou não daquela organização política.

Eu assisti um vídeo do PC Siqueira que tratava das manifestações populares das últimas semanas de junho/2013. Numa parte do vídeo, os narradores traçam o perfil da "Direita" e da "Esquerda" nos moldes das enquetes sobre "as possibilidades daquele gatinho estar a fim de você". Apresentam uma ideia e afirmam: "Eu sou de direita" ou "Eu sou de esquerda". E acrescentam que as suas ideias e crenças é que determinam se você é de direita ou de esquerda, independente da sua vontade. Pergunto: onde ficam as minhas práticas nisso tudo? Então, basta se dizer de "direita" ou de "esquerda" que se define uma posição política? Discurso sem prática, ou melhor, descolado da prática, é uma grande falácia, um embuste.

Devo dizer que, apesar de concordar com o ideário, classificado pelos narradores como sendo de "esquerda", não me considero de "esquerda". Até porque há pontos defendidos (mas não apresentados no vídeo) pelos de "esquerda" com os quais não encontro afinidade alguma. No entanto, cabe-me apenas respeitar, mas sem perder as minhas convicções de vista. Acredito no debate das ideias. Também não tenho pudor algum em mudar de ideia, pois, se eu não tiver a humildade de refletir sobre os efeitos do meu discurso nas minhas práticas, eu estarei traindo a mim mesma, o meu ideário. É no confronto das ideias que o conhecimento se constrói e se transforma. Se os seus argumentos são mais coerentes que os meus, não temerei a reflexão e posso mesmo mudar as minhas convicções. Por isso, não entendo essa necessidade de enquadrar pessoas nas categorias "esquerda" e "direita".

É sua forma de fazer política que te conduz, são as suas práticas que falam por você, e não o seu enquadramento ideológico.

Voltando à questão dos partidos, quantos partidos políticos se dizem de "esquerda", mas se comportam como se de "direita" fossem? O nosso exemplo mais atual é o PT. Já discuti muito com partidários petistas que mostram toda a sua cega paixão pelo PT, Lula e a agora pela dona Dilma. "Cegos de paixão" é a melhor definição, pois não conseguem ver que o sonho virou pesadelo. Quando os argumentos se esvaem começam a atacar os partidos que antecederam a dinastia petista como se fosse um alento para a traição que sofreram (ou não).

Afirmo, uma vez mais, que não me enquadro na "direita" nem na "esquerda", admiro algumas pessoas que se elegeram para cargos políticos por serem coerentes e defenderem agendas coletivas para redução das desigualdades sociais, mas não estou cega para o que elas fazem no exercício dos mandatos. Entendo que corrupto não tem partido, mas tem ideologia: "Farinha pouca, meu pirão primeiro". Todos os que roubam o dinheiro público independente de partido ou denominação ideológica devem ter os bens confiscados e devolvidos aos cofres públicos, enjaulados e obrigados a trabalhar para seu próprio sustento.

Ano que vem tem eleição de novo. Pensem muito antes de votar. Não pense somente nos aspectos que beneficiem você e a sua família, mas pense na melhoria de todo o país. Apesar do que dizem sobre a redução das desigualdades, ainda existe muita gente sem acesso aos direitos básicos constitucionais.

sábado, 11 de junho de 2011

PT – Partido dos Trambiqueiros e a Esquerda Brasileira(?)

Estão equivocados aqueles que ainda acreditam que o PT (Partido Tabífico)* é partido de esquerda. No máximo, consegue ser o “Partido da Mão Grande no Alheio”, mas aí seria uma outra sigla.

Outro engano é dizer que a parte majoritária da população, vulgo “povão”, está se distanciando da suposta esquerda pelo fato de "haver uma tendência, em vários mandatos de esquerda, de não se diferenciarem do estilo e dos métodos dos mandatos aliados, sejam de centro ou da própria direita, e nem dos adversários da direita".

Só pode ser brincadeira. Não existe esquerda, não existe direita, não existe centro no Brasil. Existe apenas situação, oposição e "boquinha". O PT (Partido dos Taboqueiros)** já foi oposição porque queria "boquinha", para se tornar situação. Conseguiu a "boquinha" e virou situação. E quem acreditava na balela da esquerda, dançou.

Qual é a diferença dos supostos esquerdistas para os centristas e direitistas? Nenhuma, salvo RARÍSSIMAS exceções.

Quanto à parte majoritária da população (povão) que acha que os políticos só querem "boquinha", onde está a novidade? A grande questão que me aflige é a seguinte: Por que será que essa maioria continua elegendo os mesmos caras-de-pau de sempre?

E o Palocci, hein? Parece aquele filme “De volta para o futuro”, só que é para o futuro da riqueza dele e para desgraça do Brasil.

NOTAS:

* Que corrompe ou apodrece.
** Caloteiros, enganadores, que faltam com a palavra dada a alguém.

sábado, 2 de abril de 2011

Pela Democracia e Liberdade de Expressão

Acredito que todo mundo viu a triste notícia envolvendo um reacionário deputado federal do Rio de Janeiro e a cantora Preta Gil. Lastimável!

Peço às pessoas de boa vontade que façam um minuto de silêncio para o referido parlamentar. Infelizmente, nada mais é possível oferecer a essa figura tão deplorável. Ah, já ia esquecendo, por favor, estendam a sua generosidade às milhares de criaturas que depositaram um voto de confiança nessa figura e o elegeram representante na Câmara dos Deputados. Elas não sabem o que fazem. Para esses eleitores mal-aventurados, não bastava votar mal, quiseram compartilhar a sua desventura com todos nós. Que Deus os proteja e os ilumine nas próximas eleições!

Continuo defendendo a Democracia apesar dos eleitores desses político. Tomara que não queiram também tirar o meu humilde blog do ar. Que medinho!
Uma vez que não estou aqui para bater palmas para malucos de ocasião, compartilho uma entrevista do Deputado Jean Willys, do PSOL-RJ, sobre as ameaças que vem recebendo por sua atuação engajada no Câmara dos Deputados.


Todo preconceito é limitação e ignorância. Exercite o pensamento para manter a ignorância bem longe. Pensar não dói e não machuca.

“A ignorância é vizinha da maldade” (provérbio árabe).

sábado, 5 de fevereiro de 2011

E a Festa Continua...


Uma vez o ex-presidente João Figueiredo (já falecido, pois nenhum mal é eterno!) disse que pobre tinha que comer osso e que ele não conseguiria sobreviver com o salário mínimo. Parece que nada mudou e até piorou e muito, pois o nosso povão continua sendo levado no bico, agora, pelos "comunistas de butique". Antes com os milicos havia a ilusão de que as coisas não melhoravam porque era uma Ditadura (das mais ferozes, diga-se de passagem). Mas, e agora? Será que o povão não entendeu que político é bicho matreiro, que não pode ser deixado sem vigilância?


Um pouco de possível...

Não basta votar e deixar pra lá. Muitos nem se lembram em quem votaram nas eleições de 2010. Não dá para achar que a responsabilidade é só dos "políticos", nem achar que o povo é coitado. Será que não sabemos mais o que é certo ou errado? Quem elegeu Sarney, Renan, Lula (nesse eu votei e já fiz mea culpa), Collor, Dilma, Tiririca, Romário e tantas outras sumidades? O Congresso, as Câmaras e Assembleias Legislativas são o reflexo da Sociedade.

Não é preciso ser intelectual para saber que as coisas estão muito erradas. Não temos educação de qualidade para todos, mas, ao invés de lutarmos pela melhoria da escola pública para todos, queremos cotas de vergonha. Não temos saúde para todos, mas quem tem plano de saúde pouco se importa ou começa a se importar quando o seu plano não atende às suas necessidades.

Os políticos (sempre os mesmos) aumentam seus próprios salários e agrados, e o que fazemos? Reclamamos (com inveja?) por não estarmos lá, metendo a mão também. Se fosse o contrário, não votaríamos nesses mesmos canalhas e sim participaríamos mais da verdadeira política que é feita no cotidiano. Por isso, defendo o fim do voto obrigatório (http://www.votoobrigatorionao.com.br/). Enquanto isso, o melhor mesmo é comemorar a escalação da seleção brasileira de futebol. Me poupem!

domingo, 17 de outubro de 2010

PORQUE NÃO VOTO EM DILLMA

Não voto na Dillma nem que a vaca tussa! Eu me enganei e votei no Lulla nas 2 eleições. Abro parêntesis para dizer que não vou fazer como muitos que dizem não terem votado no camarada ou que foram enganados pela propaganda. Eu assumo os meus erros. Não votei no Lulla, amigo do Collor e da gangue do Congresso Nacional. Errei, tentando acertar. Naquele momento, achei mesmo que o Lulla fosse o melhor para o Brasil.

Eu acreditei que um cara que veio das classes populares, passou fome, sofreu na vida, iria de fato cuidar da população pobre, seria menos demagogo com os miseráveis e faria uma Revolução educacional no Brasil. No começo, ele parecia ter se cercado dos melhores: Cristóvam Buarque e Marina Silva, por exemplo. E o que ele fez? Com uma suposta "distribuição de renda" apenas incentivou o clientelismo. Não nos esqueçamos de que as “bolsas sustentos” começaram no Governo FHC e o PT e Lulla eram terminantemente contra.

Distribuir renda nesses moldes é puro populismo. Isso sim é fascismo: Nós e eles! Não deveríamos ser nós nem eles, deveríamos sim ser brasileiros, cidadãos respeitados pelo Estado, que temos nossos direitos garantidos pela Constituição Federal: Saúde, Educação (Fundamental!), Moradia, Lazer, Trabalho e por aí afora. Está tudo na Carta Magna.

Por que o Programa Bolsa Família não atrelou a Educação ao pagamento do benefício? O Programa deveria necessariamente ser em conjunto com Ministério da Educação e da Assistência Social. A meu ver, até o Ministério da Saúde deveria ter sido incluído. Não me venham dizer que isso existe. É uma farsa! Quem é obrigado a justificar o recebimento do benefício? Nem as escolas públicas têm controle de quem vai às aulas. Isso quando tem aula nas escolas.

Pagamos impostos altíssimos e pouco vemos a Sociedade avançar justamente. E todos os brasileiros pagam impostos altíssimos, especialmente nos itens de alimentação. Como pode isso? Chegamos a pagar quase 50% do valor do alimento só de impostos. E o que fazem com os impostos? Por que não devolvem em prestação de serviços para a Sociedade?

Vão dizer que sou parte da burguesia, da elite. Respondo que nunca fui da burguesia, nem da elite. Não sou branca, nunca estudei em bons colégios, nunca tive facilidades, fiz meu 3o grau em faculdade pública sim, mas porque estudei muito para passar, fiz Mestrado em instituição pública porque tive méritos para isso. Sou contra essas cotas de vergonha. O que o Brasil precisa é de Educação de qualidade para todos, sem distinção de cor, credo, condição sexual e qualquer outro tipo de apartheid.

O que adianta o sujeito chegar ao 3º grau se ele mal sabe ler e escrever? É hipocrisia falar em faculdade se as pessoas não têm acesso ao ensino fundamental, não sabem ler nem escrever. Por que a Escola Pública recebeu tão pouco incentivo durante os Governos do Lulla? Por que ele demitiu o Cristóvam por telefone? Será por que Cristóvam reclamava demais da falta de investimento na Educação? Em qualquer parte do planeta a Educação deve ser considerada área estratégica para o desenvolvimento de uma sociedade. Por que só o Lulla, PT e aliados querem continuar negando isso?

Perguntas surgem: Alguém se lembra do PAC I? Nem a metade dele foi executada, mas todo o dinheiro destinado foi gasto. O PAC II foi mais um golpe do Lulla e da Dillma para dar a impressão de que estamos avançando (só se for rumo ao abismo) em desenvolvimento social e de infra-estrutura. Mentiras e mais mentiras.

E a pouca vergonha da Usina de Belo Monte? Os canalhas do PT chegaram a dizer que alguns bagres não poderiam deter o crescimento do Brasil. Como assim? São quilômetros e quilômetros de fauna e flora destruídos. E as populações indígenas e não-indígenas que ali moram, não merecem respeito?



O Brasil começa a andar para trás em matéria de Meio-Ambiente. Por que acham que “fritaram” lentamente a Marina Silva? É lógico que ela também permitiu isso, quando não tomou uma posição firme contrária aos desmandos do governo Lulla.

O Código Florestal que querem aprovar, liberando geral para os desmatadores do agronegócio e os grileiros. Estamos comprando sucata européia para construir mais uma usina nuclear: Angra III, quando o mundo discute a utilização de energias limpas o "Brasilzão do Lulla e da Dillma" compram sucata nuclear.

E o apagão? Alguém acreditou que foi por falta de chuva (ô São Pedro!) que tivemos que pagar o “Seguro Apagão”? Anos depois, passamos o mesmo aperto com o grande apagão de 2009.

E o saneamento básico, alguém ouviu falar disso? Parece que ofende falar e implementar o saneamento básico (esgotamento sanitário e água potável). Dizem que obra que fica enterrada não dá voto. Ora, por que então falar em petróleo (pré-sal no momento) dá tanto IBOPE e votos nas pesquisas forjadas?

Por que será que os banqueiros foram os que mais lucraram com o Governo Lulla? Será por isso que tanto o apóiam? Será que é por isso que continuam e continuarão apoiando a Dillma, caso ela venha a ganhar as eleições? O mais estranho é que o PT e o Lulla eram contra o plano de auxílio aos banqueiros do Governo FHC (PROER). Por que será que mudaram de ideia tão facilmente?

E o pagamento da Dívida Externa (Eterna), alguém acreditou nisso também? O que fizeram foi apenas pagar os juros da dívida com o sague dos trabalhadores que trabalham 6 meses para pagar impostos escorchantes. Com isso, conseguimos aumentar para 30% do PIB (Produto Interno Bruto) a Dívida Interna, essa sim problema sério. A dívida interna agrava e é agravada pelo déficit da Previdência Social, pelo aumento (irresponsável) de gastos promovido pelo Governo para atender aos "cumpanhêros" do Serviço Público, aos políticos e seus assessores. A "Máquina" incha e a gente é que paga. A dívida interna não pode ser negociada como a dívida externa. Por que então não negociaram a dívida externa? Por que não se empenhar em reduzir os gastos públicos sem prejudicar os investimentos no social?

E o empréstimo ao FMI? Só pode ser piada. Por que emprestar dinheiro ao FMI e não pagar a dívida interna? Por que emprestar e não investir em Saúde, Educação, Segurança  e Moradia/Habitação? Falácias, lorotas e mentiras. O pior é que o Povo não faz a menor ideia do que está acontecendo e aplaude sem parar. O que sempre ganharam com essa pouca vergonha não se importam com quem está no governo. A eles só importa o quanto poderão, ou não, lucrar com os reveses da economia.

E os escândalos de corrupção, nos quais o PT e seus aliados estavam enfiados até o pescoço? O Lulla fingiu nada saber. Quanto cinismo! Por que o Real agora se tornou a coisa mais maravilhosa do mundo se, quando à época de seu lançamento, o PT foi diametralmente contra, taxando o Plano Real de parte do projeto neoliberal do PSDB e do FHC?

E os “cumpanhêros” de outros países? Chávez, Lugo, Corrêa, Morales, Ahmadnejad, Fidel... Só faltou o W. C. Bush e o Kim-Jong-il. Todos esses hermanos são a vanguarda do atraso com o verniz de progressistas e aliados do povo.

Dillma não é humanista, não é a favor dos Direitos Humanos, engana todo mundo com essa história de tortura. Quem foi torturado trabalha forte pelos Direitos Humanos e não usa esse fato só para faturar um troquinho qualquer ou tirar vantagem. Ela deveria ter mais respeito pelos que, de verdade, lutaram e morreram pelo nosso Brasil!


Votar na Dillma é continuar com os mesmos aliados de Serra, FHC, da Ditadura (só não vê isso quem não quer ver, ou não conhece a história do Brasil). Lulla atualmente é aliado de Paulo Maluf, Sarney e família, Collor, Renan Calheiros e família, Ciro Gomes e família, Marco Maciel (esse expurgado pelos eleitores), Jader Barbalho, José Dirceu, Antônio Pallocci, Romero Jucá, e todos mensaleiros, sanguessugas e afins. Será que todo mundo já se esqueceu?

E não me venham com a lorota da governabilidade. Isso tem outro nome: FISIOLOGISMO e CLIENTELISMO. Será que um presidente que mantém índices astronômicos de popularidade, segundo as pesquisas (alguém acredita em pesquisas desse tipo?), precisa do “toma-lá-dá-cá” de sempre. Antes o PT e o Lulla criticavam esse modo de fazer política, por que mudaram de ideia? O difere Lulla de FHC? Consigo ver duas diferenças: o grau de instrução formal e o excesso de cinismo.

Quem me “ouve” falando assim, diz que sou eleitora do Serra. Afirmo que não. No 1º turno votei no Plínio de Arruda Sampaio, Marcelo Freixo, Jean Willys e na legenda do PSOL, porque me pareceu alternativa ao que está aí. Mas, não sigo orientação de Partido algum. Procuro acompanhar o que está acontecendo, comparo as versões e tento definir uma posição. Na atual conjuntura está muito difícil comparar ideias, pois elas estão sendo deixadas de lado para darem lugar a um vale-tudo pelo Poder. O debate de ideias deu espaço às intrigas, às fofocas e às agressões físicas.

Questiono qualquer continuísmo sem crítica, porque na época de faculdade, quando conversávamos sobre as atividades desenvolvidas no Hospício onde eu fazia estágio, uma cara professora me disse o seguinte: “Quando um dispositivo está funcionando bem demais é porque já é hora de problematizá-lo”. Será que já não é hora de problematizarmos o Lullismo e, de fato, procurarmos alternativas?

Por todos os motivos que listei (por outros que a Lei Eleitoral não me permite) e pela proteção de nossa ainda frágil DEMOCRACIA, JAMAIS votarei na Dillma, também conhecida como “Papagaio de Pirata” ou “Boneco de Ventríloquo” do Lulla.

Como dizia o velho Ulisses Guimarães ao promulgar a Constituição Federal de 1988: “MUDA BRASIL”!

CHEGA DE ERENICES, VALDOMIROS, DIRCEUS, PALLOCCIS, SEVERINOS, MENSALEIROS, SANGUESSUGAS E OUTROS DA TURMA DO PT!!!

FORA LULLA!!!

FORA DILLMA!!!

FORA TODOS OS QUE ROUBAM O POVO BRASILEIRO!!!