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domingo, 25 de agosto de 2013

Minhas Considerações:Programa Mais Médicos, Mais Mentiras

Um bando de "politizados de boteco" não para de exaltar a grandeza dos médicos cubanos que dizem que não trabalham por dinheiro, mas por amor. Adoram falar que a "burguesia" racista está sofrendo com a vinda de médicos cubanos, negros, que vão atender a população "carente". Sempre me pergunto o que é "burguesia" nos dias de hoje e por que pobre é sempre "população carente"?

Fico quase comovida com tanta bobagem dos "politizados", cujo maior orgulho é não assistir a Rede Globo. Na minha época isso tinha outro nome.

A realidade é que a burguesia racista está cagando e andando para os médicos cubanos, para a saúde pública, para os pobres desassistidos

Acorda! Discurso chato e inócuo.

Tanta democracia e respeito aos pretos e pobres: Por que os médicos cubanos não podem receber integralmente o salário pago pelo governo brasileiro? Por que o tio Fidel decide quanto eles vão receber?

Trabalhar sem receber é escravidão. Qual é a diferença se for médico ou faxineiro? Ou seria rufianismo mesmo? Ambas as práticas são crime no Brasil.

Por que os governos brasileiro e cubano podem desrespeitar a legislação trabalhista vigente no Brasil? Democracia? Ou a culpa é do Obama. Por que tudo que é merda relacionada aos desmandos arbitrários de Cuba é culpa do embargo dos EUA.

Aos "politizados de botequim", a "burguesia" tem dinheiro para pagar médico particular e não é pelo plano de saúde. Vai para o Albert Einstein, Sírio-Libanês, não usa o SUS. As pessoas precisam entender que o SUS é nosso, é público e precisa ser respeitado. Pagamos pelo SUS. Não falta dinheiro, o que falta é gestão e controle dos desvios de recursos financeiros. A Saúde Pública é maior do que a Medicina. Saúde Pública implica em saneamento básico e garantia dos direitos previstos na Constituição Federal. A vinda de médicos estrangeiros não vai melhorar a formação dos médicos brasileiros, não vai resolver o sucateamento nem a roubalheira no setor público de saúde. É tudo cortina de fumaça para o tempo passar e garantir as eleições.

DAS REIVINDICAÇÕES POPULARES QUE SE DESENROLAM DESDE JUNHO/2013, O QUE O GOVERNO DA DONA DILMA COLOCOU EM PRÁTICA?

NADA, ABSOLUTAMENTE NADA!

A REFORMA POLÍTCA FOI ENGAVETADA E A ROUBALHEIRA CONTINUA.
NENHUM MENSALEIRO FOI PARA CADEIA OU SEQUER DEVOLVEU O QUE ROUBOU.

A SAÚDE E A EDUCAÇÃO PÚBLICAS CONTINUAM ABANDONADAS.

VIVA A DEMOCRACIA À BRASILEIRA! Ela fede à Ditadura CorruPTa.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Aborto Faz Mal à Saúde!

Para aqueles que defendem o aborto e acham que ele serve como contraceptivo, segue uma matéria ilustrativa. Ser bem educado vale também para o sexo. Pessoas educadas fazem sexo seguro.

Aborto causa depressão e baixa estima na maioria das mulheres
14/12/2010 10:29:00

Além dos problemas políticos, religiosos e físicos, o aborto também pode afetar seriamente a saúde psíquica das mulheres.

Em pesquisa da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP) da USP com 120 mulheres que passaram por aborto, mais da metade apresentaram algum nível de depressão e a maioria sofria de baixa a média estima pessoal.

"Esses resultados indicam que as equipes de saúde precisam buscar cada vez mais políticas públicas para prevenção da gravidez indesejada, levando em consideração as dificuldades ao uso de métodos contraceptivos com visão integral à mulher, ou seja, considerando todo seu contexto", diz a enfermeira Mariana Gondim Mariutti Zeferino, autora do estudo.

Mariana cita como exemplo a violência familiar, o uso de álcool e drogas, a resistência do parceiro ao uso de métodos contraceptivos de barreira, principalmente quando a mulher tem efeitos colaterais ou contra-indicações aos anticoncepcionais hormonais e submissão ao parceiro.

"E quando a gravidez indesejada acontece, tendo como consequência o aborto induzido, que a equipe possa oferecer assistência qualificada e humanizada e que estimule os profissionais de enfermagem a reconhecer as necessidades de implementar os cuidados e reforçar aspectos resilientes dessas mulheres", alerta a pesquisadora.

O estudo foi realizado entre agosto de 2008 e setembro de 2009, com mulheres internadas em um hospital público do interior do Estado de São Paulo, com diagnóstico de abortamento.

Mariana detectou que 57% delas apresentavam sinais indicativos de depressão, sendo que em 33% distimia, ou seja, leve e prolongada, 22% moderada, e em 13% a depressão é grave. Além de depressão, 109 das mulheres apresentaram de média a baixa estima pessoal.

Segundo a enfermeira, estudos anteriores já mostraram que a situação de abortamento pode ter relação com depressão antes e após a ocorrência, mesmo a longo prazo, com diferenças de acordo com a natureza do aborto.

Outros dois dados da pesquisa chamaram a atenção da pesquisadora, o fato desses abortos terem sido provocados em 25% dos casos e ainda de 75% dessas mulheres não ter planejado a gravidez, mas mesmo assim não faziam uso de métodos contraceptivos.

A maioria das mulheres do estudo é jovem, solteira e com relacionamento estável, católica, com poucas atividades de lazer, sem fonte de renda própria, sem casa própria, com residência fixa há mais de um ano, não tem problemas de relacionamento e de violência na gravidez.

Entretanto, as que tiveram problemas, relataram uso de álcool e drogas na família. Os dados revelaram, ainda, associação entre violência familiar e aborto provocado.

Entre as que apresentaram sinais de depressão, a maioria declarou-se solteira, trabalham, com mais de 40 anos de idade e tem religião.

Mariana diz que o fato de muitas dessas mulheres terem parceiro, trabalho, religião, situação financeira estável e apoio familiar, mostrou-se como um fator de proteção significativo em relação à depressão.

"Em relação aos indicativos de resiliência, ou seja, a habilidade de persistir nos momentos difíceis mantendo a esperança e a saúde mental, o estudo mostrou que quando essas mulheres estão felizes ajudam as pessoas, contam mais piadas e sentem-se bem. Mas, muitas delas relataram que quando sentem raiva, se isolam, se calam, choram e até gritam".

A pesquisa é resultado do doutorado de Mariana, Associações do abortamento com depressão, autoestima e resiliência, orientada pela professora Antonia Regina Ferreira Furegato, da EERP.


Fonte: Agência USP / Prontuário de Notícias

domingo, 14 de novembro de 2010

Utilidade Pública


Hemácias
Normal / Falciforme

Doença falciforme afeta cerca de 50 mil brasileiros
8/11/2010 10:14:00

O primeiro caso de uma das doenças genéticas mais comuns em todo o mundo foi descoberto há 100 anos. Hoje, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 300 mil bebês nascem com a doença falciforme a cada ano.

Enfermidade herdada da África é causada pela mutação de genes que produzem as hemoglobinas, responsável por transportar oxigênio para órgãos e tecidos do corpo. Essa malformação enrijece as hemoglobinas, prejudicando a circulação sanguínea e provocando muitas dores.

Desde o primeiro diagnóstico da enfermidade, os tratamentos evoluíram muito e já é possível conviver bem com a doença falciforme. A enfermidade hereditária mais comum no Brasil é tratada como um problema de saúde pública. Dados do Ministério da Saúde mostram que 3,5 mil crianças brasileiras nascem com a doença a cada ano. Outras 200 mil nascem com o traço falciforme, gene que pode transmitir a doença para as próximas gerações.

O diagnóstico precoce e a vacinação eficiente são a chave para o sucesso no tratamento, garantem os especialistas. Mas, para eles, ainda é preciso falar mais sobre a doença. Clarisse Lobo, da Associação Brasileira de Hematologia e Hemoterapia (ABHH), afirma que as políticas públicas adotadas hoje no País são eficazes, especialmente na triagem. O famoso "Teste do Pezinho", exame feito na primeira semana de vida do recém-nascido, é a garantia de reconhecimento precoce da doença falciforme e está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) a todas as crianças.

"O País tem trabalhado para garantir políticas eficientes para o tratamento da doença. A triagem é importante porque apresenta o tamanho do problema. Mas acho que ainda podemos desenvolver ações que descentralizem o atendimento para que as pessoas não precisem se deslocar aos grandes centros para serem tratadas com qualidade. É preciso treinar os profissionais de saúde para que conheçam mais a enfermidade", diz a hematologista, que também é diretora do Hemorio.

Os exames feitos com os recém-nascidos brasileiros ao longo dos anos mostraram que a Bahia é o Estado brasileiro com a maior incidência da doença, até por causa da concentração de afrodescendentes. Em cada 650 nascimentos, um bebê nasce doente e um em cada 17 possui o traço falciforme. A detecção do traço é importante para que os casais recebam aconselhamento genético e conheçam os riscos de ter um bebê com a doença.

A partir do dia 05 de novembro, em Brasília, hematologistas brasileiros e estrangeiros vão discutir as evoluções das doenças do sangue e seus tratamentos no Congresso Brasileiro de Hematologia e Hemoterapia (Hemo 2010). As anemias hereditárias, como a falciforme, também serão tema de debates no evento, que termina no dia 08 de novembro. No caso da doença falciforme, o Ministério da Saúde vai apresentar as políticas adotadas para garantir qualidade de vida aos doentes. A estimativa da associação é que 50 mil brasileiros convivam com a doença hoje.

O SUS oferece o diagnóstico (mesmo adultos podem fazer exames para identificar traço ou a doença) e a medicação necessária para tratar os pacientes. Durante toda a vida, os portadores da doença devem ser acompanhados por equipes multidisciplinares de hematologistas, ortopedistas, nutricionistas e psicólogos, por exemplo.

Para evitar possíveis complicações (dores musculares nas articulações, ossos, tórax, abdômen e costas; icterícia; infecções como pneumonia e anemia crônica), os doentes precisam cuidar da alimentação, ingerir bastante líquido e tomar medicamentos. Além de ácido fólico até os cinco anos de idade, as crianças precisam tomar penicilina. Em casos mais graves da doença, a ingestão de hidroxiuréia também é necessária.

De acordo com Clarisse Lobo, 30% dos pacientes identificados pelo SUS no Brasil possuem a forma mais grave da doença, que exige mais cuidados e aumenta a taxa de mortalidade. A hematologista ressalta que a vacinação contra pneumococos hoje oferecida antes dos seis meses de vida às crianças é fundamental para garantir mais qualidade de vida aos pacientes. "A cobertura vacinal antes dos três anos é um dos nossos desafios porque garante vantagens significativas no tratamento", afirma.

A única possibilidade de cura da doença falciforme é o transplante de medula óssea. Sérgio Barroca Mesiano, hematologista do Hospital Universitário de Brasília, afirma, no entanto, que este tipo de intervenção ainda é polêmico. Primeiro, porque as taxas de mortalidade durante o procedimento são altas. Segundo ele, cerca de 10% dos pacientes que se submetem à cirurgia morrem durante o processo. Por isso, o transplante só é recomendado em poucos - e severos - casos da doença.

Para a ABHH, há casos graves em que o transplante é a única possibilidade de sobrevida de pacientes. Mas essa ainda não é uma realidade defendida pelo SUS. "Os gestores entendem que ainda não temos estudos suficientes que comprovem a eficácia do procedimento", diz Sérgio.

Outro complicador é encontrar medulas compatíveis. Apenas um quatro dos pacientes que precisam de um transplante de medula - por qualquer motivo - consegue uma compatível.

"É preciso entender que os medicamentos salvam vidas e garantem vida normal, exceto em casos extremamente graves. Aí os transplantes são recomendados. Mas essa não é uma abordagem isenta de gravidade. Não podemos tratar todos com transplante porque estaríamos os expondo a um risco desproporcional ao benefício", avalia Clarisse.

Fonte: iG / Prontuário de Notícias