Mostrando postagens com marcador poder público. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador poder público. Mostrar todas as postagens

sábado, 28 de janeiro de 2012

Minhas Considerações: Direitos Humanos

O problema não são os Direitos Humanos. Afirmo que os defendo sempre. Só acho que as leis estão sendo fragilizadas em nome de um fictício direito humano.

Não entendo que a matança de criminosos seja a solução. Sou totalmente contrária à pena de morte. Às vezes a raiva pode nos fazer pensar que seria a melhor solução, mas, quando pensamos, percebemos que não é a saída. Contudo, apesar de não ser legalizada, a pena de morte já é praticada, quando policiais atiram a esmo ou participam de grupos de extermínio, quando os criminosos matam de graça e quando os que se consideram “cidadãos de bem” se armam e suas armas servem para cometimento de crimes passionais, acidentes com crianças e adolescentes e resolução de problemas com desafetos.

Entendo que quem comete crimes deve ressarcir a sociedade de alguma forma: As penas alternativas, quando bem aplicadas e fiscalizadas, servem como meios de ressarcimento. E não estou falando do pagamento de ridículas multas ou vergonhosas compras de cestas básicas. O que não pode acontecer é o que vem acontecendo. Criminosos “de carteirinha”, com um currículo penal diversificado, recebendo benefícios que deveriam ser privilégios e não incentivos à impunidade.

Não estou esquecendo os corruptos. Esse tipo de criminoso precisa ser punido com rigor máximo, sem oportunidade de pena alternativa. Os bens materiais, fruto da ilicitude de suas ações, devem ser total e definitivamente confiscados para ressarcimento da população prejudicada. Além disso, devem cumprir em regime fechado a pena que lhe couber, sem direito a progressão de pena ou qualquer outro tipo de benefício. E quanto maior o grau de instrução, qualificação ou função desempenhada pelo corrupto, maior deve ser a pena. A corrupção é uma praga, uma mazela social, que produz sofrimento e traz imensos prejuízos ao conjunto da população.

As leis vêm sendo interpretadas ao gosto dos juízes que, sob o argumento de estarem a cumpri-las, vêm se esquivando da responsabilidade de julgar. Para quê serve o juiz se não para julgar, ou seja, interpretar a lei, formar juízo crítico a respeito do delito cometido, avaliar a instrução do processo criminal? A combinação de leis frágeis com a recusa em exercer sua tarefa maior vem incentivando a impunidade.

É lógico que a responsabilidade não é unicamente do Poder Judiciário. O Poder Legislativo também vem se mostrando omisso em suas responsabilidades na elaboração de leis mais objetivas e exeqüíveis, bem como a revisão da forma como vem sendo efetuada a concessão de benefícios aos apenados.

Progressão de pena para traficante, assassino, estuprador... É brincadeira! Progressão de pena não é benefício? Se a progressão é um benefício, por que é dada a qualquer um, sem uma profunda avaliação do histórico do individuo? Será que ter cumprido a fração de pena requerida pela lei para concessão do benefício é suficiente? Será que ter “bom comportamento” é suficiente? Por que a gravidade do(s) crime(s) cometido(s) não é (são) levado(s) em consideração?

Ter “bom comportamento” dentro da cadeia é fácil. O bom comportamento deve ser avaliado quando o indivíduo é liberado para visitas familiares. Para a avaliação da denominada “periculosidade”, há os que defendam o exame criminológico. Uma grande bobagem, pois ninguém (nem mesmo a mãe Dinah) consegue dizer se alguém é capaz de cometer crimes ou quando isso poderia acontecer.

Por isso, a responsabilidade pelo julgamento do indivíduo é tão-somente do juiz, cujo trabalho deve estar bem alicerçado em um processo bem instruído, assim como em provas e laudos periciais bem elaborados. Não deve caber a profissionais como psicólogo, assistente social e psiquiatra, a responsabilidade de determinar quem é “perigoso”, quem deve ou não receber benefícios ou ser libertado.

Muitos que defendem pena de morte e exame criminológico (ou coisas parecidas) não entendem que os grandes criminosos estão nas altas esferas sociais. Acham que é o lascado da favela ou o traficante mais famoso quem detêm o poder de fato. E devem achar também que fumar um baseadinho não contribui com a violência. Podem pensar que estão “dentro do seu direito”.

Não quero dizer com isso que o indivíduo que está na favela com arma na mão não deva ser punido também. Não comprei a ideia de que a pobreza justifica o ingresso no crime. Se fosse assim, o filho de papai não cometeria crimes. Embora muitos discordem da minha opinião, quem pensa que pobreza justifica crime é preconceituoso e criminaliza a pobreza. Por que é pobre tem que ser criminoso? Por certo existem explicações históricas e sociológicas para a criminalização da pobreza. Mas tudo isso já é outra história.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Minhas Considerações: Bonde de Santa Tereza

Tragédia Mais que Anunciada

Parece que os administradores públicos não conseguem aprender com a história. Ao que vemos a população também tem memória curta, porque continua votando nesses mesmos incompetentes de sempre.

O caso dos bondes é a conhecida repetição de outros tantos descasos com a população e o estado do Rio de Janeiro. É um misto de incompetência gerencial, falta de investimentos (não disse falta de verba), desrespeito à vida e crença de que "comigo não vai acontecer".

Fotos antigas mostram que o bonde sempre foi transporte de massa. Sempre lotados, mas atendiam (bem ou mal) às necessidades da população daquela época. Com o progresso, deixou de ser o principal transporte, mas não deixou de atender uma considerável parcela da população da Cidade do Rio. Passou também a ser meio de transporte para turistas, tornando-se atração turística.

Outras tragédias foram evitadas pela perícia de motorneiros, outras não. Essa, a mais recente (lamento não poder dizer que é a última), ocorrida em 27/08/2011, matou 6 pessoas e feriu outras 27. Desculpas esfarrapadas foram dadas pelos administradores públicos, quiseram culpar o motorneiro e os passageiros pela superlotação. Dias depois, um morador do bairro filmou a utilização irregular de bondes reformados, "cheirando a novo", por parte de hotéis do bairro de Santa Tereza. O morador denuncia que foi impedido de ingressar no transporte público, pago com os impostos de todos nós. O que dizer de tudo isso?

Quer os administradores públicos gostem ou não, o bonde de Santa Tereza é transporte de massa, que também atende aos turistas. Não é a privatização do Serviço Público que vai trazer benefícios à população. Mesmo privatizado, o serviço de transportes sempre será uma concessão, podendo (e devendo) ser gerenciado pelo Estado. É urgente a necessidade de investimentos, independentemente de se visar a Copa, Olimpíadas ou qualquer outro megaevento lucrativo para determinados grupos. A população merece respeito.

Não podemos perder a esperança de que dias melhores virão, porque é a única coisa que a omissão do poder público falta nos tirar.

sábado, 11 de junho de 2011

Analfabeto se Forma na Escola Pública

O considerado “Kit-gay” foi duramente criticado e vetado pela presidente com a desculpa de que não faremos “propaganda de opções sexuais”. Agora, o “Kit-analfabeto”, elaborado pelo MEC (Ministério do Energúmeno Cabotino)*, recebe até elogios dos considerados “especialistas”, que tratam essa excrescência do “nós pega o peixe” como sendo diversidade. Vamos agora fazer propaganda do analfabetismo?

Ensinar em escolas públicas a escrever e a falar errado é um desrespeito com a população. É reforçar a ideia de que pobre não tem o direito de conhecer o seu idioma. A quem interessa que a maior parte da população continue analfabeta?

Enquanto o Poder Público não respeitar a Constituição Federal e democratizar a Educação, o Brasil continuará sendo atrasado, desigual e injusto.

Uma coisa é respeitar o discurso popular, suas ideias, práticas, costumes e tradições. Isso enriquece a Sociedade como um todo. Outra bem diferente é incentivar o analfabetismo dentro das escolas públicas.

É com essa lógica do “deixa falar e escrever errado porque é popular” – discurso fascista, mas com ar de democrático e inclusivo –, que os defensores das cotas da vergonha se sustentam. O que esses farsantes não apontam é que a Educação, há décadas, vem sendo desmontada, com a precarização das escolas e dos professores. Continuam insistindo que o problema da Educação nacional é o racismo apenas.

Por certo, o racismo existe no Brasil, mas não é apenas referido à cor da pele, tampouco apenas exercido por indivíduos ou grupos isolados. O racismo no Brasil é contra os pobres, que apenas são lembrados em época de eleição e somente servem aos infames interesses dos que pretendem se manter no poder a qualquer preço. A meu ver, a palavra mais adequada para representar essa mazela é SEGREGACIONISMO. Em nosso país, o maior racista, segregacionista, quase genocida, é o Estado brasileiro.

O verdadeiro desenvolvimento do Brasil não se dará por meio da oferta de esmolas e de assistencialismo que servem apenas para garantir mais 4 anos de permanência no poder. Nosso país só conseguirá crescer quando o Poder Público for composto por gente que respeite o povo, que entenda as suas necessidades e as coloque em primeiro lugar. O brasileiro merece respeito de seus governantes.

Respeitar as diferenças não é incentivar a desigualdade entre as pessoas. Respeitar as diferenças é pôr em prática o que está na Lei Magna desse país e que deveria ser a cartilha do Poder Público: Educação (pública e de qualidade) para TODOS que estão sob a proteção do Estado brasileiro, independentemente de cor de pele, posição social, ascendência ou descendência.

NOTA:
 
* Será que preciso citar nomes?