domingo, 3 de outubro de 2010

Minhas Considerações: Certo ou Errado

Right or Wrong?

O que é certo e o que é errado? Será que perdemos a capacidade de distingui-los? O que está acontecendo com as pessoas? Às vezes tenho a sensação de estar vivendo em um mundo paralelo, que fui abduzida por alienígenas e fui parar em outra dimensão. Acho que nem Alice, tendo despencado no País das Maravilhas, nem a Dorothy, levada pelo redemoinho até OZ, ficaram tão desorientadas como eu fico atualmente diante de tantas coisas estranhas e bizarras que o ser humano tem sido capaz de realizar.

Até os nem tão religiosos estão dizendo que estamos no “fim dos tempos”, “está tudo na Bíblia, é o Apocalipse”! Não sei se chegamos ao final dos tempos, como querem alguns acreditar. O que sei é que estamos cada vez mais nos afastando da Civilização e nos retornando à Barbárie. Às vezes fico pensando se já conseguimos sair da barbárie...

Não sou daquelas pessoas otimistas, mas também não me considero pessimista, não quero colocar ninguém para baixo. Considero-me apenas realista. Procuro pesar prós e contras, nada mais. Como coloquei em um post desses aí, o pensamento é a única coisa que nos diferencia de nossos irmãos animais. Mas, a atual conjuntura mundial está dando medo!

É tanta gente praticando o mal por aí. É tanta gente cometendo atos ilícitos e saindo ilesa; outras comentem o ilícito, não se veem como agentes do delito e exigem seus direitos com veemência quando são contrariadas. Coisa de louco!

Esses que fazem coisas erradas e ilegais justificam dizendo que “o erro vem de cima”. Se até os políticos, magistrados e clérigos cometem seus pequenos delitos (nem tão pequenos assim), porque não cometê-los também? A meu ver, a resposta é simples: pelo simples fato de que são delitos, porque são coisas ilegais e imorais.

Alguém que não paga o IPVA, sai com seu veículo, é flagrado em uma blitz pela Polícia e paga propina, provavelmente, não se vê como corrupto. Agora, se essa mesma pessoa sabe de algum ato desonesto de um político, dirá que o Brasil não tem jeito, pois no país só tem corruptos. Pergunto: qual é a diferença de se oferecer propina para o policial não reter o carro e o grande golpe do político influente?

Apenas o valor da propina! Ambos são atos de corrupção, são delitos. Acredito que, se a gente começar a observar os pequenos delitos, que parecem inocentes, cometidos todos os dias, teremos a noção de que somos responsáveis por tudo que acontece ao nosso redor. Avançar o sinal, furar a fila, oferecer propina, usar o cinto de segurança só porque dá multa, usar drogas recreativamente, entre outras coisas, são coisas que somente são questionadas quando nos atingem.

Enquanto não entendermos que fazemos parte do mesmo universo, que somos responsáveis pelos nossos atos, que devemos respeitar o próximo como a nós mesmos, ficará muito difícil falar em Civilização de fato. Uma gota sozinha pode parecer inofensiva, mas pode ser o que falta para inundar uma cidade.

domingo, 22 de agosto de 2010

Biochip faz exame de AIDS em segundos

Cientistas da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, desenvolveram um biochip capaz diagnosticar a presença do HIV em uma amostra de sangue.

O pequeno chip microfluídico testa seis parâmetros simultaneamente e dá o resultado, muito mais confiável, de seis a doze vezes mais rápido do que as técnicas tradicionais. E tudo com base numa pequena gota de sangue do paciente.

O biochip, construído pela equipe do engenheiro biomédico Alexander Revzin, usa anticorpos para "capturar" glóbulos brancos chamados linfócitos T, que são afetados pelo HIV.

Análise multiparamétrica do sangue

Além de contar fisicamente o número dos linfócitos T, o teste detecta os tipos e os níveis das proteínas inflamatórias (citocinas) liberadas pelas células.

O biochip é constituído por um microarray de anticorpos operando em conjunto com um dispositivo de imagem holográfica, que não usa lentes, levando apenas alguns segundos para contar o número de células capturadas e a quantidade de moléculas de citocinas secretadas.

Ainda em fase de protótipo, o biochip tem potencial para ser amplamente utilizado na análise multiparamétrica de amostras de sangue, o que poderá ser realizado no próprio ponto de atendimento, como postos de saúde, prontos-socorros e mesmo em locais remotos, dotados de poucos recursos médicos e sem acesso a laboratórios de análises clínicas.

"Além de testes para diagnóstico e acompanhamento do HIV, este aparelho será útil para as transfusões de sangue, onde a qualidade do sangue utilizado é sempre uma questão importante," diz Revzin.

Células T e Citocinas

A forma mais precisa e eficaz para diagnosticar e monitorar a infecção pelo HIV usa a contagem de dois tipos de células T e o cálculo da relação entre os dois tipos, além da medição das citocinas.

Isto é feito usando um método chamado citometria de fluxo, que exige um equipamento caro e operado por técnicos altamente treinados, inviabilizando seu uso em áreas remotas e sem muitos recursos.

O biochip dá conta dos dois principais desafios da análise de uma amostra de sangue em busca da detecção do HIV: 1) capturar o tipo de célula desejada do sangue, que contém vários tipos de células, e 2) conectar o tipo desejado da célula sanguínea com as citocinas secretadas.

O teste é feito por uma película de polímero na qual é impressa uma matriz de minúsculos "pontos". Cada ponto contém anticorpos específicos para os dois tipos de células T (CD4 e CD8) e três tipos de citocinas. Quando o sangue flui através dos pontos de anticorpos, as células T ficam presas nos pontos respectivos.

Cada tipo de célula T é capturado próximo aos pontos dos anticorpos específicos para as citocinas que podem produzir. Quando os anticorpos ativam as células, os pontos adjacentes às células capturam as citocinas secretadas por elas. Isto conecta um subconjunto específico de células T com suas citocinas.

Imagem Holográfica

O sistema de imageamento holográfico permite que os cientistas identifiquem e contem rapidamente as células T sem o uso de quaisquer lentes ou sistemas de varredura mecânica, simplificando o projeto e permitindo sua miniaturização na forma de um chip.

A análise dos números de células T CD4 e CD8, a relação CD4/CD8 e três citocinas secretadas levam apenas alguns segundos, permitindo a realização de um teste de HIV com uma velocidade sem precedentes.

No futuro, o Prof. Revzin pretende acrescentar ao biochip microarrays capazes de detectar proteínas do HIV e vírus da hepatite C.

Fonte: Diário da Saúde (http://www.diariodasaude.com.br/)