sábado, 11 de junho de 2011

PT – Partido dos Trambiqueiros e a Esquerda Brasileira(?)

Estão equivocados aqueles que ainda acreditam que o PT (Partido Tabífico)* é partido de esquerda. No máximo, consegue ser o “Partido da Mão Grande no Alheio”, mas aí seria uma outra sigla.

Outro engano é dizer que a parte majoritária da população, vulgo “povão”, está se distanciando da suposta esquerda pelo fato de "haver uma tendência, em vários mandatos de esquerda, de não se diferenciarem do estilo e dos métodos dos mandatos aliados, sejam de centro ou da própria direita, e nem dos adversários da direita".

Só pode ser brincadeira. Não existe esquerda, não existe direita, não existe centro no Brasil. Existe apenas situação, oposição e "boquinha". O PT (Partido dos Taboqueiros)** já foi oposição porque queria "boquinha", para se tornar situação. Conseguiu a "boquinha" e virou situação. E quem acreditava na balela da esquerda, dançou.

Qual é a diferença dos supostos esquerdistas para os centristas e direitistas? Nenhuma, salvo RARÍSSIMAS exceções.

Quanto à parte majoritária da população (povão) que acha que os políticos só querem "boquinha", onde está a novidade? A grande questão que me aflige é a seguinte: Por que será que essa maioria continua elegendo os mesmos caras-de-pau de sempre?

E o Palocci, hein? Parece aquele filme “De volta para o futuro”, só que é para o futuro da riqueza dele e para desgraça do Brasil.

NOTAS:

* Que corrompe ou apodrece.
** Caloteiros, enganadores, que faltam com a palavra dada a alguém.

sábado, 14 de maio de 2011

Não se Preocupe, Seja Feliz!

Para ser feliz, não vá com tanta sede ao pote
7/5/2011 17:08:00

A busca pela felicidade é algo saudável. Mas alguns pesquisadores começam a alertar que, pouco a pouco, essa busca está se transformando em uma obsessão muito pouco saudável.

Na verdade, a busca pela felicidade já está sendo comparada a uma obsessão religiosa - aquela visão fundamentalista, presente em todas as religiões, em todos os tempos.

Depois de um milênio e meio da chamada "cultura ocidental", nem Católicos e nem Protestantes viam a felicidade como algo a ser alcançado. O objetivo sempre fora livrar-se do pecado original, ganhar a salvação e ser feliz só depois da morte.

Mas veio o Iluminismo e, com ele, a noção de que a felicidade era algo para o presente e para esta vida corporal. Não seria necessário esperar pela morte para obter a felicidade - sem contar o risco de não se conseguir alcançá-la.

Renúncia e desprendimento logo deram lugar a outras "virtudes", que deveriam permitir cada vez mais momentos de felicidade. Mas o filósofo francês Pascal Bruckner aponta é que, embora esse seja um bom objetivo, as pessoas estão se tornando infelizes em nome de sua busca pela felicidade.

"A felicidade se tornou um bem a ser vendido. O capitalismo exige que nós compremos, e, se temos que comprar, temos que buscar nossa satisfação nas compras. É por isso que as maiores lojas e empresas colocam a palavra felicidade em suas campanhas de marketing: 'estamos trabalhando pela sua felicidade', e por aí afora," afirmou ele em um artigo publicado na revista New Scientist.

Esta cultura do consumo vem misturando a felicidade com tudo, incluindo perfumes, cremes, xampus, mas também com a busca por saúde, que logo se transforma em uma busca sem fim pela longevidade e até por uma obsessão por uma inalcançável juventude eterna.

O problema é que a felicidade parece se esvair com o momento da compra. E a última crise financeira mostrou que a maioria das pessoas sequer consegue arcar com suas contas - débitos em parte assumidos em busca da felicidade.

"Mas você não pode comprar a felicidade ou construí-la como uma casa, ou pedi-la como faz com um prato em um restaurante. Ela é muito mais caprichosa e difícil," diz Bruckner.

Para ele, o maior obstáculo à felicidade são as próprias pessoas, que precisam se reeducar para atingir seus ideais, vencendo os tabus criados pela sociedade consumista - cujo único compromisso é o próprio consumo.

"O fato de que a depressão seja uma das doenças mais prevalentes hoje deve-se provavelmente ao fato de que a felicidade tornou-se o único horizonte: a depressão emerge quando você não consegue ser feliz, é um colapso interno," afirma.

Como não alcançam a felicidade, em vez de parar e repensar seus objetivos ou suas táticas, as pessoas tentam procurá-la com um afinco cada vez maior, transformando a busca pela felicidade uma tarefa em tempo integral.

"As pessoas estão sempre se perguntando, 'Será que sou realmente feliz'? 'É isto que eu estava procurando'? Em vez disso, elas deveriam assumir uma visão mais relaxada: a felicidade vem e vai," propõe o escritor.

Para ele, felicidade é um momento de encantamento, quando as pessoas abandonam suas preocupações e sentem alcançar um estado mental diferente daquele do dia-a-dia.

"O que me faz feliz? Uma boa noite de sono, ter ideais, um bom projeto. Se você tem uma paixão, ela torna sua vida mais fácil, mesmo que você tenha dúvidas ou momentos de tristeza. Ter a felicidade como único objetivo torna as pessoas malucas, é muito difícil, e você não vai saber quando chegou lá porque não há uma definição precisa de felicidade", diz Bruckner.

Fonte: Diário da Saúde / Prontuário de Noticias