domingo, 22 de janeiro de 2012

Mito – O corpo humano realmente se renova completamente a cada 7 anos?
14/1/2012 14:18:00

Você já deve ter ouvido essa história: como nossas células morrem e são substituídas, a cada 7 anos nosso corpo seria completamente "diferente", apesar de idêntico. Mas será que isso é verdade?

É verdade que as células, individualmente, possuem uma determinada 'expectativa de vida' e, quando morrem, são substituídas por novas células. Há cerca de 50 trilhões de células que formam seu corpo.

Cada tipo de célula tem uma expectativa de vida diferente. Hemácias, por exemplo, vivem cerca de quatro meses, enquanto os leucócitos podem viver um ano. Células do cólon vivem apenas quatro dias e neurônios duram uma vida inteira.

Ou seja - não há como você ser inteiramente substituído, ainda mais em um prazo de sete anos. Não se sabe como esse mito dos sete anos começou, mas acredita-se que alguém fez a média do tempo de vida das células e chegou a esse número.

Agora fica a questão: se você fosse substituído mesmo a cada sete anos, permaneceria a mesma pessoa? É o mesmo paradoxo de um barco velho que, aos poucos, vai sendo arrumado com novas peças, até que alguém resolve pegar as peças velhas e construir um barco com elas. Qual seria o barco original? O novo de peças velhas ou o velho de peças novas?

Fonte : LifesLittleMysteries / Prontuário de Notícias

domingo, 15 de janeiro de 2012

Campanhas cor-de-rosa sobre câncer de mama podem repelir mulheres
11/1/2012 09:35:00

Uma das técnicas mais comuns do marketing é dar pistas de gênero nas propagandas. "Esta propaganda é rosa para você, consumidora do sexo feminino. Mulheres do mundo todo devem comprar", é uma ideia que ainda persiste. Basta chegar outubro para percebermos isso claramente. Este é o mês das campanhas contra o câncer de mama, e o rosa aparece por toda a parte, de revistas a comerciais de televisão.

No entanto, pesquisas recentes sugerem que os ativistas deveriam pensar duas vezes antes de escolher usar o rosa em campanhas. Estímulos de gênero, como anúncios cor-de-rosa para câncer de mama, podem acionar mecanismos de defesa nas mulheres. Por isso, o efeito da propaganda pode acabar sendo o contrário ao desejado.

Experimentos mostraram que mulheres submetidas a anúncios cor-de-rosa foram menos propensas a fazer doações para campanhas de câncer de mama, e tendiam a pensar que não iriam desenvolver a doença. Entretanto, esse efeito é contrário em anúncios de cores neutras.

Em um dos experimentos realizado com 350 mulheres, 77% delas decidiram fazer doações para uma pesquisa para o câncer de ovário. Mas quando elas recebiam o pedido a partir de uma propaganda com dicas de gênero, como o cor-de-rosa, o número de doações caia para 42%.

Pistas de gênero na publicidade nem sempre acionam mecanismos de defesa, apenas quando elas são usadas para fazer as pessoas se identificarem com coisas que podem as prejudicar. Rosa pode ser ótimo para vender batom, por exemplo, mas não para "vender" câncer de mama – pelo menos não para as mulheres.

Um segmento muito pequeno de homens desenvolve câncer de mama e em geral, anúncios rosas não os colocam na defensiva, mas podem realmente ajudar na conscientização.

Fonte : Life'sLittleMysteries / Prontuário de Notícias