sábado, 18 de fevereiro de 2012

A Culpa é da Leptina

Porque ficamos mais gulosos quando fazemos dieta?
18/1/2012 09:38:00

Um estudo publicado na revista Nature Neuroscience elucida de que forma o cérebro regula as sensações de fome e apetite. Porque gostamos mais de guloseimas quando fazemos dieta para perder peso? Um hormônio explica: a leptina.

Neste trabalho esteve envolvida Ana Domingos, ex-aluna do Programa Gulbenkian de Doutoramento em Biologia e Medicina, atualmente na Universidade de Rockefeller, em Nova Iorque. Em entrevista, a cientista explicou que a pesquisa, feita em ratinhos, "poderá direcionar a clínica para a terapia de substituição hormonal durante as fases iniciais da dieta".

Segundo Ana Domingos, quando fazemos dieta e perdemos peso ficamos mais gulosos, ou seja, mesmo sem fome temos vontade de comer coisas gostosas, como uma fatia de pizza ou mousse de chocolate. "Este é um desvio do comportamento que popularmente é atribuído à falta da força de vontade, mas eu pensei que deveria de haver uma base biológica para esta alteração do comportamento", diz.

Assim, a equipe da Universidade de Rockefeller procurou encontrar esta base biológica e a conclusão a que chegou é que a leptina controla não só a sensação de fome, que se pode tentar enganar com truques dietéticos, mas também o quanto gostamos de determinados alimentos, principalmente os açucarados.

A leptina diz ao cérebro quanta gordura temos, fazendo com que este não varie nem para cima nem para baixo. À medida que perdemos peso baixa a concentração desse hormônio, produzido pela própria gordura de que tanto queremos nos livrar. A leptina foi descoberta em 1994 no laboratório de Jeffrey Friedman, mentor de Ana Domingos, que também está envolvido na pesquisa.

A leptina controla o quanto gostamos de alimentos principalmente açucarados. "Pacientes deficientes deste hormônio são extremamente obesos e sentem uma fome insaciável, pois o sinal da presença da gordura não existe. O mesmo acontece em vários animais deficientes de leptina. Nestes indivíduos, uma terapia de substituição da leptina normaliza tanto a sensação de fome como o peso e o metabolismo basal", explica Ana Domingos.

No entanto, assinala a bióloga, "a maioria dos pacientes obesos não são deficientes de leptina, cuja abundância excede em muito os valores normais. Muitos destes pacientes adquiriram resistência à presença da leptina, tornando ineficaz uma terapia à base desta hormona para o controlo da fome e metabolismo".

Uma das consequências deste estudo pode ser a aprovação, pelas agências reguladoras, de um ensaio clínico de terapia de substituição hormonal da leptina em pacientes que devem perder muito peso. "Espera-se que uma terapia destas seria muito útil nas fases iniciais da perda de peso, podendo ser dosada em função da resposta do paciente", refere Ana Domingos.

Os próximos passos na pesquisa da equipe da Universidade de Rockefeller será perceber melhor porque gostamos tanto de açúcar. "Está cada vez mais claro que o nosso corpo detecta nutrientes não só através da língua, mas também através de mecanismos pós-ingestivos ainda por identificar. Daí que, em média, as pessoas não gostem de adoçantes artificiais. Estes têm uma ação na língua idêntica à do açúcar, mas falta-lhes a tal ação pós-ingestiva", explica a cientista.


Fonte: Jornalismo - Prontuário de Notícias

Alimentos que Curam

Quatro alimentos que são curas naturais
18/1/2012 09:28:00

A cada dia que passa, a medicina alternativa fica menos alternativa e mais comum, já que muitos adultos estão preferindo remédios naturais para ajudar com certos problemas de saúde. Coma para ficar saudável! Confira quatro dicas de curas naturais da nutricionista Joy Bauer:

1 - Vinagre
Vinagre pode reduzir o açúcar no sangue. "Se você tomar 2 a 4 colheres de chá de vinagre com a refeição ou antes da refeição, ele pode neutralizar o aumento do açúcar no sangue que começa a partir da refeição", explica Bauer, acrescentando que isso é particularmente útil para pessoas com diabetes tipo 2.
Claro, não precisa tomar o vinagre puro. Em vez disso, tente misturá-lo com o azeite e iniciar a sua refeição com uma salada.

2 - Mel
Mel acalma a tosse. "O mel ajuda a aliviar a garganta, e também solta o muco", diz Bauer. Para crianças doentes, com idades entre 1 a 6 anos (mel não deve ser dado a crianças menores de um ano), tente dar meia colher de chá 30 minutos antes deles se deitarem. Para crianças com idade superior a 6 anos e adultos, o ideal é tomar até duas colheres de chá.

3 - Chá de camomila
Esse chá alivia dores de cólicas menstruais. A camomila ajuda a relaxar o útero, elevando os níveis de glicina do corpo, um aminoácido que impede espasmos musculares. Experimente uma a três xícaras de chá de camomila sem cafeína por dia durante o ciclo menstrual.

4 - Óleo de hortelã-pimenta
O óleo de hortelã-pimenta alivia os sintomas da síndrome do intestino irritável (SII). "Ele relaxa os músculos do revestimento do intestino", diz Bauer. Tome uma cápsula de hortelã-pimenta três vezes por dia, 30 minutos antes da refeição.

Fonte: MSN / Prontuário de Notícias.