domingo, 19 de fevereiro de 2012

Orceína: Corante Natural vs Alzheimer

Corante natural obtido de liquens pode combater Mal de Alzheimer
30/1/2012 09:30:00

Um corante vermelho extraído de liquens é usado há séculos para colorir roupas e até alimentos.

Agora, cientistas alemães descobriram que esse corante natural, chamado orceína, tem a capacidade de reduzir agregados tóxicos de proteínas que caracterizam o Mal de Alzheimer.

A orceína, juntamente com uma substância relacionada, chamada O4, ligam-se aos pequenos agregados de beta-amiloide que são considerados tóxicos e causadores das disfunções neurais e dos danos à memória que caracterizam o Alzheimer.

O que a equipe liderada pelo Dr. Jan Bieschke, do Instituto Max Planck, descobriu agora é que a orceína e o O4 convertem os agregados de beta-amiloide em placas maiores e mais maduras. E essas placas maiores não são tóxicas para o sistema nervoso.

Problemas no dobramento das proteínas são considerados as principais causas não apenas do Alzheimer, mas também das doenças de Parkinson e Huntington.

As proteínas defeituosas acabam se acumulando em placas intra e extra-celulares.

Os pesquisadores assumem que essas pequenas placas são tóxicas para as células nervosas. Contudo, quando elas se aglomeram em placas maduras, bem maiores, esse efeito deixa de existir.

A orceína é extraída de um líquen que cresce principalmente nas Ilhas Canárias, e é explorado há séculos para uso como corante.

Há alguns anos, o Dr. Erich Wanker, outro membro da equipe, descobriu que um composto químico natural encontrado no chá verde, chamado EGCG (Epigalocatequina-3-galato), é capaz de desativar a toxicidade dos aglomerados de proteínas.

Com a orceína e o O4, eles agora descobriram um outro mecanismo que, em vez de destruir as placas, faz com que elas se aglomerem, perdendo a toxicidade.

Outros pesquisadores já estão testando um outro corante, chamado azul de metileno, com o mesmo objetivo.

Fonte: Diário da Saúde / Prontuário de Notícias.

Selo Microvascular

Bandagem com células vivas cria novos vasos sanguíneos
30/1/2012 09:28:00

"Selo microvascular". Este é nome de uma nova bandagem capaz de estimular e dirigir o crescimento de novos vasos sanguíneos na superfície de um tecido vivo.

O biomaterial contém células vivas, que fornecem fatores de crescimento para os tecidos danificados, seguindo um padrão pré-definido, traçado no próprio selo.

Depois de uma semana, o padrão desse selo biológico é "impresso" na forma de vasos sanguíneos.

A nova bandagem será apresentada em um artigo científico agendado para publicação em Janeiro, como matéria de capa da revista técnica Advanced Materials.

O que mais impressionou neste novo recurso médico é que ele não se aplica apenas a ferimentos externos.

"Qualquer tipo de tecido que você queira reconstruir, incluindo ossos, músculos ou pele, é altamente vascularizado. Mas um dos maiores desafios na recriação de redes vasculares é como controlar o crescimento e o espaçamento dos novos vasos sanguíneos," explica do Dr. Rashid Bashir, da Universidade de Illinois.

Um desafio tão grande que ninguém havia conseguido fazer isso até agora, apesar de inúmeras tentativas de colocar fatores de crescimento diretamente nos curativos.

A nova bandagem deve seu sucesso à sua nova abordagem: uma espécie de carimbo, que libera os fatores de crescimento de forma mais sustentada e mais dirigida.

O selo microvascular tem cerca de 1 centímetro quadrado e é feito de camadas de um hidrogel à base de polietileno glicol, um material biocompatível aprovado para uso médico.

O outro material usado é o alginato metacrílico, uma substância comestível.

Os pesquisadores afirmam que a nova bandagem terá, sobretudo, uso interno, por exemplo, para a revascularização pós-cirúrgica, para a "normalização" dos vasos sanguíneos que alimentam um tumor, melhorando o rendimento da quimioterapia, e na liberação de artérias bloqueadas.

Fonte: Diário da Saúde / Prontuário de Notícias.