quarta-feira, 1 de julho de 2015

Minhas Considerações: Redução da Maioridade Penal


"Direita" e "Esquerda": Faces da mesma moeda
#SomosTodosBananas
PARA MINIMIZAR O PROBLEMA DA DELINQUÊNCIA JUVENIL, SABEMOS QUE É URGENTE INVESTIR EM EDUCAÇÃO AMPLA E VARIADA, ALÉM DE INCENTIVAR A INSERÇÃO PROFISSIONAL DOS JOVENS.
No entanto, sabe qual é o maior problema? Ninguém é responsável por coisa alguma nesse país. Os pais não são responsáveis, os educadores não são responsáveis, os políticos não responsáveis...
Vamos parar de brigar entre nós. A desorganização da população e a separação em grupos antagônicos ("direita" e "esquerda", "pobres X elite") é tudo que os representantes do Estado brasileiro, em especial os governos vigentes, querem. Existem causas em comum que não podem ser reduzidas a discussões banais do "sou contra" X "sou a favor".
A redução da maioridade penal é mais um meio utilizado pelos políticos (da "direita" e da "esquerda") para desviar a atenção da população e agradarem os seus partidários, mas sem mexer na causa do problema.
A violência está sendo fabricada pelos políticos que nada fazem além de nos roubar. Como podemos cobrar desses criminosos de colarinho-branco se estamos amedrontados com a bagunça que eles produzem, incentivam e legitimam?
Ao Brasil, não faltam recursos para investir em Educação, Saúde, Segurança e todos os outros direitos garantidos na Constituição Federal. Ao Brasil, sobram ladrões que se travestem de políticos de "direita" e de "esquerda" para nos roubar e nos manter sob o império do terror.
Se esses marginais de colarinho-branco, que entendem que o voto deve ser obrigatório e que vivem de nossos suor e sangue, trabalhassem em prol da sociedade (em especial em favor dos mais pobres) não haveria o debate sobre redução da maioridade penal. Esse debate não ocorreria pelo simples fato de que as desigualdades seriam minimizadas, a população cumpriria seus deveres e exigiria dos políticos seus direitos, recebendo retorno positivo pelos impostos pagos.
Reduzir a maioridade por reduzir apenas, de fato, nada resolve: nem educa os delinquentes nem minimiza a violência. No entanto, é difícil acreditar que o ECA não seja apenas uma fantasia de alguém "bem-intencionado" semelhante à Lei Maria da Penha. Algo precisar feito, pois, do jeito que está, não dá mais.
A proposta de reduzir a maioridade pela gravidade do crime é a que me parece mais racional. O crime é que define o criminoso. Só há assassinato se alguém mata. É necessário também acabar com os eufemismos legislativos contidos no ECA. Assassinato resulta em morte? Sim. Então, não é possível continuar com a fantasia da terminologia "ato infracional análogo a homicídio".  Até entendo que a filigrana da terminologia seja mantida para ocorrências de menor potencial ofensivo ou que apenas causem dano material sem atentado à vida.
Somente os políticos lucram com esses debates inócuos do "sou contra" e do "sou a favor". Nesse terreno fértil de insanidade, das "torcidas organizadas de futebol", apenas imperam a discórdia e a falta de bom senso.
As pessoas estão sem rumo e desesperadas. Terreno fértil para ideias tenebrosas. Assim temos os pedidos de intervenção/golpe militar e outras bobagens que em nada fazem avançar o debate.
A população deve se mobilizar pela democracia, deve deixar de lado a ilusão de que aparecerá um político "salvador da pátria" que nos redimirá.

terça-feira, 30 de junho de 2015

ADMITO: ERREI AO VOTAR NO PSOL

#SomosTodosBananas
ERRAR É HUMANO.
INSISTIR NO ERRO É ESTUPIDEZ.
 
Acreditei no PSOL como via alternativa aos absurdos que vemos na política brasileira.
No entanto, isso não se confirmou nas últimas eleições nacionais (outubro/ 2014).
No 1o turno, se eu soubesse que o PSOL apoiaria o PT, jamais teria votado no PSOL. Teria sim votado NULO, conforme fiz no 2o turno.
Para ser oposição, o PSOL não precisava apoiar o PT. O "voto crítico" é apenas uma falácia, mero discurso para agradar militantes, tal acadêmicos em bancas avaliadoras. O velho jogo de compadres: você fala bem de mim, que eu falo bem de você.
Ao tomar a decisão de apoiar o PT, depois de ter afirmado que não o faria, o PSOL provou ser parte da "velha política", a qual dizia se opor. Não existe "esquerda" coerente. Existem eleições apenas para manutenção do circo da "política" brasileira.
Percebo que essa polarização "esquerda" X "direita" não cabe mais no Brasil, pois não é mais possível ver diferenças entre os dois lados (corruptos, fascistas, desonestos, mentirosos, chantagistas, pois tudo vale para se manter no poder). Conforme pudemos observar, o PT se dizia "esquerda" até alcançar a Presidência da República. Depois, tornou-se aliado dos mais fascistas e canalhas representantes da tão combatida "direita". Eles (PT) eram melhor na oposição.
Entendo que, para a maioria da população, pouco importa se quem governa é da "direita" ou da "esquerda", não importa a ideologia. E, de fato, isso não deveria importar.
Infelizmente, na farsa democrática brasileira, o voto ainda é uma obrigação. Por ser do interesse dos políticos, insistem que o voto é primordialmente um direito. MENTIRA!
Se sou obrigada a comparecer às eleições para votar (em algum candidato, em branco ou nulo), deveria também poder me manifestar e tirá-los de lá. Voto obrigatório, proporcionalidade, financiamento empresarial de grandiosas campanhas e urnas fraudadas: como acreditar no processo eleitoral brasileiro?
Políticos deveriam se comportar como servidores públicos que são, e não como donos de almas, acima do bem e do mal. Deveriam trabalhar para atender às necessidades da população, em especial as necessidades dos mais pobres.
Quero algo melhor do que essa pretensa democracia à brasileira. Nem "direita" nem "esquerda", pois ambas são apenas ideologias para garantir privilégios para suas próprias elites e escravizar a população.